Já diria Drummond, O último dia do ano Não é o último dia do tempo.
E pra mim não é mesmo, no ano passado teve festa no dia 31 e tudo, mas o ano novo só começou depois da Fuvest. 2009 vai começar mais tarde ainda, só depois da Unicamp, o que é ou deveria ser uma coisa boa. Agüentei até agora, o que são mais duas semanas?
Por isso eu queria estar dormindo durante a meia-noite de hoje, afinal, esses são dias de estudo iguais a todos os outros do ano. No fim, eu nem dou valor a toda essa superstição - e, mesmo quando eu dei, não funcionou, ou seja, nenhuma superstição pode ser melhor do que não ter nenhuma superstição.
A Paula riu da minha colocação, e riu também do meu Vans novo, que, segundo ela, parece o tênis daquele cara que se dispara em um canhão, no circo (homem-bala, uma coisa assim). Só porque ele é azul e prateado e brilha. Na minha opinião, é bem mais Speed Racer.
Estou vestindo o Vans e um vestido Lacoste branco de bolinhas vermelhas, esperando por um jantar sem graça de reveillon. Me contento em pensar nas férias que estão chegando, no fim dos vestibulares, e em me imaginar daqui a um ano fazendo guerra de neve com os meus primos, em algum lugar perdido da América...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Desde uma semana atrás, mais ou menos, sempre que eu como eu fico com uma dor de cabeça enjoativa.
Isso só costuma acontecer quando eu deixo de tomar o remédio de manhã, ou quando a minha dose é diminuída. Mas, agora, nada disso está acontecendo. É só uma dor de cabeça ingrata, que vem do nada e me faz suar frio. Bem agora que falta uma semana para começar a Fuvest...
O meu psiquiatra me perguntava o que eu fazia quando sentia essa dor de cabeça. Não fazia nada, só continuava fazendo o que eu precisava fazer. "Ah... Eu estudo." (Naquela época eu estudava bastante.) Ele recomendou que eu tomasse um tylenol ou algo do tipo e fosse deitar um pouco. Eu reclamei que não podia deitar todas as tardes, e que não conseguiria deitar sem dormir (se eu dormisse, não acordaria nunca mais, e perderia toda a tarde de estudo).
Ele ficou contando de um congresso sobre dor de cabeça (que interessante...), em que os neurologistas fodões falavam que um remédio analgésico desses daí demora uns 40 minutos até fazer efeito. E que, enquanto isso, você tem que poupar esforços ao seu cérebro, ou seja, ficar sem fazer nada.
É claro que isso funciona. No ápice da minha situação de efeitos colaterais, só o que eu consigo é ficar deitada agonizando, mesmo. A pressão cai muito fácil, não resta outra opção senão deitar e morrer por um tempinho.
Acho que é o que eu vou fazer enquanto espero a Clau, que vem aqui para estudar. Não vou conseguir terminar a arrumação que eu comecei a fazer no meu quarto hoje de manhã, e nem quero me arriscar a começar a estudar. É isso, deitar um minutinho, descansar um pouco, por que não?
Isso só costuma acontecer quando eu deixo de tomar o remédio de manhã, ou quando a minha dose é diminuída. Mas, agora, nada disso está acontecendo. É só uma dor de cabeça ingrata, que vem do nada e me faz suar frio. Bem agora que falta uma semana para começar a Fuvest...
O meu psiquiatra me perguntava o que eu fazia quando sentia essa dor de cabeça. Não fazia nada, só continuava fazendo o que eu precisava fazer. "Ah... Eu estudo." (Naquela época eu estudava bastante.) Ele recomendou que eu tomasse um tylenol ou algo do tipo e fosse deitar um pouco. Eu reclamei que não podia deitar todas as tardes, e que não conseguiria deitar sem dormir (se eu dormisse, não acordaria nunca mais, e perderia toda a tarde de estudo).
Ele ficou contando de um congresso sobre dor de cabeça (que interessante...), em que os neurologistas fodões falavam que um remédio analgésico desses daí demora uns 40 minutos até fazer efeito. E que, enquanto isso, você tem que poupar esforços ao seu cérebro, ou seja, ficar sem fazer nada.
É claro que isso funciona. No ápice da minha situação de efeitos colaterais, só o que eu consigo é ficar deitada agonizando, mesmo. A pressão cai muito fácil, não resta outra opção senão deitar e morrer por um tempinho.
Acho que é o que eu vou fazer enquanto espero a Clau, que vem aqui para estudar. Não vou conseguir terminar a arrumação que eu comecei a fazer no meu quarto hoje de manhã, e nem quero me arriscar a começar a estudar. É isso, deitar um minutinho, descansar um pouco, por que não?
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Fiquei pensando se photography are for those who can't draw.
Em geral, é mais rápido, mais fácil, e toda essa agilidade faz com que você se sinta melhor com mais velocidade.
O desenho demora, é árduo, e sempre parece que não vai dar certo no começo. Ver as linhas esboçadas, a cabeça desencontrando com o corpo e a luz que não pára de oscilar dá medo.
Mas, se você é um bom fotógrafo, você tem tudo para ser um bom desenhista. As imagens fixas na sua cabeça como se estivessem impresas em filme, devem existir chapas de metal microscópicas com as cenas da sua vida dentro do seu cérebro.
Já li coisas sobre a nossa memória ser associativa: ela funciona, de fato, por associação de imagens. Às vezes imagens com movimento, é claro, mas são todas quadros de uma mesma ação, como no cinema.
A imagem de todas as pessoas que você conhece. A imagem de uma lembrança. Aquela fórmula complicada de física, a nota no jornal, o armário do seu quarto. O jeito que você enxerga quando enfia um dos olhos para ver através das lentes da câmera, imagens que um míope enxerga sem óculos, aquela cena de você com 3 anos caindo de cara no chão (você lembra do chão vindo na sua direção ou enxerga simplesmente uma criancinha caindo, de roupa branca e cabelo curto, vista lateral?)
Se você fotografa bem, quer dizer que você tem facilidade para transportar as três dimensões do que você está vendo para as duas dimensões do papel. Se você desenha bem, idem. Um complementa o outro, você precisa ter muita noção de projeto para ser um bom fotográfo, e conseguir imaginar o que poderia dar certo quando não estivesse sendo olhado por você mesmo. No desenho isso é mais empírico, você pode experimentar várias vezes em uma mesma tentativa; é preciso tirar muitas fotos até se entender como uma idéia se torna registro.
Em geral, é mais rápido, mais fácil, e toda essa agilidade faz com que você se sinta melhor com mais velocidade.
O desenho demora, é árduo, e sempre parece que não vai dar certo no começo. Ver as linhas esboçadas, a cabeça desencontrando com o corpo e a luz que não pára de oscilar dá medo.
Mas, se você é um bom fotógrafo, você tem tudo para ser um bom desenhista. As imagens fixas na sua cabeça como se estivessem impresas em filme, devem existir chapas de metal microscópicas com as cenas da sua vida dentro do seu cérebro.
Já li coisas sobre a nossa memória ser associativa: ela funciona, de fato, por associação de imagens. Às vezes imagens com movimento, é claro, mas são todas quadros de uma mesma ação, como no cinema.
A imagem de todas as pessoas que você conhece. A imagem de uma lembrança. Aquela fórmula complicada de física, a nota no jornal, o armário do seu quarto. O jeito que você enxerga quando enfia um dos olhos para ver através das lentes da câmera, imagens que um míope enxerga sem óculos, aquela cena de você com 3 anos caindo de cara no chão (você lembra do chão vindo na sua direção ou enxerga simplesmente uma criancinha caindo, de roupa branca e cabelo curto, vista lateral?)
Se você fotografa bem, quer dizer que você tem facilidade para transportar as três dimensões do que você está vendo para as duas dimensões do papel. Se você desenha bem, idem. Um complementa o outro, você precisa ter muita noção de projeto para ser um bom fotográfo, e conseguir imaginar o que poderia dar certo quando não estivesse sendo olhado por você mesmo. No desenho isso é mais empírico, você pode experimentar várias vezes em uma mesma tentativa; é preciso tirar muitas fotos até se entender como uma idéia se torna registro.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Experimentei o salto 15 da Paula para ver se conseguiria suportá-lo amanhã na festa de Natal, e aparentemente não vou conseguir. Minhas unhas estão pintadas de amarelo, acho que vai ficar legal com o vestido roxo de seda.
Espero que faça calor, odeio vestido no frio, isso implica em meia-calça e casaco, um estorvo.
Queria cortar o cabelo mas vou me sentir melhor se eu só fizer isso depois da Fuvest. Superstição, droga.
Espero que faça calor, odeio vestido no frio, isso implica em meia-calça e casaco, um estorvo.
Queria cortar o cabelo mas vou me sentir melhor se eu só fizer isso depois da Fuvest. Superstição, droga.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Ontem Be kind rewind maravilhoso, hoje estudos de literatura com a Clau, amanhã poucas aulas e provavelmente mais cinema, quarta Natal.
Aulas em 23 de dezembro, não soa muito estranho?
Hoje resultado inesperadíssimo do Senac que me deixou melancólica (não quero estar em um lugar em que todos são piores do que eu).
Planos para esportes no ano que vem, o calor me deixa muito empolgada. Quando os meus Asics estiverem gastos, planos para um par de Newton's Gravity.
(Planos para planejamento sobre planos, que possivelmente nunca vão deixar de ser planos.)
Queria ter um corpo bonito, a Clau acha legal ser molinha, com a pele balançando. Planos para tirar a minha Caloi 10 da garagem, processo iniciado ontem em aventura até a USP.
Chato isso de as pessoas ainda não terem ido embora de São Paulo. As férias estão aí, pessoal! Será que não dava para deixar o trânsito mais agradável, pelo menos por uma semana?
Procurando estímulos, fico desenhando, o que não deixa de ser estudar. Dou um chute na física e abraço a história, o português de hoje já valeu pelo ano todo, o desenho geométrico vai ser ajudado pela Denise assim que o feriado começar.
Comprei os materiais que faltavam para a prova da FAU (colas e grafites e até fitas adesivas), dá aflição pensar que já está chegando...
Clima total de fazer nada aqui em casa, ninguém nem respeita mais os meus horários. Televisão no último volume, secador à meia-noite...
Mas o que mais me irrita é o bebê do vizinho. Alguém, por favor, poderia fazer alguma coisa com o bebê do vizinho? Ele me acorda todas as noites, de madrugada, às vezes até adianta o meu despertador das 05h30. Descobri que ele se chama Pedro. Pedro, odioso, maldito Pedro, nunca vi uma pessoa só produzir tantos decibéis.
E choro de bebê ainda tem aquele tom de desespero, parece que começou uma guerra ou que vamos todos morrer queimados em breve - acordo sempre pulando. E é claro que eu nunca consigo dormir de novo. Primeiro por causa do susto, segundo porque, depois que ele começa, nunca mais pára de chorar.
Não é possível, estou começando a desconfiar que os pais dele saem de casa durante a noite e largam ele sozinho. Ou que tomam tantos sedativos antes de dormir que, da próxima vez, eu é que vou ter que dar um jeito no filho dos outros.
Aulas em 23 de dezembro, não soa muito estranho?
Hoje resultado inesperadíssimo do Senac que me deixou melancólica (não quero estar em um lugar em que todos são piores do que eu).
Planos para esportes no ano que vem, o calor me deixa muito empolgada. Quando os meus Asics estiverem gastos, planos para um par de Newton's Gravity.
(Planos para planejamento sobre planos, que possivelmente nunca vão deixar de ser planos.)
Queria ter um corpo bonito, a Clau acha legal ser molinha, com a pele balançando. Planos para tirar a minha Caloi 10 da garagem, processo iniciado ontem em aventura até a USP.
Chato isso de as pessoas ainda não terem ido embora de São Paulo. As férias estão aí, pessoal! Será que não dava para deixar o trânsito mais agradável, pelo menos por uma semana?
Procurando estímulos, fico desenhando, o que não deixa de ser estudar. Dou um chute na física e abraço a história, o português de hoje já valeu pelo ano todo, o desenho geométrico vai ser ajudado pela Denise assim que o feriado começar.
Comprei os materiais que faltavam para a prova da FAU (colas e grafites e até fitas adesivas), dá aflição pensar que já está chegando...
Clima total de fazer nada aqui em casa, ninguém nem respeita mais os meus horários. Televisão no último volume, secador à meia-noite...
Mas o que mais me irrita é o bebê do vizinho. Alguém, por favor, poderia fazer alguma coisa com o bebê do vizinho? Ele me acorda todas as noites, de madrugada, às vezes até adianta o meu despertador das 05h30. Descobri que ele se chama Pedro. Pedro, odioso, maldito Pedro, nunca vi uma pessoa só produzir tantos decibéis.
E choro de bebê ainda tem aquele tom de desespero, parece que começou uma guerra ou que vamos todos morrer queimados em breve - acordo sempre pulando. E é claro que eu nunca consigo dormir de novo. Primeiro por causa do susto, segundo porque, depois que ele começa, nunca mais pára de chorar.
Não é possível, estou começando a desconfiar que os pais dele saem de casa durante a noite e largam ele sozinho. Ou que tomam tantos sedativos antes de dormir que, da próxima vez, eu é que vou ter que dar um jeito no filho dos outros.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
rascunho
Um dia, quando uma mulher tiver o diamante do seu pescoço elogiado pelo homem que chega ao seu encontro em um restaurante qualquer, ela responderá Obrigada. É a minha namorada.
Ele rirá, sem entender, e, ao puxar uma cadeira para se sentar, ela explicará, depois de um breve gole de vinho tinto: Átomos de carbono. Diamantes são feitos de átomos de carbono, assim como a minha namorada.
Ele então entenderá do que ela estava falando, e contará à minha ex-namorada viúva a respeito de um artista que exigiu ser transformado em grafites de lápis. O mesmo princípio do carbono do seu diamante.
Ela tocará a corrente de ouro, melancólica, e apertará o diamante com os dedos por alguns instantes.
O garçom servirá vinho a ele, e eles pedirão entradas.
Ela continuará pensando no meu corpo que pende do seu pescoço, ele pensará no corpo dela que descansa dentro do vestido verde escuro. Ele fingirá admirar o diamante enquanto seu olhar tentará entrar pelo decote dela.
Queria influenciar outras pessoas, ele continuará falando do artista-grafite. Mas entre eles o assunto sempre acabaria muito rápido.
Ela sorrirá. Parece mais interessante do que uma simples lembrança, ela dirá, apontando para o colar, embora soubesse que aquilo não só era uma coisa idiota de se falar, como também era algo em que ela não era capaz de acreditar nem por um segundo.
Não acho, ele responderá, inclinando uma das mãos na minha direção. Ela se esquivará. Não toque nela.
Ele rirá, sem entender, e, ao puxar uma cadeira para se sentar, ela explicará, depois de um breve gole de vinho tinto: Átomos de carbono. Diamantes são feitos de átomos de carbono, assim como a minha namorada.
Ele então entenderá do que ela estava falando, e contará à minha ex-namorada viúva a respeito de um artista que exigiu ser transformado em grafites de lápis. O mesmo princípio do carbono do seu diamante.
Ela tocará a corrente de ouro, melancólica, e apertará o diamante com os dedos por alguns instantes.
O garçom servirá vinho a ele, e eles pedirão entradas.
Ela continuará pensando no meu corpo que pende do seu pescoço, ele pensará no corpo dela que descansa dentro do vestido verde escuro. Ele fingirá admirar o diamante enquanto seu olhar tentará entrar pelo decote dela.
Queria influenciar outras pessoas, ele continuará falando do artista-grafite. Mas entre eles o assunto sempre acabaria muito rápido.
Ela sorrirá. Parece mais interessante do que uma simples lembrança, ela dirá, apontando para o colar, embora soubesse que aquilo não só era uma coisa idiota de se falar, como também era algo em que ela não era capaz de acreditar nem por um segundo.
Não acho, ele responderá, inclinando uma das mãos na minha direção. Ela se esquivará. Não toque nela.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
2009: a chance definitiva para a minha vida.
Eu sei que eu tinha dito 5 anos (a Clau até me cobrou isso hoje), mas acho que só mais um está bom demais. Se não melhorar agora, nunca vai melhorar.
Fiquei pensando nisso e em outras coisas tristes enquanto voltava pra casa do ponto de ônibus, e é engraçado como os nossos pés realmente ficam mais pesados quando a gente está com idéias ruins na cabeça.
Outro dia a Mari R disse que acha que, de qualquer jeito, a gente vai estar chorando no dia 04 de fevereiro - ou de alegria, ou de felicidade. Isso ficou martlelando na minha consciência...
Então ontem, durante o almoço, eu perguntei "Mãe, você já chorou de alegria?" Ela pensou para dizer "Já... Já chorei de emoção" "Ah" "Você nunca chorou de emoção?" "Como assim? Acho que eu nunca tive uma emoção tão grande".
Fico triste por isso, será que em 18 anos nada valeu a pena de verdade?
Nada que me fizesse chorar de felicidade... (Me lembrei que eu nunca vi um menino chorando, o que não tem nada a ver mas me fez rir em algum momento, e é por isso que eu não imagino meninos chorando.) Uma vida vazia.
Por um lado é minha culpa, eu sei.
Fiquei planejando o meu suicídio, teria que ser uma cena linda, como eu já conversei com a Paula a respeito antes. Com vestidos compridos, no alto de um prédio, com muito vento e maquiagem.
Eu passaria 2009 preparando as pessoas ao meu redor para a minha morte. "Gente, o meu último aniversário!" ou "Nossa última viagem juntos!", e então os momentos seriam bem mais divertidos, porque seriam, é claro, únicos. Poderíamos fazer uma despedida, uma festa ou qualquer outro tipo de comemoração, e quem quisesse também poderia assistir à cena final.
Todos aceitariam muito bem porque seria uma opção - em nenhum momento me fariam pensar melhor sobre a minha decisão, ou tentariam me impedir de chegar aonde eu quisesse. No último dia do ano, eu não pensaria duas vezes antes de ir embora, e iria feliz, porque saberia que dali em diante as coisas começariam a dar mesmo errado se eu insistisse em continuar.
Morreria sorrindo, como a Nina faz enquanto dorme, e se doesse seria uma dor bonita e extremamente grata. Eu morreria e me espalharia por tudo, por todos os lugares do mundo, cada quark de mim flutuando nas correntes de ar, as pessoas me inspirariam e expirariam, eu estaria na água e entraria nos ciclos de vida dos outros animais.
Eu sei que eu tinha dito 5 anos (a Clau até me cobrou isso hoje), mas acho que só mais um está bom demais. Se não melhorar agora, nunca vai melhorar.
Fiquei pensando nisso e em outras coisas tristes enquanto voltava pra casa do ponto de ônibus, e é engraçado como os nossos pés realmente ficam mais pesados quando a gente está com idéias ruins na cabeça.
Outro dia a Mari R disse que acha que, de qualquer jeito, a gente vai estar chorando no dia 04 de fevereiro - ou de alegria, ou de felicidade. Isso ficou martlelando na minha consciência...
Então ontem, durante o almoço, eu perguntei "Mãe, você já chorou de alegria?" Ela pensou para dizer "Já... Já chorei de emoção" "Ah" "Você nunca chorou de emoção?" "Como assim? Acho que eu nunca tive uma emoção tão grande".
Fico triste por isso, será que em 18 anos nada valeu a pena de verdade?
Nada que me fizesse chorar de felicidade... (Me lembrei que eu nunca vi um menino chorando, o que não tem nada a ver mas me fez rir em algum momento, e é por isso que eu não imagino meninos chorando.) Uma vida vazia.
Por um lado é minha culpa, eu sei.
Fiquei planejando o meu suicídio, teria que ser uma cena linda, como eu já conversei com a Paula a respeito antes. Com vestidos compridos, no alto de um prédio, com muito vento e maquiagem.
Eu passaria 2009 preparando as pessoas ao meu redor para a minha morte. "Gente, o meu último aniversário!" ou "Nossa última viagem juntos!", e então os momentos seriam bem mais divertidos, porque seriam, é claro, únicos. Poderíamos fazer uma despedida, uma festa ou qualquer outro tipo de comemoração, e quem quisesse também poderia assistir à cena final.
Todos aceitariam muito bem porque seria uma opção - em nenhum momento me fariam pensar melhor sobre a minha decisão, ou tentariam me impedir de chegar aonde eu quisesse. No último dia do ano, eu não pensaria duas vezes antes de ir embora, e iria feliz, porque saberia que dali em diante as coisas começariam a dar mesmo errado se eu insistisse em continuar.
Morreria sorrindo, como a Nina faz enquanto dorme, e se doesse seria uma dor bonita e extremamente grata. Eu morreria e me espalharia por tudo, por todos os lugares do mundo, cada quark de mim flutuando nas correntes de ar, as pessoas me inspirariam e expirariam, eu estaria na água e entraria nos ciclos de vida dos outros animais.
domingo, 14 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Ontem foi aniversário da Meg e foi um dia bom, esquentou e as notas de corte saíram.
O calor não foi tão bom assim, mas pelo menos eu pude usar shorts e finalmente valorizei o ar condicionado da sala 54.
Hoje chuva insuportável de deixar o cabelo incomodando e a pele melada, parecia praia, um horror.
Eu, a Clau e o Marcel ficamos horas fazendo contas de médias da Fuvest. Ao que tudo indica, nenhum de nós precisa fazer grandes milagres na segunda fase. Hope so.
Depois conversamos com o Herman, e ele trata a prova de desenho como se fosse a coisa mais simples do mundo, e tem certeza de que a maioria das pessoas que está prestando arquitetura e design tem um desenho medíocre. Mesma opinião da Denise, que nunca vai se conformar se eu for mal nessa prova.
Para amanhã planejo cinema (provavelmente Rebobine, por favor - que ainda está na pré-estréia -, porque Uma cidade sem lei eu combinei de ver com a Paula) e o que mais de interessante aparecer.
Sobre sábado o horóscopo mensal diz maravilhas, portanto, estou aceitando convites.
Nada além disso, rinite bad, preciso de um banho.
O calor não foi tão bom assim, mas pelo menos eu pude usar shorts e finalmente valorizei o ar condicionado da sala 54.
Hoje chuva insuportável de deixar o cabelo incomodando e a pele melada, parecia praia, um horror.
Eu, a Clau e o Marcel ficamos horas fazendo contas de médias da Fuvest. Ao que tudo indica, nenhum de nós precisa fazer grandes milagres na segunda fase. Hope so.
Depois conversamos com o Herman, e ele trata a prova de desenho como se fosse a coisa mais simples do mundo, e tem certeza de que a maioria das pessoas que está prestando arquitetura e design tem um desenho medíocre. Mesma opinião da Denise, que nunca vai se conformar se eu for mal nessa prova.
Para amanhã planejo cinema (provavelmente Rebobine, por favor - que ainda está na pré-estréia -, porque Uma cidade sem lei eu combinei de ver com a Paula) e o que mais de interessante aparecer.
Sobre sábado o horóscopo mensal diz maravilhas, portanto, estou aceitando convites.
Nada além disso, rinite bad, preciso de um banho.
sábado, 6 de dezembro de 2008
As pessoas têm vindo me falar que lêem esse blog. E que gostam dele! Ontem foi a vez do Tiago (amigo da Paula) e da Mari (Equipe), mas antes já ouvi isso do Mammi (Antonio Bender) e de algumas outras pessoas através do disse-que-disse.
A dúvida que não quer calar: por que ninguém comenta?
Fiquei pensando no hífen aí em cima e, ai, por que é que eles não aproveitam a droga da reforma ortográfica e tiram essa coisa da nossa língua portuguesa? Não ia ser bem mais legal guardachuva ou pôrdosol? (A melhor parte são os encontros de consoantes e vogais. Afinal, por que o girassol ganhou 2 "s" e o pôr-do-sol ficou com os hifens?)
Ganhei uma agenda gracinha do Andy Warhol - um bom jeito para começar um ano novo com o pé direito. Aquele processo de sempre, anotar aniversários, feriados... Estou traumatizada porque neste ano demorei muito para comprar uma agenda e, depois de ter comprado, acabei parando de usar, porque comecei a anotar muitas coisas nela e fui ficando meio paranóica.
Joguei a agenda dentro de um armário e comecei a fazer listas diárias em páginas de caderno, e em algum momento isso evoluiu para a produção mensal de calendários com notas organizadas e legendas indicando coisas importantes. Meio que para não precisar usar o calendário do Anglo, também.
A Paula está me desenhando há mil anos no seu Moleskine. Falando em Moleskine, hoje vi uma agenda Moleskine linda vermelha (do tamanho de um caderno A5) por 70 reais!!
Nossa, olha que frase horrível, agenda Moleskine linda vermelha. Seria melhor agenda linda vermelha Moleskine? Ou agenda linda Moleskine vermelha? Ah, que horror, precisamos também de uma "order of adjectives", anotem aí.
A dúvida que não quer calar: por que ninguém comenta?
Fiquei pensando no hífen aí em cima e, ai, por que é que eles não aproveitam a droga da reforma ortográfica e tiram essa coisa da nossa língua portuguesa? Não ia ser bem mais legal guardachuva ou pôrdosol? (A melhor parte são os encontros de consoantes e vogais. Afinal, por que o girassol ganhou 2 "s" e o pôr-do-sol ficou com os hifens?)
Ganhei uma agenda gracinha do Andy Warhol - um bom jeito para começar um ano novo com o pé direito. Aquele processo de sempre, anotar aniversários, feriados... Estou traumatizada porque neste ano demorei muito para comprar uma agenda e, depois de ter comprado, acabei parando de usar, porque comecei a anotar muitas coisas nela e fui ficando meio paranóica.
Joguei a agenda dentro de um armário e comecei a fazer listas diárias em páginas de caderno, e em algum momento isso evoluiu para a produção mensal de calendários com notas organizadas e legendas indicando coisas importantes. Meio que para não precisar usar o calendário do Anglo, também.
A Paula está me desenhando há mil anos no seu Moleskine. Falando em Moleskine, hoje vi uma agenda Moleskine linda vermelha (do tamanho de um caderno A5) por 70 reais!!
Nossa, olha que frase horrível, agenda Moleskine linda vermelha. Seria melhor agenda linda vermelha Moleskine? Ou agenda linda Moleskine vermelha? Ah, que horror, precisamos também de uma "order of adjectives", anotem aí.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Cheiro horrível de camarão hoje em casa pela tarde inteira, porque a Denise estava fazendo um vatapá para o aniversário da minha avó (que resolveu, depois dos 80, recuperar as origens).
Sem conseguir estudar, fui dormir, e a Denise não atendeu ao meu pedido - irônico, mas que poderia perfeitamente ser atendido, bastava um pouco de boa vontade - por um bolo de chocolate. Tudo bem, menos pernas no meu corpo.
Aniversário da Nina e eu deveria estar me arrumando, preguiça que dói na alma e vontade de nada, como em todas as noites de sexta-feira, com algumas raras exceções.
Senac domingo me desanimando, pelo menos eu não vou precisar enfrentar os peixes e frutos do mar do almoço de família, embora eu quisesse muito ir a essa festa. Mas vai ser bom, mesmo, vou chegar na hora da sobremesa, e é só disso que eu preciso.
Sem conseguir estudar, fui dormir, e a Denise não atendeu ao meu pedido - irônico, mas que poderia perfeitamente ser atendido, bastava um pouco de boa vontade - por um bolo de chocolate. Tudo bem, menos pernas no meu corpo.
Aniversário da Nina e eu deveria estar me arrumando, preguiça que dói na alma e vontade de nada, como em todas as noites de sexta-feira, com algumas raras exceções.
Senac domingo me desanimando, pelo menos eu não vou precisar enfrentar os peixes e frutos do mar do almoço de família, embora eu quisesse muito ir a essa festa. Mas vai ser bom, mesmo, vou chegar na hora da sobremesa, e é só disso que eu preciso.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
A Fuvest ter dado relativamente certo até agora é uma coisa boa, que evita muitos constrangimentos. Em mesas de família, conversas rápidas com conhecidos e algumas situações de pessoas não íntimas o suficiente.
Foi assim hoje com o meu psiquiatra, mas eu continuo achando que não tem a menor graça falar de vestibular com ele, afinal, ele passou em medicina!
Ele perguntou, com um sorriso de expectativa, sobre o que eu achava que ia mudar na minha vida quando eu entrasse na faculdade. Tentei não pensar em tudo o que eu acho que a faculdade tem de ruim, e respondi que achava que nada ia mudar.
Ele se assustou, e, como todos os adultos, começou a elogiar a vida de faculdade (soa tão estranho o jeito como eles suspiram com ar de "foi a melhor época da minha vida", acho que porque é muito perto para ser a melhor época da minha vida, e dá a sensação de que, depois disso, já vai estar na hora de morrer). Disse como é bom sair da atmosfera do cursinho, enfatizou isso falando do retorno ao convívio social e da diminuição de preocupações a longo prazo, como se fosse uma volta à escola.
Realmente, deve ser bom tirar esse peso da consciência, aliás, eu estava fuçando o site do Anglo agora há pouco, atrás de um resultado, e achei uns vídeos que eu nunca tinha visto, do Renan dando orientações sobre o processo de preparação para o vestibular, programas de uns dez minutos de duração.
(me senti meio deslocada assistindo a trechinhos aleatórios das falas dele. Agora que já está quase no fim, seja o que for.)
Acho difícil me imaginar na faculdade, penso em mim perdida vagando sozinha por corredores, sendo simpática com as pessoas mas não fazendo realmente questão delas. No começo vou odiar, tenho certeza. E vou achar que nada daquilo tem a ver comigo, e que eu nunca vou conseguir chegar aonde eu quero.
É verdade, eu nem sei aonde eu quero chegar... Nem aonde eu não quero chegar, como dizem os idiotas ou os pessimistas ou sei lá que tipo de pessoa é que diz isso. Eu só não quero, às vezes, continuar.
Talvez um coma induzido por alguns meses não fosse de todo o mal. Eu queria mesmo era que o universo inteiro desse pause por um tempinho, ou seja, não só comigo parada: com tudo parado, todo e qualquer grão de poeira cósmica. E, depois, voltaríamos como se nada e tudo tivesse acontecido ao mesmo tempo. A sensação de uma noite bem dormida ou da melhora de uma gripe, ou sabe quando dá aquela felicidade tão sem motivo que passa bem rápido?
Foi assim hoje com o meu psiquiatra, mas eu continuo achando que não tem a menor graça falar de vestibular com ele, afinal, ele passou em medicina!
Ele perguntou, com um sorriso de expectativa, sobre o que eu achava que ia mudar na minha vida quando eu entrasse na faculdade. Tentei não pensar em tudo o que eu acho que a faculdade tem de ruim, e respondi que achava que nada ia mudar.
Ele se assustou, e, como todos os adultos, começou a elogiar a vida de faculdade (soa tão estranho o jeito como eles suspiram com ar de "foi a melhor época da minha vida", acho que porque é muito perto para ser a melhor época da minha vida, e dá a sensação de que, depois disso, já vai estar na hora de morrer). Disse como é bom sair da atmosfera do cursinho, enfatizou isso falando do retorno ao convívio social e da diminuição de preocupações a longo prazo, como se fosse uma volta à escola.
Realmente, deve ser bom tirar esse peso da consciência, aliás, eu estava fuçando o site do Anglo agora há pouco, atrás de um resultado, e achei uns vídeos que eu nunca tinha visto, do Renan dando orientações sobre o processo de preparação para o vestibular, programas de uns dez minutos de duração.
(me senti meio deslocada assistindo a trechinhos aleatórios das falas dele. Agora que já está quase no fim, seja o que for.)
Acho difícil me imaginar na faculdade, penso em mim perdida vagando sozinha por corredores, sendo simpática com as pessoas mas não fazendo realmente questão delas. No começo vou odiar, tenho certeza. E vou achar que nada daquilo tem a ver comigo, e que eu nunca vou conseguir chegar aonde eu quero.
É verdade, eu nem sei aonde eu quero chegar... Nem aonde eu não quero chegar, como dizem os idiotas ou os pessimistas ou sei lá que tipo de pessoa é que diz isso. Eu só não quero, às vezes, continuar.
Talvez um coma induzido por alguns meses não fosse de todo o mal. Eu queria mesmo era que o universo inteiro desse pause por um tempinho, ou seja, não só comigo parada: com tudo parado, todo e qualquer grão de poeira cósmica. E, depois, voltaríamos como se nada e tudo tivesse acontecido ao mesmo tempo. A sensação de uma noite bem dormida ou da melhora de uma gripe, ou sabe quando dá aquela felicidade tão sem motivo que passa bem rápido?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
momento Oskar
E se sempre que você andasse na rua os carros tentassem te atropelar, e você tivesse que ficar fugindo que nem um babaca, em uma luta constante pela sua própria vida? O objetivo deles seria certamente te matar, e o seu seria acumular pontos e chegar ao destino desejado. As calçadas seriam áreas de neutralidade por onde os carros não conseguiriam passar. Uma rua poderia estar deserta, mas bastaria por o pé no chão para milhares de carros surgirem do nada.
Quanto maior o veículo que te atropelasse, mais pontos você perderia. Se eles estivessem furando sinais ou na contra-mão, você ganharia bônus, mas, se você é que estivesse cometendo ilegalidades quando fosse atropelado, perderia mais vida.
Cada rua atravessada que te deixasse mais perto do seu ponto final faria um brilho azul piscar - ocupando todo o seu campo de visão por alguns segundos - e, quando você andasse em uma direção que não fosse a correta, um homenzinho poderia aparecer na sua frente dizendo WRONG WAY (igual no Mario Kart).
Cruzar avenidas é mais perigoso, portanto, daria mais pontos. Você também deveria estar atento a pessoas suspeitas que andam sozinhas, com as mãos nos bolsos e a cabeça abaixada: elas poderiam querer te jogar no meio da rua só para você ser atropelado.
E cuidado para não se machucar demais. Um jeito bom de recuperar a sua forma física seria passar por hospitais, onde poderia haver pessoas distribuindo ataduras, consertando os seus ossos quebrados só com um toque e assoprando suas feridas até sarar, quase como em um pit stop de fórmula 1. Também seria importante estar com os níveis de sede e fome sempre no "OK", o que poderia ser resolvido ao se passar por uma barraquinha de um dos nossos patrocinadores cadastrados (como nas corridas de longa distância), sem precisar parar de andar.
Além disso, você teria um tempo para terminar cada jornada. Se, quando você finalmente chegasse, a aula já tivesse começado, os seus amigos já tivessem ido embora de tanto esperar, o restaurante já estivesse fechado ou o seu namorado tivesse pisado nas flores e comido todos os bombons - ou outro problema qualquer -, GAME OVER.
Quanto maior o veículo que te atropelasse, mais pontos você perderia. Se eles estivessem furando sinais ou na contra-mão, você ganharia bônus, mas, se você é que estivesse cometendo ilegalidades quando fosse atropelado, perderia mais vida.
Cada rua atravessada que te deixasse mais perto do seu ponto final faria um brilho azul piscar - ocupando todo o seu campo de visão por alguns segundos - e, quando você andasse em uma direção que não fosse a correta, um homenzinho poderia aparecer na sua frente dizendo WRONG WAY (igual no Mario Kart).
Cruzar avenidas é mais perigoso, portanto, daria mais pontos. Você também deveria estar atento a pessoas suspeitas que andam sozinhas, com as mãos nos bolsos e a cabeça abaixada: elas poderiam querer te jogar no meio da rua só para você ser atropelado.
E cuidado para não se machucar demais. Um jeito bom de recuperar a sua forma física seria passar por hospitais, onde poderia haver pessoas distribuindo ataduras, consertando os seus ossos quebrados só com um toque e assoprando suas feridas até sarar, quase como em um pit stop de fórmula 1. Também seria importante estar com os níveis de sede e fome sempre no "OK", o que poderia ser resolvido ao se passar por uma barraquinha de um dos nossos patrocinadores cadastrados (como nas corridas de longa distância), sem precisar parar de andar.
Além disso, você teria um tempo para terminar cada jornada. Se, quando você finalmente chegasse, a aula já tivesse começado, os seus amigos já tivessem ido embora de tanto esperar, o restaurante já estivesse fechado ou o seu namorado tivesse pisado nas flores e comido todos os bombons - ou outro problema qualquer -, GAME OVER.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Como a minha mãe, vocês podem não acreditar, mas a verdade é que a minha tir(e)óide dói.
Sim, é claro que tiróides dóem. (Eu também não sabia, mas procurei ontem na internet e confirmei com o Gustavo de química hoje, quando as dores pioraram.)
É uma dor na região da garganta mas parece que não exatamente dentro da garganta (na faringe, laringe, esses lugares que caracterizam a chamada 'dor de garganta'), é uma dor no pescoço em algum lugar entre a traquéia e os músculos e a pele.
É estranho, eu penso nessa dor e tento descrevê-la e então o meu pescoço parece muito maior do que realmente é (do tamanho de uma sonda espacial, acho). Visualizo a tiróide encolhidinha perto de alguns ossos brancos, acho que perto da coluna vertebral (mesmo a dor sendo na frente do pescoço), e eu imagino ela pulsando, tristinha, toda marrom e pedindo ajuda, com um monte de pus em volta.
Como eu faço para ajudar a minha tiróide? Ainda não posso começar a tomar hormônios, porque não fiz o exame de sangue que precisava. A médica disse que temos que manter a minha tiróide parada, ou seja, sem funcionar, e por isso os hormônios. Mas agora eu sei que ela também precisa ser desinflamada (descobri no ultra-som), só gostaria de saber como.
Estou com muita pena dela. Sempre que eu faço movimentos bruscos com a cabeça, ela fica confusa (me lembra um pouco a Nina quando é acordada de repente).
E se eu desse um nome para ela? Posso sentir os seus olhinhos fechados, ela está agonizando. Definitivamente precisa de cuidados especiais.
Fico pensando em como seria a sua morte, se tivessem que tirá-la de mim. Eu ficaria magra por causa da cirurgia, com os olhos fundos e olheiras bem verdes. Colocariam um curativo branco em volta do meu pescoço que teria de ser trocado de vez em quando, sujo do meu vermelho sangue. Eu colocaria lenços por cima dele, primeiro para esconder ele mesmo, depois para esconder o corte e depois para esconder a cicatriz. Talvez tivesse que usar lenços pelo resto da vida. No calor, na praia, dormindo.
Eles me dariam a tiróide em um frasco de vidro, imersa em éter ou coisa parecida. Embora eu goste dela, sei que eu teria nojo, então a deixaria durante o dia tomando sol na minha escrivaninha mas a guardaria em um armário com chave à noite.
Sim, é claro que tiróides dóem. (Eu também não sabia, mas procurei ontem na internet e confirmei com o Gustavo de química hoje, quando as dores pioraram.)
É uma dor na região da garganta mas parece que não exatamente dentro da garganta (na faringe, laringe, esses lugares que caracterizam a chamada 'dor de garganta'), é uma dor no pescoço em algum lugar entre a traquéia e os músculos e a pele.
É estranho, eu penso nessa dor e tento descrevê-la e então o meu pescoço parece muito maior do que realmente é (do tamanho de uma sonda espacial, acho). Visualizo a tiróide encolhidinha perto de alguns ossos brancos, acho que perto da coluna vertebral (mesmo a dor sendo na frente do pescoço), e eu imagino ela pulsando, tristinha, toda marrom e pedindo ajuda, com um monte de pus em volta.
Como eu faço para ajudar a minha tiróide? Ainda não posso começar a tomar hormônios, porque não fiz o exame de sangue que precisava. A médica disse que temos que manter a minha tiróide parada, ou seja, sem funcionar, e por isso os hormônios. Mas agora eu sei que ela também precisa ser desinflamada (descobri no ultra-som), só gostaria de saber como.
Estou com muita pena dela. Sempre que eu faço movimentos bruscos com a cabeça, ela fica confusa (me lembra um pouco a Nina quando é acordada de repente).
E se eu desse um nome para ela? Posso sentir os seus olhinhos fechados, ela está agonizando. Definitivamente precisa de cuidados especiais.
Fico pensando em como seria a sua morte, se tivessem que tirá-la de mim. Eu ficaria magra por causa da cirurgia, com os olhos fundos e olheiras bem verdes. Colocariam um curativo branco em volta do meu pescoço que teria de ser trocado de vez em quando, sujo do meu vermelho sangue. Eu colocaria lenços por cima dele, primeiro para esconder ele mesmo, depois para esconder o corte e depois para esconder a cicatriz. Talvez tivesse que usar lenços pelo resto da vida. No calor, na praia, dormindo.
Eles me dariam a tiróide em um frasco de vidro, imersa em éter ou coisa parecida. Embora eu goste dela, sei que eu teria nojo, então a deixaria durante o dia tomando sol na minha escrivaninha mas a guardaria em um armário com chave à noite.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
08/04/2008
História geral
Igreja
faz c/ que "sexualidade" vire um tabu. Na Grécia, Roma..., era um assunto normal no dia-a-dia. Era como "Estou com dor de estômago".
ORADOR: viajava pelos feudos contando histórias = estímulo da imaginação = sobrevivência.
ex: p/ inibir sexuali//: em lugar distante, moravam gigantes de 4m. Tinham mulheres de 0,5m.
Hoje: Tio Patinhas. Ninguém tem pais (Huguinho, Zezinho & Luizinho?).
Recente// foi incluída na história a mamãe metralha = só os bandidos fazem sexo.
Igreja
faz c/ que "sexualidade" vire um tabu. Na Grécia, Roma..., era um assunto normal no dia-a-dia. Era como "Estou com dor de estômago".
ORADOR: viajava pelos feudos contando histórias = estímulo da imaginação = sobrevivência.
ex: p/ inibir sexuali//: em lugar distante, moravam gigantes de 4m. Tinham mulheres de 0,5m.
Hoje: Tio Patinhas. Ninguém tem pais (Huguinho, Zezinho & Luizinho?).
Recente// foi incluída na história a mamãe metralha = só os bandidos fazem sexo.
domingo, 23 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Acho que quem cospe no chão deveria ser punido por agressão ao convívio em sociedade.
Sábado
9h acordar
até as 10h tomar café
11h??
13/14h almoço
17h sorvete de strawberry cheesecake
19/20h quem quer jantar comigo?
22/23h dormir
Renan: "Se tem uma coisa que eu odeio é esse bar aqui do lado. Primeiro porque tem aquela coisa de turma... Eu odeio turma. Todo o mundo junto [cara de nojo], daqui a pouco tem copo de cerveja no muro do curso... "
consumismo utópico II
1 jeep branco
Girls will be boys & boys will be girls. A Paula está aqui do meu lado tirando fotos conceituais pelo quarto. E o pior é que algumas ficaram boas.
Vou desfrutar da meia hora que ainda me resta. Amanhã acordar 20 minutos mais tarde graças à deusa nipônica!
Sábado
9h acordar
até as 10h tomar café
11h??
13/14h almoço
17h sorvete de strawberry cheesecake
19/20h quem quer jantar comigo?
22/23h dormir
Renan: "Se tem uma coisa que eu odeio é esse bar aqui do lado. Primeiro porque tem aquela coisa de turma... Eu odeio turma. Todo o mundo junto [cara de nojo], daqui a pouco tem copo de cerveja no muro do curso... "
consumismo utópico II
1 jeep branco
Girls will be boys & boys will be girls. A Paula está aqui do meu lado tirando fotos conceituais pelo quarto. E o pior é que algumas ficaram boas.
Vou desfrutar da meia hora que ainda me resta. Amanhã acordar 20 minutos mais tarde graças à deusa nipônica!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Tenho me sentido uma pessoa cansada por definição.
Repita em voz alta, quando não agüentar mais:
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Além de sono, sinto frio, e eu sei que uma coisa tem tudo a ver com a outra.
Repita em voz alta, quando não agüentar mais:
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Além de sono, sinto frio, e eu sei que uma coisa tem tudo a ver com a outra.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Fórmulas em post its espalhados pela casa.
Xícaras de café em forma de Guggenheim, quadradinhos de chocolate contados antes de começar a estudar cada matéria.
Frutas bem doces, canetas coloridas para esquemas em folhas sulfite.
Saladas que ocupam mais da metade da área do prato, contas que o meu cérebro se vê obrigado a fazer só para provar que consegue.
Palavras cruzadas em momentos de pausa, leitura de manchetes e correção do jornal com caneta verde, dor de garganta misturada com alergia de nariz que começa a me preocupar.
Ouvir música antes de dormir, acordar mais bem disposta, conseguir acordar na hora certa.
Por enquanto, tentar não arranjar conflitos inter ou intrapessoais, mas continuar vivendo.
O amor da Nina, da Denise, as piadas ruins da Paula, compartilhar sofrimentos ou felicidades com amigos em situação parecida e pedir apoio aos que não têm nada a ver com isso, a chuva que eu não poderia ter tomado e que me fez bem, eu apontava o guarda-chuva contra o vento e corria.
Secar o cabelo é importante, pensar, andar, o que eu posso prometer para mim mesma?
Uma boa esferográfica, minha lapiseira me ama, se eu fosse você não criaria complicações agora.
Xícaras de café em forma de Guggenheim, quadradinhos de chocolate contados antes de começar a estudar cada matéria.
Frutas bem doces, canetas coloridas para esquemas em folhas sulfite.
Saladas que ocupam mais da metade da área do prato, contas que o meu cérebro se vê obrigado a fazer só para provar que consegue.
Palavras cruzadas em momentos de pausa, leitura de manchetes e correção do jornal com caneta verde, dor de garganta misturada com alergia de nariz que começa a me preocupar.
Ouvir música antes de dormir, acordar mais bem disposta, conseguir acordar na hora certa.
Por enquanto, tentar não arranjar conflitos inter ou intrapessoais, mas continuar vivendo.
O amor da Nina, da Denise, as piadas ruins da Paula, compartilhar sofrimentos ou felicidades com amigos em situação parecida e pedir apoio aos que não têm nada a ver com isso, a chuva que eu não poderia ter tomado e que me fez bem, eu apontava o guarda-chuva contra o vento e corria.
Secar o cabelo é importante, pensar, andar, o que eu posso prometer para mim mesma?
Uma boa esferográfica, minha lapiseira me ama, se eu fosse você não criaria complicações agora.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Ontem só não destruí a minha mão direita na porta do anfiteatro do Santa porque tem vestibular em menos de uma semana. Raiva, raiva, raiva.
Daí sonhei que um cara assaltante apontava uma arma pro meu nariz e ficava me insultando, ele perguntava se eu gostava de arte e eu entregava a redação do simulado pra ele, na qual eu tinha tirado 6,4 de 6,5. Ele achava foda mas mesmo assim não me liberava. Ele tinha uma faca e um comparsa, era uma bad ter que correr dos tiros deles, eu sempre tenho que correr de tiros em sonhos.
Revisão maluca, eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar. Agora ou nunca.
Daí sonhei que um cara assaltante apontava uma arma pro meu nariz e ficava me insultando, ele perguntava se eu gostava de arte e eu entregava a redação do simulado pra ele, na qual eu tinha tirado 6,4 de 6,5. Ele achava foda mas mesmo assim não me liberava. Ele tinha uma faca e um comparsa, era uma bad ter que correr dos tiros deles, eu sempre tenho que correr de tiros em sonhos.
Revisão maluca, eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar. Agora ou nunca.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
(do meu Moleskine, segunda-feira)
Tenho a impressão de que, quando eu morrer, poderei assistir em vídeo a todas as imagens da minha vida.
Por isso tento manter o cabelo sempre em ordem, as roupas concordando e as olheiras imperceptíveis.
Ensaio diálogos imaginários comigo mesma, invento cenas enquanto estou esperando ou quando estou mergulhada demais dentro do meu eu interior.
Hoje, andando por uma ilha de avenida, simulei um gesto à la Trip Fontaine - jogar o casaco por cima do ombro - enquanto tocava uma música do Badfinger na minha cabeça (No matter what you do, I will always be around...)
Embora o momento fosse propício (uma rajada de felicidade subiu de repente pelas minha costas), tentei não sorrir, que é o que um personagem de verdade faria. A câmera deveria andar junto comigo, na mesma velocidade mas partindo de uma certa distância à minha frente, e depois começaria a subir, até captar uma planta baixa da Consolação e, então, de toda a Zona Oeste da cidade de São Paulo.
A luz era a do amanhecer, mas poderia ser a do crepúsculo sem grandes problemas - o que mudaria seria só o meu gesto de tirar o casaco, já que o frio estaria chegando, não indo embora.
O distanciamento da cidade poderia culminar no anoitecer (mesmo que estivéssemos de manhã), que serviria de base para a próxima ação.
Se isso fosse mesmo um filme, o anoitecer teria continuidade e o espectador (eu mesma, morta) poderia entender o motivo do meu êxtase anterior, em uma tomada escura com tons de azul que lembrassem as listras do meu casaco jogado no ombro horas antes. Se eu fumasse, seria bonito que estivesse fumando, mas, tentando ser mais verossímil, eu poderia estar simplesmente jantando e me preparando para a terça-feira, ou tomando um banho de touca.
PS horóscopo mensal diz You're more than up to the challenge, FYI.
Tenho a impressão de que, quando eu morrer, poderei assistir em vídeo a todas as imagens da minha vida.
Por isso tento manter o cabelo sempre em ordem, as roupas concordando e as olheiras imperceptíveis.
Ensaio diálogos imaginários comigo mesma, invento cenas enquanto estou esperando ou quando estou mergulhada demais dentro do meu eu interior.
Hoje, andando por uma ilha de avenida, simulei um gesto à la Trip Fontaine - jogar o casaco por cima do ombro - enquanto tocava uma música do Badfinger na minha cabeça (No matter what you do, I will always be around...)
Embora o momento fosse propício (uma rajada de felicidade subiu de repente pelas minha costas), tentei não sorrir, que é o que um personagem de verdade faria. A câmera deveria andar junto comigo, na mesma velocidade mas partindo de uma certa distância à minha frente, e depois começaria a subir, até captar uma planta baixa da Consolação e, então, de toda a Zona Oeste da cidade de São Paulo.
A luz era a do amanhecer, mas poderia ser a do crepúsculo sem grandes problemas - o que mudaria seria só o meu gesto de tirar o casaco, já que o frio estaria chegando, não indo embora.
O distanciamento da cidade poderia culminar no anoitecer (mesmo que estivéssemos de manhã), que serviria de base para a próxima ação.
Se isso fosse mesmo um filme, o anoitecer teria continuidade e o espectador (eu mesma, morta) poderia entender o motivo do meu êxtase anterior, em uma tomada escura com tons de azul que lembrassem as listras do meu casaco jogado no ombro horas antes. Se eu fumasse, seria bonito que estivesse fumando, mas, tentando ser mais verossímil, eu poderia estar simplesmente jantando e me preparando para a terça-feira, ou tomando um banho de touca.
PS horóscopo mensal diz You're more than up to the challenge, FYI.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Não quero falar sobre vestibular, não quero nem pensar no que isso tudo vai dar.
É triste pensar em não conseguir entrar na FAU, mas eu fico feliz em me imaginar na Unicamp, estudando literatura e me livrando de uma vez por todas do convívio social (não que eu fosse agüentar por muito tempo, acho).
Escrevi o trema aí em cima e fiquei com raiva da norma ortográfica, será que já no ano que vem vamos ser obrigados a escrever tudo errado?
Meus pés estão congelados e a Paula não quer fechar a janela. "Estou arejando o meu quarto" - porque ela está na função da arrumação e da limpeza.
Estou mastigando um chiclete Juicy Fruit que já está duro, ele foi trazido do free shop de sei lá de onde. Meu corpo está coçando da alergia, mas por enquanto ainda está tudo sob controle.
É boa a sensação de tomar banho de manhã mas eu nunca faria isso todos os dias, a gente vai se sujando muito ao longo do dia. Ficar em casa não suja tanto, então tomar banho de manhã no domingo até que tudo bem.
Eu deveria estudar hoje mas preciso resolver a minha vida antes de mais nada, o que fazer, com quem sair, sair ou não?, a que horas, para onde. O Juicy Fruit está péssimo.
É triste pensar em não conseguir entrar na FAU, mas eu fico feliz em me imaginar na Unicamp, estudando literatura e me livrando de uma vez por todas do convívio social (não que eu fosse agüentar por muito tempo, acho).
Escrevi o trema aí em cima e fiquei com raiva da norma ortográfica, será que já no ano que vem vamos ser obrigados a escrever tudo errado?
Meus pés estão congelados e a Paula não quer fechar a janela. "Estou arejando o meu quarto" - porque ela está na função da arrumação e da limpeza.
Estou mastigando um chiclete Juicy Fruit que já está duro, ele foi trazido do free shop de sei lá de onde. Meu corpo está coçando da alergia, mas por enquanto ainda está tudo sob controle.
É boa a sensação de tomar banho de manhã mas eu nunca faria isso todos os dias, a gente vai se sujando muito ao longo do dia. Ficar em casa não suja tanto, então tomar banho de manhã no domingo até que tudo bem.
Eu deveria estudar hoje mas preciso resolver a minha vida antes de mais nada, o que fazer, com quem sair, sair ou não?, a que horas, para onde. O Juicy Fruit está péssimo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Bad vibe esse frio que veio do nada - por que ele não veio ontem, quando eu tive que andar pelo Largo da Batata?
Minha casa tem calor específico muito alto, por isso ela ainda está quentinha. Sinto um pouco de calor mas não o suficiente para vencer a minha falta de vontade de tirar o casaco. Minha cabeça está doendo talvez pelo excesso de açúcar: fiz um brownie maravilhoso hoje e parece que a glicose entrou pelos meu nariz e foi direto para o meu cérebro (enquanto a massa girava na batedeira ou quando assava no forno).
O friozinho da manhã realmente me frustrou, um frio úmido que logo virou chuva, quando eu estava dentro do ônibus. Fui correndo até o cursinho mas não adiantou, cheguei lá morrendo congelada e ainda estava vestindo uma regada por baixo da malha de abotoar. Mas este é que é o pior problema, a malha, e ainda de abotoar.
Voltando pra casa a pé, pensei que frio de malha é um dos piores, porque o vento entra pelos espaços da linha e não há lã que consiga menter o calor do corpo. Na verdade, penso nisso sempre que eu saio só de malha no vento (digo, sem nada meio que isolante por cima), me dá a maior raiva.
Ainda falando sobre pensamentos inúteis, hoje no café da manhã não sei por que comecei a lembrar do anti-nominalismo do Alberto Caeiro. Olhei para a embalagem do Nescau (aquela nova horrível, aliás, que, segundo a Paula, parece latinha de bola de tênis) e, acho que por causa do vermelho, lembrei da época em que eu comecei a me viciar em White Stripes, sobre como eu ficava abismada de os títulos das músicas deles serem tão grandes. Eu pensava sobre o motivo que levava a isso, pensava se a idéia de dar títulos era meramente pragmática ou se tinha uma função artística, ou seja, se completava a obra.
Cheguei a pensar em como seria se nenhuma obra do mundo tivesse título, e provavelmente a gente as chamaria por um nome consensual, com certeza por um trecho significativo que indicasse facilmente do que se trata (no caso de um livro, um filme ou uma música com letra) ou por algo que a idenfiticasse claramente (no caso das artes plásticas, por exemplo). É meio isso o que acontece com algumas músicas B side (pensando agora), acho, porque elas nem sempre recebem nomes dos seus autores, já que não serão comercializadas - e aí, sim, podemos pensar em utilitarismo. Tenho baixadas algumas do Franz Ferdinand que receberam como nome as palavras do refrão ou mesmo outras frases emblemáticas que passam pela letra, e, em geral, as indicações são óbvias, os ouvintes acabam se entendendo.
No fim, acho que é um pouco dos dois: os títulos são sistemáticos (como os nomes das pessoas) mas também fazem parte das obras. Um título bom diz muito, um título estilo tese de doutorado (com dois pontos ou travessão) pode salvar ou destruir (nos trabalhos acadêmicos a idéia é enaltecer, claro), um título estúpido também diz muito, podendo desmotivar o interessado em meio segundo. Acontece isso com títulos de filmes, odeio títulos que são muito parecidos com todos os outros, que nunca vão me fazer relacionar o filme àquelas palavras. Normalmente, são cheios de advérbios e substantivos manjados, do tipo O fim do pôr-do-sol, Aquela última dança, Um amor inesquecível, sei lá, inventei tudo agora mas provavelmente devem existir filmes chamados assim.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A minha raiva nos últimos tempos tem me assustado. Por motivos mais sérios, às vezes, mas por motivos completamente banais, em geral. Perder o ônibus (ou entrar em um lotado), respirar poluição e sentir o nariz arder, não conseguir dormir ou não conseguir acordar, as pessoas do cursinho fazendo gestos que me incomodam, entre milhões de outros exemplos, são coisas que me deixam, todos os dias, puta com o mundo.
Fiquei pensando em como seria se, a cada vez que eu sentisse raiva, pudesse bater em alguém, mas isso me deu uma sensação de impotência enorme. Primeiro porque eu tenho nojo do rosto das pessoas, e teria mais ainda dos fluídos que escorreriam dos seus machucados*, embora esse problema se resolva de maneira bem simples na minha cabeça - luvas de boxe, por influência da Paula e do seu trabalho de graduação. Segundo porque o meu próprio eu ri de mim, e assim também riem as pessoas que apanham no meu pensamento, já que eu não tenho força suficiente nem pra bater em um flamingo, um sentimento bem desagradável que me leva de volta ao período de início do meu emagrecimento (antes de emagrecer eu era bem forte, ganhava braço de ferro, escalava, fazia bons arremessos de pivot no handball e as pessoas costumavam me pedir ajuda para abrir vidros ou garrafas, juro).
Minha consciência quis me ajudar me concedendo uma arma, coisa que eu sempre achei muito bonita mas nunca tive coragem de defender nem vontade de ter, pelo mal que ela pode causar para os outros e, claro, para mim mesma. Mas a raiva é tanta que eu comecei a idealizar as balas em forma de ogiva, sonhar com o cano quente soltando fumaça, de modo que ninguém, nunca mais, poderia me fazer sentir raiva outra vez.
A raiva ganha proporções cada vez maiores dentro de mim quando eu penso no revólver que eu ainda vou ter, me imagino de fones e óculos de proteção, fechando um dos olhos bem firme e acertando a circunferência vermelha que contorna a bola branca do centro do alvo. A raiva aumenta com o barulho dos disparos, aperto os lábios e continuo atirando. Depois o alvo deixa de ser um círculo e passa a ser a projeção de uma pessoa feita de madeira, na qual a cabeça é o grande objetivo. Se eu fosse realmente boa, poderia me deitar atrás de trincheiras e objetivar até alvos em movimento. Abaixaria a cabeça com um medo inventado da resposta do inimigo - que não existe mas me faz ter mais raiva ainda.
Quando estou na rua, penso sobre qual seria a reação das pessoas se eu andasse com a minha arma à mostra, e se elas soubessem que eu sou uma exímia atiradora. Fico reconfortada em poder me defender, nas minhas imagens eu atiraria nas pessoas sem o menor pudor, mas sempre com algum motivo. Não olhem mais para as minhas pernas ou para os meus óculos, olhem agora para a minha pistola.
E a ação de recarregá-la. Sentada em uma mesa pública, eu exporia as minhas ogivas cintilantes, apertaria-as com amor, talvez até mesmo fizesse isso em uma biblioteca. As pessoas levantariam os olhos das linhas de palavras ao perceber o som metálico das balas sendo enfiadas, e provavelmente ficariam assustadas ao ouvir o clic-clic (bem de filme) que quer dizer que a arma já está carregada. Eu continuaria a estudar, como se nada tivesse acontecido, com a minha pequena ao lado, talvez até desse um nome pra ela, como eles fazem em Querida Wendy.
*é verdade que eu gosto de pessoas lindas machucadas, mas não das nojentas que eu imagino socar
Fiquei pensando em como seria se, a cada vez que eu sentisse raiva, pudesse bater em alguém, mas isso me deu uma sensação de impotência enorme. Primeiro porque eu tenho nojo do rosto das pessoas, e teria mais ainda dos fluídos que escorreriam dos seus machucados*, embora esse problema se resolva de maneira bem simples na minha cabeça - luvas de boxe, por influência da Paula e do seu trabalho de graduação. Segundo porque o meu próprio eu ri de mim, e assim também riem as pessoas que apanham no meu pensamento, já que eu não tenho força suficiente nem pra bater em um flamingo, um sentimento bem desagradável que me leva de volta ao período de início do meu emagrecimento (antes de emagrecer eu era bem forte, ganhava braço de ferro, escalava, fazia bons arremessos de pivot no handball e as pessoas costumavam me pedir ajuda para abrir vidros ou garrafas, juro).
Minha consciência quis me ajudar me concedendo uma arma, coisa que eu sempre achei muito bonita mas nunca tive coragem de defender nem vontade de ter, pelo mal que ela pode causar para os outros e, claro, para mim mesma. Mas a raiva é tanta que eu comecei a idealizar as balas em forma de ogiva, sonhar com o cano quente soltando fumaça, de modo que ninguém, nunca mais, poderia me fazer sentir raiva outra vez.
A raiva ganha proporções cada vez maiores dentro de mim quando eu penso no revólver que eu ainda vou ter, me imagino de fones e óculos de proteção, fechando um dos olhos bem firme e acertando a circunferência vermelha que contorna a bola branca do centro do alvo. A raiva aumenta com o barulho dos disparos, aperto os lábios e continuo atirando. Depois o alvo deixa de ser um círculo e passa a ser a projeção de uma pessoa feita de madeira, na qual a cabeça é o grande objetivo. Se eu fosse realmente boa, poderia me deitar atrás de trincheiras e objetivar até alvos em movimento. Abaixaria a cabeça com um medo inventado da resposta do inimigo - que não existe mas me faz ter mais raiva ainda.
Quando estou na rua, penso sobre qual seria a reação das pessoas se eu andasse com a minha arma à mostra, e se elas soubessem que eu sou uma exímia atiradora. Fico reconfortada em poder me defender, nas minhas imagens eu atiraria nas pessoas sem o menor pudor, mas sempre com algum motivo. Não olhem mais para as minhas pernas ou para os meus óculos, olhem agora para a minha pistola.
E a ação de recarregá-la. Sentada em uma mesa pública, eu exporia as minhas ogivas cintilantes, apertaria-as com amor, talvez até mesmo fizesse isso em uma biblioteca. As pessoas levantariam os olhos das linhas de palavras ao perceber o som metálico das balas sendo enfiadas, e provavelmente ficariam assustadas ao ouvir o clic-clic (bem de filme) que quer dizer que a arma já está carregada. Eu continuaria a estudar, como se nada tivesse acontecido, com a minha pequena ao lado, talvez até desse um nome pra ela, como eles fazem em Querida Wendy.
*é verdade que eu gosto de pessoas lindas machucadas, mas não das nojentas que eu imagino socar
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Queria entender um pouco mais de química ou medicina ou bio sei lá o que pra saber o que está acontecendo com o meu corpo. Será a falência renal que, segundo a Paula, "tarda mas não falha"? Por falar nisso, acabei de me lembrar de um negócio que eu escrevi no meu diário há mais de um ano, sobre o meu único medo de ficar doente: ter um defeito pra sempre, e eu exemplifiquei com, entre outras coisas, a dependência por hemodiálise.
Mas não vamos ser tão drásticos. Eu só quero descobrir o que me causa uma alergia tão maldita todos os dias, quer isso custe pedras no rim ou não. Já entendi que estou com um problema de bicarbonato de sódio nas células, ou seja, que sai mais hidrogênio delas do que deveria, mas não sei o que acontece por causa disso.
Aparentemente não é big deal, embora eu esteja dando saúde em troca dessa descoberta...
Estou com uma fome boa, daquelas que dá vontade de escovar os dentes. Gostoso dormir com fome, só uma dorzinha bem leve no estômago. Dá sensação de "medida certa" em relação ao peso, por mais que ele não esteja.
Em se tratando de comida, aliás, hoje pensei seriamente em virar vegetariana. Acho muito injusto o que fazem com os animais e tudo, mas isso eu sempre achei e nunca fiz nada porque não conseguia associar o meu hambúrger com o boi pastando na fazenda, o que é culpa - gosto de pensar assim - da vida metropolitana que eu levo. O problema agora foi de nojo, tudo culpa da Hannah, que ficou abalada com a conversa que a gente teve com a Yasmin (recém-adepta do vegetarianismo) sobre o quanto a vaca sofre com a retirada do leite. A Hannah não teve nojo, e sim pena, eu é que fiquei com isso na cabeça por causa do jeito que ela ficou falando (a teta da vaca sangra, e assim por diante).
Fiquei imaginando como é bizarro a gente tomar uma coisa que é fabricada dentro do corpo de um bicho, e não é porque é um bicho (em uma pessoa seria cem vezes mais nojento). Discuti isso com a Nina durante a aula hoje e ela disse que também não consegue associar a comida com os bichos, por isso não vê grande problema em comer carne. Falei que ela precisava me ajudar com essa história do leite, já que ela aaama leite mais que tudo. O que deu errado foi que ela também começou a sentir nojo...
Ficamos hipotetizando sobre como seria se virássemos vegetarianas, pelo que poderíamos substituir a proteína animal. Fiz uma listinha no meu Moleskine
___fontes de proteína não-animal:
- soja (grão)
- barra de proteína
- suco de soja
Soja é nojentíssimo, mas o grão puro é tipo um amendoim, nada de mais. Barra de proteína não é a barra de cereal convencional, é aquela que os atletas comem, com gosto nojento e que não dá nem pra comer de uma vez só de tão 'forte'. Suco de soja eu encararia se fosse preciso, não é tão mau; a Nina fez careta até não poder mais.
Ela puxou o lápis e escreveu na página ao lado
- proteína
- ferro
- cálcio
Sublinhei ferro. Bem importante, ainda mais pra ela, que tem (ou teve, ou tinha) anemia. Cálcio eu já tomo suplemento, mas mesmo assim não posso descuidar de jeito nenhum.
Falamos sobre comidas com carne ou derivados de animais que ainda poderíamos comer, pela precariedade da nossa associação mental
____dá pra comer
- hambúrger
- peito de peru
- mortadela light
- queijos
- bolonhesa
Fiquei com nojinho de leite outra vez, escrevi leite e passei um X por cima. Fiz a mesma coisa com ovo, embora eu ache que um ovo em um bolo ou em um pão também não traga problema.
À tarde, em casa, pesquisei sobre as barras de proteína e não achei nada de muito interessante. Comentei com a Denise a minha mais nova vontade e ela só faltou me bater, fez questão de descrever o meu quadro alimentra problemático dos últimos tempos e nem assim tirou sua atenção do monitor do computador.
Falei que a minha nutricionista disse que, quando eu estivesse boa, poderia me tornar vegetariana, mas ela não acreditou.
Fiquei nesse impasse. Não quis insistir com a Denise, pra não deixá-la triste. E depois até me forcei a tomar um capuccino. Here we go again. Ah, quando eu morar sozinha...
Mas não vamos ser tão drásticos. Eu só quero descobrir o que me causa uma alergia tão maldita todos os dias, quer isso custe pedras no rim ou não. Já entendi que estou com um problema de bicarbonato de sódio nas células, ou seja, que sai mais hidrogênio delas do que deveria, mas não sei o que acontece por causa disso.
Aparentemente não é big deal, embora eu esteja dando saúde em troca dessa descoberta...
Estou com uma fome boa, daquelas que dá vontade de escovar os dentes. Gostoso dormir com fome, só uma dorzinha bem leve no estômago. Dá sensação de "medida certa" em relação ao peso, por mais que ele não esteja.
Em se tratando de comida, aliás, hoje pensei seriamente em virar vegetariana. Acho muito injusto o que fazem com os animais e tudo, mas isso eu sempre achei e nunca fiz nada porque não conseguia associar o meu hambúrger com o boi pastando na fazenda, o que é culpa - gosto de pensar assim - da vida metropolitana que eu levo. O problema agora foi de nojo, tudo culpa da Hannah, que ficou abalada com a conversa que a gente teve com a Yasmin (recém-adepta do vegetarianismo) sobre o quanto a vaca sofre com a retirada do leite. A Hannah não teve nojo, e sim pena, eu é que fiquei com isso na cabeça por causa do jeito que ela ficou falando (a teta da vaca sangra, e assim por diante).
Fiquei imaginando como é bizarro a gente tomar uma coisa que é fabricada dentro do corpo de um bicho, e não é porque é um bicho (em uma pessoa seria cem vezes mais nojento). Discuti isso com a Nina durante a aula hoje e ela disse que também não consegue associar a comida com os bichos, por isso não vê grande problema em comer carne. Falei que ela precisava me ajudar com essa história do leite, já que ela aaama leite mais que tudo. O que deu errado foi que ela também começou a sentir nojo...
Ficamos hipotetizando sobre como seria se virássemos vegetarianas, pelo que poderíamos substituir a proteína animal. Fiz uma listinha no meu Moleskine
___fontes de proteína não-animal:
- soja (grão)
- barra de proteína
- suco de soja
Soja é nojentíssimo, mas o grão puro é tipo um amendoim, nada de mais. Barra de proteína não é a barra de cereal convencional, é aquela que os atletas comem, com gosto nojento e que não dá nem pra comer de uma vez só de tão 'forte'. Suco de soja eu encararia se fosse preciso, não é tão mau; a Nina fez careta até não poder mais.
Ela puxou o lápis e escreveu na página ao lado
- proteína
- ferro
- cálcio
Sublinhei ferro. Bem importante, ainda mais pra ela, que tem (ou teve, ou tinha) anemia. Cálcio eu já tomo suplemento, mas mesmo assim não posso descuidar de jeito nenhum.
Falamos sobre comidas com carne ou derivados de animais que ainda poderíamos comer, pela precariedade da nossa associação mental
____dá pra comer
- hambúrger
- peito de peru
- mortadela light
- queijos
- bolonhesa
Fiquei com nojinho de leite outra vez, escrevi leite e passei um X por cima. Fiz a mesma coisa com ovo, embora eu ache que um ovo em um bolo ou em um pão também não traga problema.
À tarde, em casa, pesquisei sobre as barras de proteína e não achei nada de muito interessante. Comentei com a Denise a minha mais nova vontade e ela só faltou me bater, fez questão de descrever o meu quadro alimentra problemático dos últimos tempos e nem assim tirou sua atenção do monitor do computador.
Falei que a minha nutricionista disse que, quando eu estivesse boa, poderia me tornar vegetariana, mas ela não acreditou.
Fiquei nesse impasse. Não quis insistir com a Denise, pra não deixá-la triste. E depois até me forcei a tomar um capuccino. Here we go again. Ah, quando eu morar sozinha...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Odeio entrar na nóia "magra da cintura pra cima". Acho que esse é um problema do verão, ou, melhor, do calor.
Mas agora veio a chuva e tudo vai voltar a dar certo.
Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar.
Engraçado como ela ainda conversa comigo às vezes. Do tipo: "se essa calça não entrar, você está fodida". Quando eu estou com mais controle sobre mim mesma, como agora, eu simplesmente respondo "Ah, é? E você vai fazer o quê?" Ela me olha com raiva, cerrando os dentes.
É um jeito bom de dominar uma personalidade invasiva. Mesmo porque agora eu sei que, se eu resolver escutá-la, ela vai começar a mandar em mim de novo. E isso, queridos, não seria uma coisa nem um pouco agradável.
Mas agora veio a chuva e tudo vai voltar a dar certo.
Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar Não vou me deixar abalar.
Engraçado como ela ainda conversa comigo às vezes. Do tipo: "se essa calça não entrar, você está fodida". Quando eu estou com mais controle sobre mim mesma, como agora, eu simplesmente respondo "Ah, é? E você vai fazer o quê?" Ela me olha com raiva, cerrando os dentes.
É um jeito bom de dominar uma personalidade invasiva. Mesmo porque agora eu sei que, se eu resolver escutá-la, ela vai começar a mandar em mim de novo. E isso, queridos, não seria uma coisa nem um pouco agradável.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Feriado merecido, e eu resolvi investir no meu intelecto. Hoje, depois do simulado de desenho (técnico) e depois do almoço, decidi que faria bem para o meu intelecto descansar um pouco. Sentei no sofá para ativar a nostalgia com Mulheres Apaixonadas, mas ainda estava passando Jornal Hoje. Achei que o Vale a pena ver de novo fosse logo depois do Jornal Hoje (mas ainda tinha o Vídeo show), então, enquanto isso, ia ficar enrolando.
Peguei um final de Extreme Makeover. Era sobre uma família que morava em uma ex-fazenda (sei lá o que era aquilo, mas era no meio do nada), e uma das duas filhas do casal tinha alergia à luz do Sol. Ou seja, ela tinha que sair na rua completamente coberta, com luvas, chapéu, guarda-sol, e, pensando no bem-estar dela, a equipe de designers fez uma casa inteira anti-UV. Tinha até piscina e áreas de lazer externas! E eles instalaram placas fotovoltáicas para a captação de energia solar, para provar que o Sol também podia ser amigo da Shelby...
Daí descobri que ainda tinha o Vídeo show no meio do meu caminho, então fiquei passando os canais em busca de alguma coisa útil (já que no People and arts tinha começado aquele programa dos motoqueiros). Encontrei um documentário sobre a J. K. Rolling. Achei legal! Mas estou com preguiça de comentar - já discuti isso com a Denise (que assistiu a um pedacinho comigo) e com a Paula (devidamente contextualizada durante o jantar).
Como o meu intelecto não é de ferro, antes de começar a fazer algo realmente produtivo eu estimulei a Denise a me levar na Oscar Freire. Ela concordou porque estava de mal com a vida, com um projeto que não dava certo e blábláblá. Fomos até a Zoomp, que, por estar falindo, me vendeu um jeans baratinho, baratinho. Daí vimos camisolas e quase que mais nada, porque o calor estava caindo matando. Vi um vestido Lacoste lindo que ficou pra próxima.
De volta pra casa, estimulei o meu cérebro lendo uma apostilinha de desenho técnico da mamãe, aí tomei capuccino (graças à dica profissional da Paolinha, agora estou fazendo bebidas com café maravilhosas!!) e mais tarde comecei a assistir clipes com a Paula. Ela me mostrou um muito engraçado do Fatboy Slim (Praise you), um mórbido dos Yeah yeah yeahs (Y-control) e eu mostrei o Cha cha twist (dos Detroit Cobras) pra ela.
A minha vontade era assitir a um filme do Tarantino agora à noite (minha irmã pegou vários DVDs emprestados), mas acabei me empolgando nos Detroit Cobras, comecei a ouvir, entrei no site, li uma biografia e resolvi pesquisar os autores das músicas que eles tocam. Fiquei com preguiça de ler tudo direitinho no allmusic, mas já estou baixando algumas coisas, aparentemente blues roots norte-americanos da metade do século XX. Além disso, apesar de ainda estar cedo, estou morta de sono, o que não me ajudaria a ver um filme.
Vou ver se termino o Eu falar bonito um dia assim que acabar de tocar o álbum do Belle and Sebastian que eu estou ouvindo. Daí já começo um livro novo ainda nesse feriado... Enquanto isso, jogo Block Out.
Peguei um final de Extreme Makeover. Era sobre uma família que morava em uma ex-fazenda (sei lá o que era aquilo, mas era no meio do nada), e uma das duas filhas do casal tinha alergia à luz do Sol. Ou seja, ela tinha que sair na rua completamente coberta, com luvas, chapéu, guarda-sol, e, pensando no bem-estar dela, a equipe de designers fez uma casa inteira anti-UV. Tinha até piscina e áreas de lazer externas! E eles instalaram placas fotovoltáicas para a captação de energia solar, para provar que o Sol também podia ser amigo da Shelby...
Daí descobri que ainda tinha o Vídeo show no meio do meu caminho, então fiquei passando os canais em busca de alguma coisa útil (já que no People and arts tinha começado aquele programa dos motoqueiros). Encontrei um documentário sobre a J. K. Rolling. Achei legal! Mas estou com preguiça de comentar - já discuti isso com a Denise (que assistiu a um pedacinho comigo) e com a Paula (devidamente contextualizada durante o jantar).
Como o meu intelecto não é de ferro, antes de começar a fazer algo realmente produtivo eu estimulei a Denise a me levar na Oscar Freire. Ela concordou porque estava de mal com a vida, com um projeto que não dava certo e blábláblá. Fomos até a Zoomp, que, por estar falindo, me vendeu um jeans baratinho, baratinho. Daí vimos camisolas e quase que mais nada, porque o calor estava caindo matando. Vi um vestido Lacoste lindo que ficou pra próxima.
De volta pra casa, estimulei o meu cérebro lendo uma apostilinha de desenho técnico da mamãe, aí tomei capuccino (graças à dica profissional da Paolinha, agora estou fazendo bebidas com café maravilhosas!!) e mais tarde comecei a assistir clipes com a Paula. Ela me mostrou um muito engraçado do Fatboy Slim (Praise you), um mórbido dos Yeah yeah yeahs (Y-control) e eu mostrei o Cha cha twist (dos Detroit Cobras) pra ela.
A minha vontade era assitir a um filme do Tarantino agora à noite (minha irmã pegou vários DVDs emprestados), mas acabei me empolgando nos Detroit Cobras, comecei a ouvir, entrei no site, li uma biografia e resolvi pesquisar os autores das músicas que eles tocam. Fiquei com preguiça de ler tudo direitinho no allmusic, mas já estou baixando algumas coisas, aparentemente blues roots norte-americanos da metade do século XX. Além disso, apesar de ainda estar cedo, estou morta de sono, o que não me ajudaria a ver um filme.
Vou ver se termino o Eu falar bonito um dia assim que acabar de tocar o álbum do Belle and Sebastian que eu estou ouvindo. Daí já começo um livro novo ainda nesse feriado... Enquanto isso, jogo Block Out.
domingo, 12 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Se tem uma coisa que me deixa deprimida é ir ao médico. Ir ao médico quase sempre quer dizer descobrir um problema novo, e isso dá uma tristeza enorme. Por que comigo?, é o que eu fico pensando.
Não que eu tenha nada de muito grave. Aliás, acho que, quando eu descobrir que estou com câncer, eu vou morrer de desgosto, e não da doença.
Parte desse sofrimento é culpa minha, eu sei. Posso estar me vitimizando à toa, também sei disso, mas, afinal, eu não entendo como as pessoas têm auto-controle o suficiente para conseguir não passar o dia inteiro maldizendo a vida.
O Paiva uma vez disse que a vida é uma ladeira (ele desenhou uma ladeira na lousa). Às vezes, de repente, aparece uma pedra que começa a descer a ladeira (desenhou a pedra), e, se você não faz nada para pará-la, ela vai descendo mais rápido, e vai incorporando terra e ficando maior (desenhou uma pedra maior por cima da primeira, com indicações de movimento). Mas é preciso colocar uma barreira e deixar essa pedra para trás, para que você possa continuar percorrendo a ladeira (desenhou um pedaço de pau na frente da pedra). "Alguns encontram essa solução no amor... Outros, nas drogas... E por aí vai."
Quem fala uma coisa dessas pra uma classe de primeiro ano?
Não que eu tenha nada de muito grave. Aliás, acho que, quando eu descobrir que estou com câncer, eu vou morrer de desgosto, e não da doença.
Parte desse sofrimento é culpa minha, eu sei. Posso estar me vitimizando à toa, também sei disso, mas, afinal, eu não entendo como as pessoas têm auto-controle o suficiente para conseguir não passar o dia inteiro maldizendo a vida.
O Paiva uma vez disse que a vida é uma ladeira (ele desenhou uma ladeira na lousa). Às vezes, de repente, aparece uma pedra que começa a descer a ladeira (desenhou a pedra), e, se você não faz nada para pará-la, ela vai descendo mais rápido, e vai incorporando terra e ficando maior (desenhou uma pedra maior por cima da primeira, com indicações de movimento). Mas é preciso colocar uma barreira e deixar essa pedra para trás, para que você possa continuar percorrendo a ladeira (desenhou um pedaço de pau na frente da pedra). "Alguns encontram essa solução no amor... Outros, nas drogas... E por aí vai."
Quem fala uma coisa dessas pra uma classe de primeiro ano?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Se existe algum meio de se ter dois iPods em um mesmo iTunes, por favor, alguém me explique como se faz. Isso está me deixando impaciente, estou quase chegando à conclusão de que os meus 80 GB de memória portátil nunca serão aproveitados. A não ser que eu arranje um Mac, porque, aí sim, acho que o iTunes trabalha direito.
Apoiei o meu rosto na minha mão esquerda agora e ouvi o tic-tac do meu relógio. Mas acontece que eu não estou usando relógio. Inferno.
Apoiei o meu rosto na minha mão esquerda agora e ouvi o tic-tac do meu relógio. Mas acontece que eu não estou usando relógio. Inferno.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Meus estudos têm se fundamentado em três bases: música (o álbum novo dos Raconteurs, o novo do Fiery Furnaces e o possivelmente único do White Denim, que eu ainda estou conhecendo), literatura (no momento, o Eu falar bonito um dia, mas assim que acabar já tenho um monte de planos) e Block Out (tive até pesadelo, com as peças 3D não se encaixando de jeito nenhum).
E isso é tudo, estudar e nada muito além disso. Sono sempre e uma dieta extremista (varia de vícios saudáveis como baby carrots, barra de cereal e damascos aos malditos chocolates e, agora mais do que nunca, m&m's).
Frio que não acaba mais. O nosso lar não tem amor nenhum, então ficamos congeladas.
A crise dos EUA e as bolsas caindo me assustam, por mais que eu não entenda nada do que está acontecendo. Só medo.
Numa bad com as pessoas tristes ao meu redor. E uma tristezinha própria que vem de repente, a vontade reprimida de chorar que parece que vai desmanchar a minha garganta (imagino meio que o big crunch da minha garganta, não é meio isso?).
O Aníbal me falou que quer usar uma das minhas redações nota 10 de exemplo para a próxima aula. Sem problemas. Senti que fui um pouco arrogante com ele. Pensar nisso me dá outro probleminha na garganta - isso quer dizer que a situação está crítica?
Poucas semanas para o início dos vestibulares (para mim, a Unicamp vem primeiro). O começo do fim de 2008. (Isso me lembrou um dos títulos de aula da Dedé, O começo do fim da escravidão.)
Vou aproveitar a deixa para mandar um beijo para toda a minha família e para o meu amigo Karl, pelos 160 anos da publicação do seu manifesto, antes que o ano acabe.
E isso é tudo, estudar e nada muito além disso. Sono sempre e uma dieta extremista (varia de vícios saudáveis como baby carrots, barra de cereal e damascos aos malditos chocolates e, agora mais do que nunca, m&m's).
Frio que não acaba mais. O nosso lar não tem amor nenhum, então ficamos congeladas.
A crise dos EUA e as bolsas caindo me assustam, por mais que eu não entenda nada do que está acontecendo. Só medo.
Numa bad com as pessoas tristes ao meu redor. E uma tristezinha própria que vem de repente, a vontade reprimida de chorar que parece que vai desmanchar a minha garganta (imagino meio que o big crunch da minha garganta, não é meio isso?).
O Aníbal me falou que quer usar uma das minhas redações nota 10 de exemplo para a próxima aula. Sem problemas. Senti que fui um pouco arrogante com ele. Pensar nisso me dá outro probleminha na garganta - isso quer dizer que a situação está crítica?
Poucas semanas para o início dos vestibulares (para mim, a Unicamp vem primeiro). O começo do fim de 2008. (Isso me lembrou um dos títulos de aula da Dedé, O começo do fim da escravidão.)
Vou aproveitar a deixa para mandar um beijo para toda a minha família e para o meu amigo Karl, pelos 160 anos da publicação do seu manifesto, antes que o ano acabe.
domingo, 28 de setembro de 2008
"Deixa eu entender isso direito", disse um aluno. "Você está me dizendo que, se eu disser uma coisa em voz alta, sou eu dizendo, mas se eu escrever exatamente a mesma coisa no papel, é de outra pessoa, certo?"
"Sim", eu respondi. "E nós estamos chamando isso de ficção."
O aluno sacou seu caderno, escreveu algo e me passou uma folha de papel que dizia: "Isso é a porra mais idiota que já ouvi na vida."
"Sim", eu respondi. "E nós estamos chamando isso de ficção."
O aluno sacou seu caderno, escreveu algo e me passou uma folha de papel que dizia: "Isso é a porra mais idiota que já ouvi na vida."
David Sedaris
Às vezes queria entender por que o tempo passa e a gente continua se preocupando com as mesmas coisas idiotas. Na verdade, acho que o problema não é nem esse - é a gente se sentir pior por achar que está pior do que as pessoas que, no passado, fizeram com que a gente se sentisse mal.
Não acho que eu esteja melhor, nem que eu tenha progredido alguma vez na vida. E me incomoda profundamente não conseguir visualizar o meu futuro (e conseguir visualizar o de todo o resto do mundo - em geral, um bom futuro).
Seja feliz se você me conhece - eu com certeza imagino perfeitamente a maravilha que será a sua vida dentro de uns 10, 15 ou 20 anos. Não que a minha opinião ou, ainda, a minha imaginação, signifique alguma coisa.
O troço aí em cima é do livro Eu falar bonito um dia, que me faz rir que nem uma idiota em situações públicas constrangedoras, do tipo ônibus lotado.
Não acho que eu esteja melhor, nem que eu tenha progredido alguma vez na vida. E me incomoda profundamente não conseguir visualizar o meu futuro (e conseguir visualizar o de todo o resto do mundo - em geral, um bom futuro).
Seja feliz se você me conhece - eu com certeza imagino perfeitamente a maravilha que será a sua vida dentro de uns 10, 15 ou 20 anos. Não que a minha opinião ou, ainda, a minha imaginação, signifique alguma coisa.
O troço aí em cima é do livro Eu falar bonito um dia, que me faz rir que nem uma idiota em situações públicas constrangedoras, do tipo ônibus lotado.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Entra ano, sai ano, e eles continuam bem-humorados: http://www.franzferdinand.co.uk/lucid-dreams/index.html (só descobri agora).
Preciso muito de um Ray Ban de grau. Mas, se rolar, só no começo de dezembro...
My oh my.
Alguém aperta pause na minha vida? Ou algo do tipo: voltamos depois dos comerciais.
Me inscrevi para design no Senac. Design gráfico. Foda-se, nem sei mais o que eu quero. E design industrial parecia mais um curso técnico. Que a Fuvest seja boa comigo e eu não vá parar em Santo Amaro!
Simulado sábado, lhwejbwefbewil, por que eu ainda me dou ao trabalho de reclamar? Melhor calar a boca e voltar à biologia.
Preciso muito de um Ray Ban de grau. Mas, se rolar, só no começo de dezembro...
My oh my.
Alguém aperta pause na minha vida? Ou algo do tipo: voltamos depois dos comerciais.
Me inscrevi para design no Senac. Design gráfico. Foda-se, nem sei mais o que eu quero. E design industrial parecia mais um curso técnico. Que a Fuvest seja boa comigo e eu não vá parar em Santo Amaro!
Simulado sábado, lhwejbwefbewil, por que eu ainda me dou ao trabalho de reclamar? Melhor calar a boca e voltar à biologia.
sábado, 20 de setembro de 2008
Hoje fez tanto tempo ruim que eu não consegui nem usar o meu Ray Ban novo.
Estou viciada em Block Out II, que é um jogo de tetris 3D. Muito legal, ajuda a ativar a consciência espacial (tipo isso).
Eu não queria sair de casa, porque eu tenho me arrependido de 100% das últimas vezes em que eu saí, e é um saco ter que despender um monte de moeda corrente quando você nem está nem aí pra nada. A não ser que essa seja a sua estratégia de felicidade. No caso de hoje, não é.
Festa dos ex-portes deprimível, por causa das pessoas muito adultas, da chuva e da droga do ambiente que ainda parece que é nosso, acho que por isso eu tenho uma ponta de convicção de que um dia vou trabalhar lá. Mesmo que indiretamente (digo, sem ser professora).
Nossa, joguei tanto aquela porcaria que estou achando extremamente estranho que esse texto não tenha três dimensões, ou seja, a opção de colocar as palavras atrás.
Ganhamos o primeiro jogo de vôlei e perdemos o segundo, mas o time era de uns caras grandes (de idade) e fodas, e tivemos que esperar mais de uma hora e meia pra ele acontecer, e estava chovendo e era um campo de futebol society. Ok, justificativas à parte, e se tem uma coisa que eu odeio é quem fica puto porque perdeu uma merda de um jogo que não significa nada (e eventualmente resolve descontar a raiva nos outros jogadores).
Estranho pra caralho ver os adultos ex-alunos com suas famílias e filhos, ouvi uma conversa de um cara sobre a fuvest da turma dele, em que "todo mundo foi muito mal, só 5 passaram na Pinheiros, 7 na Poli e, bom, na São Francisco até que entraram mais". A Giulia Tadini também ouviu a conversa, concluímos que naquela época (há uns... 30 anos?) não só tinham muito menos opções de curso (como o Paiva disse uma vez, no Santa Cruz as pessoas iam ou para direito, ou para medicina, ou para engenharia, administração/economia ou, no máximo, arquitetura), como também o vestibular era uma coisa bem diferente - acho que os cursinhos ainda não eram tão fortes, então quem vinha de uma escola boa tinha bem mais chance de passar.
Mas esse não é um assunto legal. Eu tinha um melhor, mas esqueci.
Denise está gritando o meu nome enquanto assiste a Jack Brown. Ela quer que eu saia. Por que ela me considera uma pessoa tão infeliz?
Enquanto esperava para ir embora, em frente ao Santa, fiquei olhando os maridos que passavam carregando as bolsas e os casacos das mulheres, colocando os carrinhos de bebê no porta-malas daqueles carros tão novos que reluzem. Por que felicidade está sempre associada a dinheiro? Pensei em mim e na minha vida medíocre, e em como eu nunca vou atingir essa felicidade de propaganda de margarina. Não que isso seja propriamente bom, mas me daria esperança, vontade de continuar, se eu soubesse que poderia acontecer comigo.
Aaaaah, acho que vou voltar ao Block Out.
Estou viciada em Block Out II, que é um jogo de tetris 3D. Muito legal, ajuda a ativar a consciência espacial (tipo isso).
Eu não queria sair de casa, porque eu tenho me arrependido de 100% das últimas vezes em que eu saí, e é um saco ter que despender um monte de moeda corrente quando você nem está nem aí pra nada. A não ser que essa seja a sua estratégia de felicidade. No caso de hoje, não é.
Festa dos ex-portes deprimível, por causa das pessoas muito adultas, da chuva e da droga do ambiente que ainda parece que é nosso, acho que por isso eu tenho uma ponta de convicção de que um dia vou trabalhar lá. Mesmo que indiretamente (digo, sem ser professora).
Nossa, joguei tanto aquela porcaria que estou achando extremamente estranho que esse texto não tenha três dimensões, ou seja, a opção de colocar as palavras atrás.
Ganhamos o primeiro jogo de vôlei e perdemos o segundo, mas o time era de uns caras grandes (de idade) e fodas, e tivemos que esperar mais de uma hora e meia pra ele acontecer, e estava chovendo e era um campo de futebol society. Ok, justificativas à parte, e se tem uma coisa que eu odeio é quem fica puto porque perdeu uma merda de um jogo que não significa nada (e eventualmente resolve descontar a raiva nos outros jogadores).
Estranho pra caralho ver os adultos ex-alunos com suas famílias e filhos, ouvi uma conversa de um cara sobre a fuvest da turma dele, em que "todo mundo foi muito mal, só 5 passaram na Pinheiros, 7 na Poli e, bom, na São Francisco até que entraram mais". A Giulia Tadini também ouviu a conversa, concluímos que naquela época (há uns... 30 anos?) não só tinham muito menos opções de curso (como o Paiva disse uma vez, no Santa Cruz as pessoas iam ou para direito, ou para medicina, ou para engenharia, administração/economia ou, no máximo, arquitetura), como também o vestibular era uma coisa bem diferente - acho que os cursinhos ainda não eram tão fortes, então quem vinha de uma escola boa tinha bem mais chance de passar.
Mas esse não é um assunto legal. Eu tinha um melhor, mas esqueci.
Denise está gritando o meu nome enquanto assiste a Jack Brown. Ela quer que eu saia. Por que ela me considera uma pessoa tão infeliz?
Enquanto esperava para ir embora, em frente ao Santa, fiquei olhando os maridos que passavam carregando as bolsas e os casacos das mulheres, colocando os carrinhos de bebê no porta-malas daqueles carros tão novos que reluzem. Por que felicidade está sempre associada a dinheiro? Pensei em mim e na minha vida medíocre, e em como eu nunca vou atingir essa felicidade de propaganda de margarina. Não que isso seja propriamente bom, mas me daria esperança, vontade de continuar, se eu soubesse que poderia acontecer comigo.
Aaaaah, acho que vou voltar ao Block Out.
sábado, 13 de setembro de 2008
Decidindo entre sair ou não de casa. Meu horóscopo meio que me aconselhou a sair. Estou com medo de ficar com muito tédio na festa. Mas também não quero ficar em casa sem fazer nada, de óculos e pijama.
Preguiça de tudo. Espero a Paula chegar em casa. Nem sei por que. Lavei muita louça que a Denise pediu. Ouvi Fiery Furnaces... Estudei um monte. Boa, preciso olhar algumas resoluções de exercício no site do anglo. Os piores eram sobre impulso de uma força. Não que a matéria seja difícil nem nada, é só que foi o Fábio quem deu ela no segundo ano, e nada do que ele dizia conseguia se fixar no meu cérebro.
Preguiça de tudo. Espero a Paula chegar em casa. Nem sei por que. Lavei muita louça que a Denise pediu. Ouvi Fiery Furnaces... Estudei um monte. Boa, preciso olhar algumas resoluções de exercício no site do anglo. Os piores eram sobre impulso de uma força. Não que a matéria seja difícil nem nada, é só que foi o Fábio quem deu ela no segundo ano, e nada do que ele dizia conseguia se fixar no meu cérebro.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Se tem uma coisa que me deixa feliz é ver garotas com casacos emprestados dos namorados. Não porque eu ache legal que os namorados abram mão do calor aconchegante de moletons enormes, mas só porque elas ficam lindas com as roupas distoando (principalmente as pattys de francesinha).
Hoje vi um casal na Paulista, olhei para a menina e pensei "Que estilo". Ela tinha um sapatinho preto de verniz de salto baixo, uma calça jeans skinny bem escura, o cabelo loiro preso em um coque mal-feito e o moleton gigante da DC. Mas confesso que perdeu um pouco da graça quando eu percebi onde a mão dela estava (calma, a mão dela só estava junto da do menino). Ou seja, casaco do namorado = 10, estilo = zero.
Hoje vi um casal na Paulista, olhei para a menina e pensei "Que estilo". Ela tinha um sapatinho preto de verniz de salto baixo, uma calça jeans skinny bem escura, o cabelo loiro preso em um coque mal-feito e o moleton gigante da DC. Mas confesso que perdeu um pouco da graça quando eu percebi onde a mão dela estava (calma, a mão dela só estava junto da do menino). Ou seja, casaco do namorado = 10, estilo = zero.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Extremamente viciada em Fiery Furnaces.
Descobri que uma das principais influências deles - junto com Who! - são Os Mutantes. Droga, eu devia ter falado que eu era do Brasil...
Sem chances da Eleanor se tornar a nova Meg. Primeiro porque eu cresci e segundo porque eu conversei com ela.
"Ela faz uma tempestade quando pensa na minha traição?"
Descobri que uma das principais influências deles - junto com Who! - são Os Mutantes. Droga, eu devia ter falado que eu era do Brasil...
Sem chances da Eleanor se tornar a nova Meg. Primeiro porque eu cresci e segundo porque eu conversei com ela.
"Ela faz uma tempestade quando pensa na minha traição?"
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Ontem eu, a Paolinha e a Hannah estávamos falando sobre O escafrandro e a borboleta enquanto subíamos as escadas logo depois de o sinal ter batido. A Paolinha estava contando que finalmente assistiu ao filme, ela disse que chorou mas não tanto quanto imaginava que iria chorar depois de ter ouvido à minha pressão psicológica. Eu disse que chorei muito. A Paolinha disse que chorou mais em A vida dos outros. A Hannah disse que morreu em PS I love you.
Daí pensei nos assuntos que mais me fazem chorar (acho que eu já falei sobre isso uma vez com a Hannah) - já que tínhamos chegado ao meu andar, o primeiro, e elas continuaram subindo - e consegui sintetizar tudo em duas frentes: 1) problemas familiares e 2) fatalidades.
Nunca vi PS I love you, mas, pelo que a Hannah já me contou, não faz nem um pouco o meu gênero de tristeza. Posso presenciar a pior história de amor do mundo que dificilmente irei me comover. A não ser que isso envolva fatalidades.
Mas se um pai esquecer o filho em casa, ou se dois irmãos pararem de se falar por um tempo, se uma avó ficar viúva (espera, isso é mais familiar do que afetivo), enfim, até o enredo mais banalizado possível, eu me sentirei realmente mal. Por exemplo: eu chorei em Capote. Não sei se é raro chorar em Capote; para mim, a gota d'água é quando ele conta sobre a infância dele, sobre a mãe que vivia bêbada, eles moravam cada vez em um hotel diferente e ele acordava no meio da noite sem a mãe no quarto.
Sobre as fatalidades, acho que isso não envolve só acidentes - afinal, nem sempre eles são tão incríveis assim -, mas principalmente doenças. (Ah, lembrei de Menina de ouro. Uma fatalidade, também, e eu chorei muito, cheguei a soluçar quando ela tem que amputar a perna. ) Quando eu digo doenças, penso em doenças do acaso, por isso fatalidades. Pensei que fatalidades tem a ver com fatal, e não era bem isso o que eu queria dizer. Será que fatalidade só pode dizer respeito a fatal? É que eu pensei em fatalidade no sentido de... Droga, se alguém pensava que eu tinha alguma familiaridade com as palavras...
Assim: depressão não é uma fatalidade. Porque não é uma coisa que acontece de uma hora para a outra, é algo que você cultiva, por mais idiota que isso possa parecer. Na verdade, a depressão muitas vezes surge devido a uma fatalidade; acho, na verdade, que é pior quando isso acontece, mas, bem ou mal, você precisa incorporá-la para que ela se torne realmente uma doença, deixando de ser só mal-estar.
Mas o acidente do Jean-Dominique Bauby é uma fatalidade. Quem estava conversando comigo e disse que "o pior é que ele era uma pessoa comum, ele não era muito legal nem muito chato, nem inteligente demais nem burro..."? Isso é uma fatalidade. De repente, acontece. Com qualquer um. Tipo Marcelo Rubens Paiva.
E até hoje eu tenho a intertextualidade mais genial na minha cabeça (é Louis XIV):
Well there’s a house on the block that’s empty now that Dominique’s gone
(...)
Dear Dominique I wrote to tell you you’re delightful
(...)
I wrote to tell you that I hope you’re feeling better
Self addressed stamped envelope stuffed with your own death letter
Written in blood and in your own handwriting
There’s a house on the block that’s empty now that Dominique’s gone
(...)
I must admit that we never thought you’d go this far
Dear Dominique well I hope you’re feeling better
You look so cute writing out your own death letter
Well now there’s no one to watch your TV
(...)
Dear Dominique you have a bold imagination
The countless ways you thought to die no hesitation
Fantasize long enough, you know it just might come true
A diferença aqui é que Dominique é uma mulher. E ela se matou.
Daí pensei nos assuntos que mais me fazem chorar (acho que eu já falei sobre isso uma vez com a Hannah) - já que tínhamos chegado ao meu andar, o primeiro, e elas continuaram subindo - e consegui sintetizar tudo em duas frentes: 1) problemas familiares e 2) fatalidades.
Nunca vi PS I love you, mas, pelo que a Hannah já me contou, não faz nem um pouco o meu gênero de tristeza. Posso presenciar a pior história de amor do mundo que dificilmente irei me comover. A não ser que isso envolva fatalidades.
Mas se um pai esquecer o filho em casa, ou se dois irmãos pararem de se falar por um tempo, se uma avó ficar viúva (espera, isso é mais familiar do que afetivo), enfim, até o enredo mais banalizado possível, eu me sentirei realmente mal. Por exemplo: eu chorei em Capote. Não sei se é raro chorar em Capote; para mim, a gota d'água é quando ele conta sobre a infância dele, sobre a mãe que vivia bêbada, eles moravam cada vez em um hotel diferente e ele acordava no meio da noite sem a mãe no quarto.
Sobre as fatalidades, acho que isso não envolve só acidentes - afinal, nem sempre eles são tão incríveis assim -, mas principalmente doenças. (Ah, lembrei de Menina de ouro. Uma fatalidade, também, e eu chorei muito, cheguei a soluçar quando ela tem que amputar a perna. ) Quando eu digo doenças, penso em doenças do acaso, por isso fatalidades. Pensei que fatalidades tem a ver com fatal, e não era bem isso o que eu queria dizer. Será que fatalidade só pode dizer respeito a fatal? É que eu pensei em fatalidade no sentido de... Droga, se alguém pensava que eu tinha alguma familiaridade com as palavras...
Assim: depressão não é uma fatalidade. Porque não é uma coisa que acontece de uma hora para a outra, é algo que você cultiva, por mais idiota que isso possa parecer. Na verdade, a depressão muitas vezes surge devido a uma fatalidade; acho, na verdade, que é pior quando isso acontece, mas, bem ou mal, você precisa incorporá-la para que ela se torne realmente uma doença, deixando de ser só mal-estar.
Mas o acidente do Jean-Dominique Bauby é uma fatalidade. Quem estava conversando comigo e disse que "o pior é que ele era uma pessoa comum, ele não era muito legal nem muito chato, nem inteligente demais nem burro..."? Isso é uma fatalidade. De repente, acontece. Com qualquer um. Tipo Marcelo Rubens Paiva.
E até hoje eu tenho a intertextualidade mais genial na minha cabeça (é Louis XIV):
Well there’s a house on the block that’s empty now that Dominique’s gone
(...)
Dear Dominique I wrote to tell you you’re delightful
(...)
I wrote to tell you that I hope you’re feeling better
Self addressed stamped envelope stuffed with your own death letter
Written in blood and in your own handwriting
There’s a house on the block that’s empty now that Dominique’s gone
(...)
I must admit that we never thought you’d go this far
Dear Dominique well I hope you’re feeling better
You look so cute writing out your own death letter
Well now there’s no one to watch your TV
(...)
Dear Dominique you have a bold imagination
The countless ways you thought to die no hesitation
Fantasize long enough, you know it just might come true
A diferença aqui é que Dominique é uma mulher. E ela se matou.
sábado, 30 de agosto de 2008
Os acentos pifaram ontem enquanto eu escrevia aqui, então resolvi desistir (mesmo tendo descoberto 5 segundos depois que era só clicar em um botãozinho escrito EN e fazer ele virar PT - inglês para português, obviamente, por que será que de repente o computador resolve que eu estou escrevendo em inglês?).
Estou deitada na cama da Paula super desajeitada, meu pescoço vai quebrar daqui a pouquinho, mas não tem muito jeito, já que eu estou com preguiça de levantar e colocar o computador em um lugar mais prático e já que eu não consigo enxergar nada sem lentes.
A Paula está cozinhando porque eu a obriguei, ela acordou ao meio-dia e ficou enrolando...
Fiquei olhando no google maps onde eu vou fazer o enem mas isso não me ajudou muito, o lugar não é perto nem longe. Queria fazer alguma coisa legal hoje mas nem sei, nem sei o que eu quero fazer nem sei com quem nem sei mais o que é legal de se fazer nessa cidade.
Li um pouco de jornal hoje de manhã porque as notícias eram idiotas e porque ainda não tinha ninguém acordado. Uma falava sobre o anúncio da vice do McCain, a governadora do Alaska de 44 anos e mãe de cinco filhos. Um estrategista democrata disse que ela ambiciona um cargo de Pimeiro Estado mas governa um estado com mais renas do que pessoas, achei ótimo. Ela é contra o aborto e o casamento gay. Oh Lord.
A outra era sobre uma lei que estão querendo aprovar para impedir pessoas que tomam remédio de dirigir. O problema é que não valeria só pra remédios junkies como anti-depressivos tarja preta, mas para qualquer porcaria de analgésico ou antiinflamatório. Na verdade, que eu saiba, todo remédio traz na bula uma especificação sobre a operação de máquinas após a ingestão, então acho que a lei deveria ir mais por esse caminho, afinal, eles esquecem que pouquíssimos remédios estão realmente vinculados a isso. Sei disso porque eu adoro ler bulas, me fingir de entendida em química e essa viadagem toda. Outro problema - este levantado pelos próprios defensores da criação da lei - seria a fiscalização. Mas, para quem acha totalmente razoável obrigar uma pessoa a fazer um teste de bafômetro, não entendo qual seria o problema da obrigação de um exame de sangue. Daqui a pouco vamos ter que apresentar atestado de sono para poder dirigir.
Por falar nisso, preciso fazer auto-escola. Eu e o meu tempo infinito. No fim, acho que a idéia do Robby é reamente boa (começar a acordar duas horas mais cedo para estudar 26 horas por dia).
Aliás, pensar em como o vestibular está chegando é uma coisa que desagrada ao meu estômago, mas, se acabar dando tudo certo em relação aos estudos, ou seja, se eu chegar à primeira fase achando que eu sei boa parte do que preciso, pode ser só um alívio enorme.
2008 vai acabar logo, e isso é triste e feliz ao mesmo tempo, como sempre. 2007 foi o pior ano do mundo, se eu tiver um ano assim outra vez acho que não vou ter força o bastante para suportar.
Paula me chama. Sei que ela quer ajuda na cozinha. Vou ver o que posso fazer e, com sorte, voltar à minha leitura de Persépolis (por enquanto lindo, lindo, me contendo a cada página para não soltar o nó da garganta).
Estou deitada na cama da Paula super desajeitada, meu pescoço vai quebrar daqui a pouquinho, mas não tem muito jeito, já que eu estou com preguiça de levantar e colocar o computador em um lugar mais prático e já que eu não consigo enxergar nada sem lentes.
A Paula está cozinhando porque eu a obriguei, ela acordou ao meio-dia e ficou enrolando...
Fiquei olhando no google maps onde eu vou fazer o enem mas isso não me ajudou muito, o lugar não é perto nem longe. Queria fazer alguma coisa legal hoje mas nem sei, nem sei o que eu quero fazer nem sei com quem nem sei mais o que é legal de se fazer nessa cidade.
Li um pouco de jornal hoje de manhã porque as notícias eram idiotas e porque ainda não tinha ninguém acordado. Uma falava sobre o anúncio da vice do McCain, a governadora do Alaska de 44 anos e mãe de cinco filhos. Um estrategista democrata disse que ela ambiciona um cargo de Pimeiro Estado mas governa um estado com mais renas do que pessoas, achei ótimo. Ela é contra o aborto e o casamento gay. Oh Lord.
A outra era sobre uma lei que estão querendo aprovar para impedir pessoas que tomam remédio de dirigir. O problema é que não valeria só pra remédios junkies como anti-depressivos tarja preta, mas para qualquer porcaria de analgésico ou antiinflamatório. Na verdade, que eu saiba, todo remédio traz na bula uma especificação sobre a operação de máquinas após a ingestão, então acho que a lei deveria ir mais por esse caminho, afinal, eles esquecem que pouquíssimos remédios estão realmente vinculados a isso. Sei disso porque eu adoro ler bulas, me fingir de entendida em química e essa viadagem toda. Outro problema - este levantado pelos próprios defensores da criação da lei - seria a fiscalização. Mas, para quem acha totalmente razoável obrigar uma pessoa a fazer um teste de bafômetro, não entendo qual seria o problema da obrigação de um exame de sangue. Daqui a pouco vamos ter que apresentar atestado de sono para poder dirigir.
Por falar nisso, preciso fazer auto-escola. Eu e o meu tempo infinito. No fim, acho que a idéia do Robby é reamente boa (começar a acordar duas horas mais cedo para estudar 26 horas por dia).
Aliás, pensar em como o vestibular está chegando é uma coisa que desagrada ao meu estômago, mas, se acabar dando tudo certo em relação aos estudos, ou seja, se eu chegar à primeira fase achando que eu sei boa parte do que preciso, pode ser só um alívio enorme.
2008 vai acabar logo, e isso é triste e feliz ao mesmo tempo, como sempre. 2007 foi o pior ano do mundo, se eu tiver um ano assim outra vez acho que não vou ter força o bastante para suportar.
Paula me chama. Sei que ela quer ajuda na cozinha. Vou ver o que posso fazer e, com sorte, voltar à minha leitura de Persépolis (por enquanto lindo, lindo, me contendo a cada página para não soltar o nó da garganta).
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Àa vezes eu fico com a cabeça meio vulnerável (fisicamente) e a mão meio devagar e preciso escrever nesse blog.
Acabei de pedir uma camiseta de nerd pela internet. Oui...
Estou muito nervosa por ainda não ter pagado a inscrição da fuvest, mas eu só quero fazer isso quando abrirem as inscrições para a Unicamp - porque é idiota ficar indo ao banco toda hora, já que essa (como eu disse pra Mari R hoje) é uma atividade muito século XX.
Fiquei mais maluca ainda com preposições e regência dos verbos depois da última aula do Carvalho. Falar as coisas do jeito não certo me incomoda, mesmo eu achando alguns termos ridículos e extremamente desnecessários ou inúteis (existe inusual? Me pareceu uma palavra boa agora. Mas pensei em unusual, em inglês, e me confundi).
Nada acontece no orkut, os scraps que eu recebi são de ontem. Sempre que eu penso em ontem eu lembro da fala do coadjuvante do coadjuvante em Cazuza (era o baterista do Barão Vermelho, e essa deve ser a única fala dele no filme inteiro): "É [aquele 'éa' de carioca], jornal de ontem, notícia de anteontem!"
Acabei de pedir uma camiseta de nerd pela internet. Oui...
Estou muito nervosa por ainda não ter pagado a inscrição da fuvest, mas eu só quero fazer isso quando abrirem as inscrições para a Unicamp - porque é idiota ficar indo ao banco toda hora, já que essa (como eu disse pra Mari R hoje) é uma atividade muito século XX.
Fiquei mais maluca ainda com preposições e regência dos verbos depois da última aula do Carvalho. Falar as coisas do jeito não certo me incomoda, mesmo eu achando alguns termos ridículos e extremamente desnecessários ou inúteis (existe inusual? Me pareceu uma palavra boa agora. Mas pensei em unusual, em inglês, e me confundi).
Nada acontece no orkut, os scraps que eu recebi são de ontem. Sempre que eu penso em ontem eu lembro da fala do coadjuvante do coadjuvante em Cazuza (era o baterista do Barão Vermelho, e essa deve ser a única fala dele no filme inteiro): "É [aquele 'éa' de carioca], jornal de ontem, notícia de anteontem!"
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Hoje à tarde a casa estava dominada por um cheiro quentinho de morango, porque estavam fazendo geléia, é um cheiro ótimo mas se você cheira com muita força parece cheiro de roupa molhada. Mesmo assim, eu gosto, porque eu costumo senti-lo há algum tempo (e com uma freqüência determinada, já que isso depende das estações do ano).
Fiquei meio triste hoje de quase chorar, por causa do poema que a gente leu na última aula:
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
E isso tem a ver com o post passado, como as coisas que eu venho sentindo ultimamente.
"há sensações sentidas só com imaginá-las". Tristeza é uma delas, tenho me sentido mal por tudo o que eu já senti na vida. Me lembrou um dia que eu comecei a chorar muito antes de dormir porque fiquei imaginando como seria se a minha mãe morresse. Não que ela estivesse fora de casa naquela hora nem que isso não tenha acontecido outras vezes - até por motivos mais idiotas e muito menos racionais.
Engraçado e estúpido isso de não acreditar nas coisas que existem mas só nas que não existem, nas que poderiam ter acontecido, nas que podem acontecer e nas que você queria muito que acontecessem. Isso tudo soa muito como a visão que eu tenho da literatura, a Nina até olhou pra mim com um sorrisinho quando o Maurício disse que o Fernando Pessoa abriu mão de toda a sua vida pela litaratura, que ele não casou nem teve filhos, só vivia para ler e escrever (para ele, obviamente, as coisas mais importantes do mundo).
Não sou uma adepta tão grande, eu sei, na verdade eu até passo menos vergonha do que merecia, mas talvez tudo o que eu queira seja também abrir mão da minha vida, e talvez não porque eu realmente deseje isso, mas porque eu não tenha escolha.
"Há doenças piores que as doenças"... Eu também sei disso. E isso nunca foi real, eu digo, a minha doença, porque, para mim, ela não existia fisicamente. Psicologicamente, sim, claro, afinal, "há dores que não doem (...) mas que são dolorosas mais que as outras".
Coesão zero nesse texto, desculpem.
Sobre a literatura, fiquei pensando nos personagens e em como esse verso tem relação com eles: "Há tanta coisa que, sem existir, Existe, existe demoradamente". Estranho como somos capazes de nos apaixonar por personagens, de sofrer o que eles sofrem, podemos chorar juntos, mas eles não existem, pensei nos heterônimos do Fernando Pessoa e em como cada um deles é uma personalidade dele, mas será que isso não acontece em todos os personagens criados pelos escritores? Para mim, mais do que heterênimos, eles são personagens - de um romance que ainda não foi escrito mas que deveria.
Antony Burgess, o escritor de Laranja Mecânica, era muito fã do Borges (Jorge Luís, o próprio), e ele andou pesquisando e descobriu que os sobrenomes dos dois tinham a mesma origem (acho que vinham do latim). Burgess se referia a Borges como "irmãozinho", então, acho que eu me encontro no mesmo direito, Fernando.
Fiquei meio triste hoje de quase chorar, por causa do poema que a gente leu na última aula:
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
E isso tem a ver com o post passado, como as coisas que eu venho sentindo ultimamente.
"há sensações sentidas só com imaginá-las". Tristeza é uma delas, tenho me sentido mal por tudo o que eu já senti na vida. Me lembrou um dia que eu comecei a chorar muito antes de dormir porque fiquei imaginando como seria se a minha mãe morresse. Não que ela estivesse fora de casa naquela hora nem que isso não tenha acontecido outras vezes - até por motivos mais idiotas e muito menos racionais.
Engraçado e estúpido isso de não acreditar nas coisas que existem mas só nas que não existem, nas que poderiam ter acontecido, nas que podem acontecer e nas que você queria muito que acontecessem. Isso tudo soa muito como a visão que eu tenho da literatura, a Nina até olhou pra mim com um sorrisinho quando o Maurício disse que o Fernando Pessoa abriu mão de toda a sua vida pela litaratura, que ele não casou nem teve filhos, só vivia para ler e escrever (para ele, obviamente, as coisas mais importantes do mundo).
Não sou uma adepta tão grande, eu sei, na verdade eu até passo menos vergonha do que merecia, mas talvez tudo o que eu queira seja também abrir mão da minha vida, e talvez não porque eu realmente deseje isso, mas porque eu não tenha escolha.
"Há doenças piores que as doenças"... Eu também sei disso. E isso nunca foi real, eu digo, a minha doença, porque, para mim, ela não existia fisicamente. Psicologicamente, sim, claro, afinal, "há dores que não doem (...) mas que são dolorosas mais que as outras".
Coesão zero nesse texto, desculpem.
Sobre a literatura, fiquei pensando nos personagens e em como esse verso tem relação com eles: "Há tanta coisa que, sem existir, Existe, existe demoradamente". Estranho como somos capazes de nos apaixonar por personagens, de sofrer o que eles sofrem, podemos chorar juntos, mas eles não existem, pensei nos heterônimos do Fernando Pessoa e em como cada um deles é uma personalidade dele, mas será que isso não acontece em todos os personagens criados pelos escritores? Para mim, mais do que heterênimos, eles são personagens - de um romance que ainda não foi escrito mas que deveria.
Antony Burgess, o escritor de Laranja Mecânica, era muito fã do Borges (Jorge Luís, o próprio), e ele andou pesquisando e descobriu que os sobrenomes dos dois tinham a mesma origem (acho que vinham do latim). Burgess se referia a Borges como "irmãozinho", então, acho que eu me encontro no mesmo direito, Fernando.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Uma mensagem acabou de tocar no meu celular, mas ele está no meu quarto e eu no da minha irmão, então...
Estudei muita física hoje, escrevi a equação de Torricelli no meu braço (sempre tive problemas em decorar essa fórmula) e resolvi anotar algumas outras na parte de dentro da porta do meu quarto. Acho que se a Denise soubesse disso ela não ia gostar muito, mas é para o bem do meu vestibular, e colar papeizinhos na parede seria totalmente idiota.
Pensei em perguntar para algum professor de física se o Anglo tem um formulário, tipo os que eles dão de química (com tabela periódica e tal). Vou ver se faço isso na aula complementar amanhã à tarde.
Dia muito muito cansativo ontem que até me fez capotar hoje por uma hora durante os estudos (não, não dormi com a cabeça em cima dos livros - como já aconteceu várias vezes -, só me joguei na cama do lado contrário - os pés no travesseiro - e pedi para a Denise me dar um cobertor. Amanhã também vai ser cansativo, mais 14 horas seguidas fora de casa, mas, pelo menos por enquanto, está acontecendo o que eu pensei, dos estudos renderem mais. Veremos.
Tenho vontade de dar presentes e saudade das pessoas como se fosse quinta.
Ai, foda-se, estou quase dando com a cara no teclado, melhor ir dormir..........
Estudei muita física hoje, escrevi a equação de Torricelli no meu braço (sempre tive problemas em decorar essa fórmula) e resolvi anotar algumas outras na parte de dentro da porta do meu quarto. Acho que se a Denise soubesse disso ela não ia gostar muito, mas é para o bem do meu vestibular, e colar papeizinhos na parede seria totalmente idiota.
Pensei em perguntar para algum professor de física se o Anglo tem um formulário, tipo os que eles dão de química (com tabela periódica e tal). Vou ver se faço isso na aula complementar amanhã à tarde.
Dia muito muito cansativo ontem que até me fez capotar hoje por uma hora durante os estudos (não, não dormi com a cabeça em cima dos livros - como já aconteceu várias vezes -, só me joguei na cama do lado contrário - os pés no travesseiro - e pedi para a Denise me dar um cobertor. Amanhã também vai ser cansativo, mais 14 horas seguidas fora de casa, mas, pelo menos por enquanto, está acontecendo o que eu pensei, dos estudos renderem mais. Veremos.
Tenho vontade de dar presentes e saudade das pessoas como se fosse quinta.
Ai, foda-se, estou quase dando com a cara no teclado, melhor ir dormir..........
domingo, 10 de agosto de 2008
Vontade de escovar os dentes, Nina está saindo para passear com a Denise. Eu não vou junto porque tenho preguiça e porque a Denise anda muito devagar, porque eu não acredito em andar (só em correr) e também porque eu vou correr direito amanhã.
Pijama, óculos e já são 13h. Queria assistir a algumas Olimpíadas mas nada passa em horário bom, e os VTs têm sido chatos (judô, futebol, futebol feminino, putz).
Vou estudar assim que eu tomar coragem, mas só depois de escovar os dentes, claro. Aboli muitas matérias do meu estudo agora que eu já decidi o que prestar. Na verdade, a última matéria que eu estudei de História geral foi bem antes de Revolução Puritana, e na do Brasil devo ter parado em Jesuítas. Em Geografia Geral fiquei na Guerra Fria; na do Brasil, nem me pergunte. Mas eu pretendo voltar a estudar História, juro, só que não tão daquele jeito cursinho.
Estou gostando de estudar mais as exatas, me faz bem saber que eu consigo aprender essas coisas de verdade - apesar de ser tudo bem mais fácil no curso de humanas -, e me deixa feliz a idéia de que design tem um pouco dos dois (humanas e exatas).
Andei olhando a grade e parece ser legal, ontem fui fazer a prova de bolsa da LA do Anglo com a Clau e a Paolinha e um professor da FAU deu uma palestra boa. Agora não vai mais ter tanto tempo livre, mas acho que isso é bom, as coisas rendem bem mais quando não se tem tempo.
Paula fazendo contas de dinheiro, eu queria duas camisetas legais mas nem sei se rola (também preciso fazer contas).
Pijama, óculos e já são 13h. Queria assistir a algumas Olimpíadas mas nada passa em horário bom, e os VTs têm sido chatos (judô, futebol, futebol feminino, putz).
Vou estudar assim que eu tomar coragem, mas só depois de escovar os dentes, claro. Aboli muitas matérias do meu estudo agora que eu já decidi o que prestar. Na verdade, a última matéria que eu estudei de História geral foi bem antes de Revolução Puritana, e na do Brasil devo ter parado em Jesuítas. Em Geografia Geral fiquei na Guerra Fria; na do Brasil, nem me pergunte. Mas eu pretendo voltar a estudar História, juro, só que não tão daquele jeito cursinho.
Estou gostando de estudar mais as exatas, me faz bem saber que eu consigo aprender essas coisas de verdade - apesar de ser tudo bem mais fácil no curso de humanas -, e me deixa feliz a idéia de que design tem um pouco dos dois (humanas e exatas).
Andei olhando a grade e parece ser legal, ontem fui fazer a prova de bolsa da LA do Anglo com a Clau e a Paolinha e um professor da FAU deu uma palestra boa. Agora não vai mais ter tanto tempo livre, mas acho que isso é bom, as coisas rendem bem mais quando não se tem tempo.
Paula fazendo contas de dinheiro, eu queria duas camisetas legais mas nem sei se rola (também preciso fazer contas).
domingo, 3 de agosto de 2008
Tipo, Paula, você nem entra aqui mas EU QUERO O MEU TEMPLATE!
Sei lá, aulas amanhã, preciso arrumar mil coisas e vou fingir que eu não me importo de não ter estudado tudo o que eu deveria no primeiro semestre. Assim, eu estudei, e até que foi bastante, acho, mas eu me entendo por ter desandado em junho - é realmente aflitivo estar estudando sem nem ter vontade de entrar na faculdade.
Não que agora eu tenha vontade ou minimamente saiba o que eu queira (conjugação mais estranha!), mas eu percebi que alguma hora eu ia ter que bater de frente com isso. E também que nada é definitivo, a faculdade é um step mas também não é tudo (é, soa poser mas é verdade, e é o que as pessoas vêm tentando me dizer há séculos - antes de serem interrompidas pelos meus resmungos).
A Paula disse "Quer saber? Vou jogar um Mario Kart agora!", sendo que ela precisa costurar um vestido inteiro para amanhã. Mas tudo bem, da última vez ela costurou dois durante a madrugada, então não devemos nos preocupar ou muito menos deixá-la preocupada.
Eu não estava mais agüentando a tradução porca do Harry Potter, então resolvi verificar no livro em inglês se alguns erros vinham do original ou se eram só problemas de tradução mesmo. No fim me senti idiota por ter lido todos os outros volumes em português, descobri que a J. K. Rowlling escreve bem pra caralho e gostei bem mais da idéia dos personagens terem nomes como Bill ao invés de Gui, Charlie ao invés de Carlinhos e Ollivander ao invés de OLIVARAS. Jesus Maria José!
A Paula perguntou até quando eu tenho que decidir a faculdade. Respondi, sem dar muita bola pra ver se ela não esticava o assunto, "14 de setembro" - e funcionou.
Tenho que arrumar o meu quarto antes que a Denise me enlouqueça, mesmo ele não estando muito bagunçado. É que as coisas simplesmente não cabem mais em estantes ou armários, então vão aparecendo pilhas de livros e caixas em lugares bizarros. Só porque eu tenho mil coisas que não são minhas dentro do meu próprio quarto, ou, em última análise, porque eu, a Paula e a Denise temos muito mais coisas do que essa casa comporta. Acho que meu quarto só vai ficar realmente arrumado quando eu sair daqui. Ou quando a Paula sair, porque aí vamos ter muito mais espaço. Bom, até que um dos dois aconteça, eu vou colocando as coisas em lugares genéricos, na espererança de que, um dia, cada livro tenha a sua prateleira, e de que um computador legal apareça na minha escrivaninha.
Sei lá, aulas amanhã, preciso arrumar mil coisas e vou fingir que eu não me importo de não ter estudado tudo o que eu deveria no primeiro semestre. Assim, eu estudei, e até que foi bastante, acho, mas eu me entendo por ter desandado em junho - é realmente aflitivo estar estudando sem nem ter vontade de entrar na faculdade.
Não que agora eu tenha vontade ou minimamente saiba o que eu queira (conjugação mais estranha!), mas eu percebi que alguma hora eu ia ter que bater de frente com isso. E também que nada é definitivo, a faculdade é um step mas também não é tudo (é, soa poser mas é verdade, e é o que as pessoas vêm tentando me dizer há séculos - antes de serem interrompidas pelos meus resmungos).
A Paula disse "Quer saber? Vou jogar um Mario Kart agora!", sendo que ela precisa costurar um vestido inteiro para amanhã. Mas tudo bem, da última vez ela costurou dois durante a madrugada, então não devemos nos preocupar ou muito menos deixá-la preocupada.
Eu não estava mais agüentando a tradução porca do Harry Potter, então resolvi verificar no livro em inglês se alguns erros vinham do original ou se eram só problemas de tradução mesmo. No fim me senti idiota por ter lido todos os outros volumes em português, descobri que a J. K. Rowlling escreve bem pra caralho e gostei bem mais da idéia dos personagens terem nomes como Bill ao invés de Gui, Charlie ao invés de Carlinhos e Ollivander ao invés de OLIVARAS. Jesus Maria José!
A Paula perguntou até quando eu tenho que decidir a faculdade. Respondi, sem dar muita bola pra ver se ela não esticava o assunto, "14 de setembro" - e funcionou.
Tenho que arrumar o meu quarto antes que a Denise me enlouqueça, mesmo ele não estando muito bagunçado. É que as coisas simplesmente não cabem mais em estantes ou armários, então vão aparecendo pilhas de livros e caixas em lugares bizarros. Só porque eu tenho mil coisas que não são minhas dentro do meu próprio quarto, ou, em última análise, porque eu, a Paula e a Denise temos muito mais coisas do que essa casa comporta. Acho que meu quarto só vai ficar realmente arrumado quando eu sair daqui. Ou quando a Paula sair, porque aí vamos ter muito mais espaço. Bom, até que um dos dois aconteça, eu vou colocando as coisas em lugares genéricos, na espererança de que, um dia, cada livro tenha a sua prateleira, e de que um computador legal apareça na minha escrivaninha.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Washington, muitas compras, muitas mesmo, as maiores da minha vida (como diria o Oskar, mentira numero 1).
Antes NY, talvez o maior sol da minha vida (mentira numero 2).
Agora sono, preguica de qualquer coisa - ate de assistir a Saturday Night Live na sala ao lado, para a surpresa do meu primo ("Preguica de ver filme??"). Ele esta aqui jogando um rpg de internet, ou coisa que o valha, no computador 'a minha esquerda.
Olhos pesados, queixo que quer encostar no joelho e shorts novo que aperta e faz com que eu me sinta com uma barriga nojentamente grande.
Comprei mochilas pela internet, ja que eu nao consigo achar uma loja da Jansport nesse pais. Uma pra mim (roxa de losangos escoceses), uma pra Nina (xadrez branco e preto) e uma pra Mari R (de zebrinha no veludo cotele!). Fiz besteira com o meu zip code, mas mandei um email pra loja apologizing e pedindo uma revisao e acho que vai ficar tudo bem. Espero, na verdade.
Amanha mais museu e mais lojas. Planos para American Apparel e Vans. O museu eu nao lembro qual 'e.
Acho que vou voltar ao meu Harry Potter. So li no aviao. Comeco bem desinteressante que nao me estimula.
Engracadas as musicas do filme. Agora deu vontade de ver.
Antes NY, talvez o maior sol da minha vida (mentira numero 2).
Agora sono, preguica de qualquer coisa - ate de assistir a Saturday Night Live na sala ao lado, para a surpresa do meu primo ("Preguica de ver filme??"). Ele esta aqui jogando um rpg de internet, ou coisa que o valha, no computador 'a minha esquerda.
Olhos pesados, queixo que quer encostar no joelho e shorts novo que aperta e faz com que eu me sinta com uma barriga nojentamente grande.
Comprei mochilas pela internet, ja que eu nao consigo achar uma loja da Jansport nesse pais. Uma pra mim (roxa de losangos escoceses), uma pra Nina (xadrez branco e preto) e uma pra Mari R (de zebrinha no veludo cotele!). Fiz besteira com o meu zip code, mas mandei um email pra loja apologizing e pedindo uma revisao e acho que vai ficar tudo bem. Espero, na verdade.
Amanha mais museu e mais lojas. Planos para American Apparel e Vans. O museu eu nao lembro qual 'e.
Acho que vou voltar ao meu Harry Potter. So li no aviao. Comeco bem desinteressante que nao me estimula.
Engracadas as musicas do filme. Agora deu vontade de ver.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Uma confusão de fazer mala, pseudo-cólica, cabelo molhado e ansiedade.
Mesmo parecendo idiota, vou dizer que eu vou sentir saudades do cursinho. Mas estarei em um lugar lindo e quentinho - talvez até demais -, isso é o que importa, de shorts e óculos escuros, vendo coisas de arte e saindo sempre, enfim, realmente vivendo.
Uma bad deixar quadradinhos de tarefa sem pintar, eu sei, mas quando eu voltar eu resolvo - ou tento resolver - isso tudo.
Comprei uma pinça rosa. Muito chique. Eyebrow perfection vicia.
Soninho, soninho, vontade de desistir da mala. Sede, também, percebi agora. Lista mental: 1) pentear o cabelo; 2) tomar um copo de água (odeio d'água); 3) mala............. 4) O casaco de Marx; 5) finalizar mala; 6) jantar; 7) sono. 6,5) será que tem algo na tv? não assisto nada há anos.
Mesmo parecendo idiota, vou dizer que eu vou sentir saudades do cursinho. Mas estarei em um lugar lindo e quentinho - talvez até demais -, isso é o que importa, de shorts e óculos escuros, vendo coisas de arte e saindo sempre, enfim, realmente vivendo.
Uma bad deixar quadradinhos de tarefa sem pintar, eu sei, mas quando eu voltar eu resolvo - ou tento resolver - isso tudo.
Comprei uma pinça rosa. Muito chique. Eyebrow perfection vicia.
Soninho, soninho, vontade de desistir da mala. Sede, também, percebi agora. Lista mental: 1) pentear o cabelo; 2) tomar um copo de água (odeio d'água); 3) mala............. 4) O casaco de Marx; 5) finalizar mala; 6) jantar; 7) sono. 6,5) será que tem algo na tv? não assisto nada há anos.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Ainda na vibe de O escafandro e a borboleta. Desde domingo à noite. Isso quer dizer pensar demais em coisas que não necessariamente mereceriam tempo de reflexão em situaçãoes de não-tristeza, ou aquela tradicional dor pontiaguda na minha cabeça que vem sei lá de onde e empurra os meus olhos para frente.
- post censurado pelo meu bom senso -
Tentando convencer a Paula a ver Control daqui a umas 2 horas. Ela quer ir na livraria. Eu até iria à livraria, mas não posso gastar muito dinheiro.
- post censurado pelo meu bom senso -
Tentando convencer a Paula a ver Control daqui a umas 2 horas. Ela quer ir na livraria. Eu até iria à livraria, mas não posso gastar muito dinheiro.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Duas meias-calça por baixo da calça.
Andei pensando e descobri que, se eu ainda estudasse no Santa, eu já estaria de férias, mesmo tendo pegado recuperação.
Maior maldade fazer o pessoal acordar tão cedo em pleno final de junho. E andar no frio, pegar ônibus lotado, sentar em sala auditório e ouvir, anotar, engordar, ver o cabelo estragar (além de frio é úmido), ter que colocar um casaco em cima do outro até inflar ('cause you can't afford a blazer, girl you're always wearing clogs) e esse negócio todo.
Tive que tirar umas fotos pra Paula agora há pouco, ela me obrigou a vestir um troço de tule creme sem nada por baixo ("Você não liga de pagar peitinho, né?" "Mas está muito frio pra pagar peitinho!").
Simulado sábado, mais uma manhã fria fora da cama, me pergunto por que eu estou fazendo isso, afinal, eu nem tenho idéia de onde eu quero chegar.
A Denise diz sempre "não inventa", mas acho que ela nunca teve dúvidas sobre onde ela queria chegar, e também se acostumou rápido a se contentar com pouco.
Sou uma pessoa exigente, acho, e soa pretencioso alguém que não tem nada falar uma coisa dessas, assim como soa pretencioso acreditar que para os nossos pais tudo sempre foi mais fácil. Melhor mesmo seria se eles deixassem as coisas transparecerem. E provassem que são pessoas.
Enfim, chega, sem mais crises imbecis de adolescente imbecil (que é o que eu sou mas nem por isso preciso ficar provando).
Andei pensando e descobri que, se eu ainda estudasse no Santa, eu já estaria de férias, mesmo tendo pegado recuperação.
Maior maldade fazer o pessoal acordar tão cedo em pleno final de junho. E andar no frio, pegar ônibus lotado, sentar em sala auditório e ouvir, anotar, engordar, ver o cabelo estragar (além de frio é úmido), ter que colocar um casaco em cima do outro até inflar ('cause you can't afford a blazer, girl you're always wearing clogs) e esse negócio todo.
Tive que tirar umas fotos pra Paula agora há pouco, ela me obrigou a vestir um troço de tule creme sem nada por baixo ("Você não liga de pagar peitinho, né?" "Mas está muito frio pra pagar peitinho!").
Simulado sábado, mais uma manhã fria fora da cama, me pergunto por que eu estou fazendo isso, afinal, eu nem tenho idéia de onde eu quero chegar.
A Denise diz sempre "não inventa", mas acho que ela nunca teve dúvidas sobre onde ela queria chegar, e também se acostumou rápido a se contentar com pouco.
Sou uma pessoa exigente, acho, e soa pretencioso alguém que não tem nada falar uma coisa dessas, assim como soa pretencioso acreditar que para os nossos pais tudo sempre foi mais fácil. Melhor mesmo seria se eles deixassem as coisas transparecerem. E provassem que são pessoas.
Enfim, chega, sem mais crises imbecis de adolescente imbecil (que é o que eu sou mas nem por isso preciso ficar provando).
Na pilha. Meu maxilar meio que se mexendo sozinho. Mas ok, acho que é psicológico.
Dormi à tarde porque estava com frio e sem vontade de nada. E tive um pesadelo horrível em que eu era meio que esquizofrênica, por que os sonos da tarde são sempre ruins? Chegou naquele ponto em que eu, no sonho, sabia que precisava acordar mas não conseguia, e as coisas ficavam rodando, eu entrava dentro de um jogo de videogame e ia me machucando toda (a segunda vez que entrei em um jogo de videogame em um sonho em muito pouco tempo).
Daí acordei com raiva, dor de cabeça e um mal-estar pontiagudo, tentei estudar mas no lugar disso fiquei desenhando letras. Fiquei pensando na Meg e em coisas bad, pensei nas pessoas e nos relacionamentos que elas têm umas com as outras. Pensei nas dezenas de ex-namorados que eu conheço que nem se falam mais. Não é estranho gostar muito de uma pessoa, vê-la todo dia e depois só conversar com ela muito de vez em quando? Estranho porque não costuma ser uma coisa que acontece com outros tipos de relacionamento, não é?
Do tipo: você briga com o seu irmão e dali em diante vocês nunca mais combinam de se encontrar, nem vão mais um na casa do outro ou fazem coisas juntos que gostavam de fazer antes. Muito estranho, acho que, se o cara for o seu irmão, ou você briga briga com ele, e vocês nunca mais se falam, ou vocês vão ter uma relação constante para sempre, não importa o que aconteça. O mesmo vale para um amigo, acho.
Daí me veio isso na cabeça:
Enfim, nada a ver com nada, mas ontem eu fiquei pensando que o fato de eu só fazer coisas para mim mesma, ou seja, para o meu próprio benefício, é o que pode estar estragando a minha vida. Pensei na Nina e em uma conversa que eu, ela e a Mari R tivemos mais ou menos sobre isso outro dia, sobre se alguém é capaz de fazer alguma coisa pensando só em outras pessoas. Quase chegamos à conclusão de que isso é impossível, porque, ao fazer o bem para os outros, em última análise o que você quer é se sentir bem com você mesmo. Acho que esse é mais ou menos o princípio da caridade ou de qualquer ação social, mas talvez fazer o bem para os outros, mesmo sendo com a intenção inconsciente de se atingir o bem-estar pessoal, possa fazer melhor do que o bem-estar pessoal propriamente dito.
Fico com medo de que os objetivos que eu tenho para a minha vida sejam egoístas demais e que, ao final - se é que eles se realizarão -, não tenham me levado a lugar nenhum. Vou ficar muito triste se eu chegar ao meu último dia e perceber que eu não fiz nada do que eu gostaria, mesmo se for por eu não ter conseguido fazê-lo, mas vou ficar mais triste ainda se eu tiver feito as coisas erradas, o que inclui as escolhas erradas, o que inclui ter pensando muito em mim e pouco em coisas ao meu redor que talvez merecessem mais do meu tempo ou da minha disponibilidade.
Dormi à tarde porque estava com frio e sem vontade de nada. E tive um pesadelo horrível em que eu era meio que esquizofrênica, por que os sonos da tarde são sempre ruins? Chegou naquele ponto em que eu, no sonho, sabia que precisava acordar mas não conseguia, e as coisas ficavam rodando, eu entrava dentro de um jogo de videogame e ia me machucando toda (a segunda vez que entrei em um jogo de videogame em um sonho em muito pouco tempo).
Daí acordei com raiva, dor de cabeça e um mal-estar pontiagudo, tentei estudar mas no lugar disso fiquei desenhando letras. Fiquei pensando na Meg e em coisas bad, pensei nas pessoas e nos relacionamentos que elas têm umas com as outras. Pensei nas dezenas de ex-namorados que eu conheço que nem se falam mais. Não é estranho gostar muito de uma pessoa, vê-la todo dia e depois só conversar com ela muito de vez em quando? Estranho porque não costuma ser uma coisa que acontece com outros tipos de relacionamento, não é?
Do tipo: você briga com o seu irmão e dali em diante vocês nunca mais combinam de se encontrar, nem vão mais um na casa do outro ou fazem coisas juntos que gostavam de fazer antes. Muito estranho, acho que, se o cara for o seu irmão, ou você briga briga com ele, e vocês nunca mais se falam, ou vocês vão ter uma relação constante para sempre, não importa o que aconteça. O mesmo vale para um amigo, acho.
Daí me veio isso na cabeça:
Pela primeira vez na vida, me perguntei se a vida valia todo o esforço necessário para se viver. O que, exatamente, fazia a vida valer a pena? O que há de tão horrível em permanecer morto para sempre, não sentindo nada e nem mesmo sonhando? O que há de tão especial em sentir e sonhar?
(que é Jonathan Safran Foer).
Isso consegue me deixar realmente triste. E acho particularmente legal que um menino de oito anos (o Oskar, de Extremamente alto & incrivelmente perto) possa pensar em uma coisa dessas. Com essa idade eu não me preocupava com o futuro. Ou talvez até me preocupasse, mas tinha muita esperança e muito pouca ansiedade. Nunca havia parado para pensar, como o Oskar, que as coisas podiam dar errado. Ok, talvez, se eu tivesse perdido uma pessoa tão importante para mim como o pai dele era para ele, eu tivesse feito reflexões diferentes. Não, acho que nem assim. Não mesmo.Enfim, nada a ver com nada, mas ontem eu fiquei pensando que o fato de eu só fazer coisas para mim mesma, ou seja, para o meu próprio benefício, é o que pode estar estragando a minha vida. Pensei na Nina e em uma conversa que eu, ela e a Mari R tivemos mais ou menos sobre isso outro dia, sobre se alguém é capaz de fazer alguma coisa pensando só em outras pessoas. Quase chegamos à conclusão de que isso é impossível, porque, ao fazer o bem para os outros, em última análise o que você quer é se sentir bem com você mesmo. Acho que esse é mais ou menos o princípio da caridade ou de qualquer ação social, mas talvez fazer o bem para os outros, mesmo sendo com a intenção inconsciente de se atingir o bem-estar pessoal, possa fazer melhor do que o bem-estar pessoal propriamente dito.
Fico com medo de que os objetivos que eu tenho para a minha vida sejam egoístas demais e que, ao final - se é que eles se realizarão -, não tenham me levado a lugar nenhum. Vou ficar muito triste se eu chegar ao meu último dia e perceber que eu não fiz nada do que eu gostaria, mesmo se for por eu não ter conseguido fazê-lo, mas vou ficar mais triste ainda se eu tiver feito as coisas erradas, o que inclui as escolhas erradas, o que inclui ter pensando muito em mim e pouco em coisas ao meu redor que talvez merecessem mais do meu tempo ou da minha disponibilidade.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Denise vai me deixar fazer curso de desenho por recomendação psiquiátrica. Hahahaha, como eu sou trash... Olha que daqui a pouco eu vou parar no rehab!
Nada de estudos, muito de nada, de música, de tentativas de desenho e blábláblá. Mas to nem aí, não quero falar de mim.
Começou a tocar Australia (Kinks) e eu lembrei da piada do Gugu: "se a Austrália ficasse no norte, como ia se chamar? BORÉLIA!"
Paula chegou - com livro do Freud - me expulsando. Legal, vou ler Freud, faz bem para o espírito crítico. E ainda ganho dinheiro para atualizar a minha consciência pensante! Afinal, o trabalho enobrece o homem... Nem sei mais o que eu estou falando. Melhor ir. bojthcua
Nada de estudos, muito de nada, de música, de tentativas de desenho e blábláblá. Mas to nem aí, não quero falar de mim.
Começou a tocar Australia (Kinks) e eu lembrei da piada do Gugu: "se a Austrália ficasse no norte, como ia se chamar? BORÉLIA!"
Paula chegou - com livro do Freud - me expulsando. Legal, vou ler Freud, faz bem para o espírito crítico. E ainda ganho dinheiro para atualizar a minha consciência pensante! Afinal, o trabalho enobrece o homem... Nem sei mais o que eu estou falando. Melhor ir. bojthcua
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A porra do site da Casa do Artista simplesmente não mostra nenhum caderno!! Resolvi que eu preciso de um caderno, porque passo vergonha com o meu caderno de quinta, e, como a Denise me perguntou se eu já tenho um diário de viagem, resolvi me aproveitar. Então vou fazer com que ela me leve amanhã para comprar um novo, bem lindo. Pensei em um caderno branco de capa dura, tamanho A5, de 200 folhas e provavelmente sem pauta. Acho meio estranho escrever sem linhas, mesmo porque eu sou torta, mas isso tem seu lado positivo. Ainda mais agora eu eu estou querendo começar a desenhar. Se bem que os desenhos ficam legais por cima das linhas. Ok, raciocínio fragmentado, mas, como me disse o Maurício na sexta passada, isso não é importa, porque a vida é feita de coisas fragmentadas - ou coisa que o valha.
Na verdade acho que tudo foi uma confluência de idéias, porque, apesar da Denise ter falado esse negócio do diário de bordo só hoje, ontem eu já tinha ficado encantada com o livro de visitas do Tomie Othake (que era A3 e tinha umas 400 folhas, mas era exatamente do jeito que eu acabei de descrever). Olhei para ele e gritei Eu quero um caderno desses! Me dá? A Paula riu e sugeriu que eu escrevesse isso embaixo das assinaturas das pessoas. Eu escrevi. E fiquei achando isso tudo legal, porque geralmente esses livros têm espaço delimitado para escrever, tipo uma tabela em que você coloca NOME CIDADE/ESTADO E-MAIL e vai embora. Esse, além de não ter a tabela, não tinha liiinhas! Ok, as pessoas nem sempre respeitam as linhas (escrevem poemas trash ou comentários ridículos), mas é mais legal a idéia de ser tudo branco.
Por falar nisso, eu tenho gostado muito das coisas em branco, tenho tido vontade de só olhar para coisas brancas, uma sala branca com mesa branca, quadros pintados em branco, tudo branco. Meio apple, talvez. Roupas brancas, meias, camisas, calças e camisetas, sapatos brancos sem um único arranhão. Tudo lindo, não como nos hospitais, de tecido poliéster, mas como nos filmes bonitos de lençóis de linho, tenho a maior vontade de lençóis de linho branco bem geladinhos, com uma pessoa muito branca ao meu lado, braços tinindo de brancos, os lábios quase sem cor como os de um doente, os cabelos contrastando, não importa se forem castanhos, pretos ou até ruivos - os loiros não contrastariam tanto quanto o necessário.
Acho que tem a ver com limpeza, o que é uma merda. É preciso ser muito limpo para se usar branco. A Paula me deixou com essa nóia imbecil de limpeza.
Fico pensando no cursinho, na apostila aberta em cima da mesa. Uma coisa. De novo eu digo que eu poderia estar fazendo algo de útil, mas, não, eu estou gastando o meu tempo com preocupações. Pelo menos eu estou ouvindo música enquanto me preocupo. E escrevendo aqui, se é que alguém merece a metalinguagem. Conversar com o leitor é metalinguagem? Porra, queria conseguir me desligar do vestibular por pelo menos um segundo de 2008.
Vestibular inútil, aliás. Nem sei o que eu quero. Se eu quero.
Na verdade acho que tudo foi uma confluência de idéias, porque, apesar da Denise ter falado esse negócio do diário de bordo só hoje, ontem eu já tinha ficado encantada com o livro de visitas do Tomie Othake (que era A3 e tinha umas 400 folhas, mas era exatamente do jeito que eu acabei de descrever). Olhei para ele e gritei Eu quero um caderno desses! Me dá? A Paula riu e sugeriu que eu escrevesse isso embaixo das assinaturas das pessoas. Eu escrevi. E fiquei achando isso tudo legal, porque geralmente esses livros têm espaço delimitado para escrever, tipo uma tabela em que você coloca NOME CIDADE/ESTADO E-MAIL e vai embora. Esse, além de não ter a tabela, não tinha liiinhas! Ok, as pessoas nem sempre respeitam as linhas (escrevem poemas trash ou comentários ridículos), mas é mais legal a idéia de ser tudo branco.
Por falar nisso, eu tenho gostado muito das coisas em branco, tenho tido vontade de só olhar para coisas brancas, uma sala branca com mesa branca, quadros pintados em branco, tudo branco. Meio apple, talvez. Roupas brancas, meias, camisas, calças e camisetas, sapatos brancos sem um único arranhão. Tudo lindo, não como nos hospitais, de tecido poliéster, mas como nos filmes bonitos de lençóis de linho, tenho a maior vontade de lençóis de linho branco bem geladinhos, com uma pessoa muito branca ao meu lado, braços tinindo de brancos, os lábios quase sem cor como os de um doente, os cabelos contrastando, não importa se forem castanhos, pretos ou até ruivos - os loiros não contrastariam tanto quanto o necessário.
Acho que tem a ver com limpeza, o que é uma merda. É preciso ser muito limpo para se usar branco. A Paula me deixou com essa nóia imbecil de limpeza.
Fico pensando no cursinho, na apostila aberta em cima da mesa. Uma coisa. De novo eu digo que eu poderia estar fazendo algo de útil, mas, não, eu estou gastando o meu tempo com preocupações. Pelo menos eu estou ouvindo música enquanto me preocupo. E escrevendo aqui, se é que alguém merece a metalinguagem. Conversar com o leitor é metalinguagem? Porra, queria conseguir me desligar do vestibular por pelo menos um segundo de 2008.
Vestibular inútil, aliás. Nem sei o que eu quero. Se eu quero.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Não conseguia mais entender o que eu queria com ela. Seria suficiente passar horas ao seu lado sem falar nada, sem nem ao menos tocá-la. Não precisaria sequer olhá-la, acredito que a sua presença já faria com que eu me sentisse bem. Também seria inútil ouvir a sua voz - mesmo porque tenho certeza de que ela não falaria absolutamente nada se me encontrasse novamente.
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
Em algum momento ela começou a vomitar, já estava quase amanhecendo, segurei seu pescoço e coloquei-a contra a parede. Ela disse Agora você é minha, minha felicidade me faz até chorar. Respondi Me pergunte por que, e eu te direi que eu te amo e que estou sempre pensando em você, que era o refrão da música que ela estava citando.
I went to my mama
I said Mama, please
What do you do when your true love leaves?
She said The hardest thing in the world to do
Is to find somebody
Ela percebeu que não estava sendo seguida, virou a cabeça para trás, na minha direção, e fez um gesto com as mãos que, combinado ao seu olhar e ao seu sorriso bucólico, denunciava o seu amor. Fui de encontro a ela, toquei seus ombros e ela começou a subir os degraus. Subimos dois lances de uma escada de mármore branco, e fomos dar em um corredor mal iluminado. Ela acendeu um abajur, encarou-me e disse Quero te mostrar uma coisa.
She gave orders to spill my blood.
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
Em algum momento ela começou a vomitar, já estava quase amanhecendo, segurei seu pescoço e coloquei-a contra a parede. Ela disse Agora você é minha, minha felicidade me faz até chorar. Respondi Me pergunte por que, e eu te direi que eu te amo e que estou sempre pensando em você, que era o refrão da música que ela estava citando.
I went to my mama
I said Mama, please
What do you do when your true love leaves?
She said The hardest thing in the world to do
Is to find somebody
Believes in you
Ela percebeu que não estava sendo seguida, virou a cabeça para trás, na minha direção, e fez um gesto com as mãos que, combinado ao seu olhar e ao seu sorriso bucólico, denunciava o seu amor. Fui de encontro a ela, toquei seus ombros e ela começou a subir os degraus. Subimos dois lances de uma escada de mármore branco, e fomos dar em um corredor mal iluminado. Ela acendeu um abajur, encarou-me e disse Quero te mostrar uma coisa.
She gave orders to spill my blood.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Preguiiça de post. Nem sei.
Tantas coisas que eu gostaria de estar fazendo, e tudo o que eu consigo sentir é culpa por não estar estudando.
Papéis a imprimir (há horas). Duvido que eu tenha alguma chance. Mas não dá mais, nada do que existe aqui me interessa.
Descobri que, se a sua família ganha menos de 60 mil dólares por ano, você não paga Harvard. Uma loucura, porque aqui quem ganha esse dinheiro em geral tem uma vida boa, cheia de coisas materiais.
Paula chegou. Vou falar com ela e tentar estudar.
Tantas coisas que eu gostaria de estar fazendo, e tudo o que eu consigo sentir é culpa por não estar estudando.
Papéis a imprimir (há horas). Duvido que eu tenha alguma chance. Mas não dá mais, nada do que existe aqui me interessa.
Descobri que, se a sua família ganha menos de 60 mil dólares por ano, você não paga Harvard. Uma loucura, porque aqui quem ganha esse dinheiro em geral tem uma vida boa, cheia de coisas materiais.
Paula chegou. Vou falar com ela e tentar estudar.
Quem vota para que eu comece a passar o endereço deste blog para as pessoas?
Só porque comentários podem ser divertidos... E porque é estranho não escrever para ninguém, e ao mesmo tempo deixar de escrever qualquer coisa, afinal, estamos (in fact, acho que eu estou sozinha) na internet.
Minha cabeça está doendo de um jeito estranho. Dói muito virar os olhos. E pensar na minha testa.
Olhando os papéis (ou os sites em PDF que se tornarão, um dia, papéis) de Harvard. Sim, eu disse Harvard. Não é pouca coisa, bro. E aproveitando para dar uma olhada também nos de Berkeley, e vou ver - já que é pra ver né - os de Yale e também Michigan. Anything else?
Só porque comentários podem ser divertidos... E porque é estranho não escrever para ninguém, e ao mesmo tempo deixar de escrever qualquer coisa, afinal, estamos (in fact, acho que eu estou sozinha) na internet.
Minha cabeça está doendo de um jeito estranho. Dói muito virar os olhos. E pensar na minha testa.
Olhando os papéis (ou os sites em PDF que se tornarão, um dia, papéis) de Harvard. Sim, eu disse Harvard. Não é pouca coisa, bro. E aproveitando para dar uma olhada também nos de Berkeley, e vou ver - já que é pra ver né - os de Yale e também Michigan. Anything else?
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Fuzilamento de Frei Caneca - condenado c/o um dos cabeças da Confereração.
morte honrosa (o normal era a forca). Ele ñ foi enforcado pois ñ se conseguiu um carrasco que se habilitasse (medo da população, que adorava Frei Caneca, e tbm boato de que Virgem Maria teria vindo a Recife e alegado que aquele que o matasse arderia no Inferno)
= burrice de D. Pedro - comprou briga c/ a Igreja, o povo, a maçonaria... Deus às vezes dá mexerica p/ quem não tem unha!
Estou sem humor para arrumar o cabelo.
morte honrosa (o normal era a forca). Ele ñ foi enforcado pois ñ se conseguiu um carrasco que se habilitasse (medo da população, que adorava Frei Caneca, e tbm boato de que Virgem Maria teria vindo a Recife e alegado que aquele que o matasse arderia no Inferno)
= burrice de D. Pedro - comprou briga c/ a Igreja, o povo, a maçonaria... Deus às vezes dá mexerica p/ quem não tem unha!
anotação da aula do Jucenir
Estou sem humor para arrumar o cabelo.
The Fiery Furnaces
Arrumar roupas, escovar os dentes, estudar, estudar, estudar, escrever e, droga, odeio ouvir música enquanto faço alguma outra coisa.
No momento é M. Ward. Tentando deixá-lo em primeiro plano. Dueto para violões. Caara, meu sonho é escolher uma trilha sonora.
Milhões de livros para ler e eu estou aqui... Querida namorada catastrófica, I'll cherish you.
Minha perna está grangrenando porque a Nina está no meu colo há um tempo. Meu joelho também está meio mais ou menos, credo.
No momento é M. Ward. Tentando deixá-lo em primeiro plano. Dueto para violões. Caara, meu sonho é escolher uma trilha sonora.
Milhões de livros para ler e eu estou aqui... Querida namorada catastrófica, I'll cherish you.
Minha perna está grangrenando porque a Nina está no meu colo há um tempo. Meu joelho também está meio mais ou menos, credo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Estou com tontura de tanto fazer exercícios de química. Odeio quando a resposta é "aproximadamente...". Por que não dão números redondos, para eu não ter que ficar fazendo milhões de contas (e cometendo milhões de erros inúteis)?
(...)
Achei um vídeo raro dos White Stripes. Do Nobody Knows How To Talk To Children. Jack muito bêbado, ele conta de um sonho - não deu pra entender nada -, depois vomita no banheiro, depois canta e faz exercícios de voz, tomando água (não sei se para melhorar a voz ou o porre). Tudo isso intercalado com um show. A Meg mostra as suas mãos em carne viva depois do show, em close. Alguém diz, em off, "It's green!", apontando para uma bolha. Ela diz (também em off) "It's not green...", toda gracinha, mas não temos como saber, afinal, as imagens foram gravadas em preto e branco. E assume: "It's disgusting", embora eu tenha certeza de que nada nela é disgusting, e confesso que a vontade de cuidar da mão dela machucada é praticamente incontrolável. O Jack, no show, começa a tocar You're Pretty Good Looking (For a Girl) mas desiste logo no começo, tira a guitarra do ombro e manda a Meg continuar tocando. Ela fica marcando o ritmo no chimbal, a platéia acompanha com palmas. Ele pega o microfone e recomeça a cantar a música, as pessoas, malucas, gritam JACK mil vezes e, quando ele se aproxima da Meg, gritam MEG. Ela sorri e olha para baixo, como sempre.
Droga, é incrível como essa paixão é volátil.
O cara que postou isso no youtube disse para, caso alguém queira mais vídeos dos White Stripes, falar com ele. Cliquei no perfil dele e ele também é um White Stripe addicted, e ele é inglês <3. Mas não mandei nada, não quero ter uma recaída.
Foto da mão zoada da Meg no meu orkut. A isso eu não resisti, é verdade...
(...)
Achei um vídeo raro dos White Stripes. Do Nobody Knows How To Talk To Children. Jack muito bêbado, ele conta de um sonho - não deu pra entender nada -, depois vomita no banheiro, depois canta e faz exercícios de voz, tomando água (não sei se para melhorar a voz ou o porre). Tudo isso intercalado com um show. A Meg mostra as suas mãos em carne viva depois do show, em close. Alguém diz, em off, "It's green!", apontando para uma bolha. Ela diz (também em off) "It's not green...", toda gracinha, mas não temos como saber, afinal, as imagens foram gravadas em preto e branco. E assume: "It's disgusting", embora eu tenha certeza de que nada nela é disgusting, e confesso que a vontade de cuidar da mão dela machucada é praticamente incontrolável. O Jack, no show, começa a tocar You're Pretty Good Looking (For a Girl) mas desiste logo no começo, tira a guitarra do ombro e manda a Meg continuar tocando. Ela fica marcando o ritmo no chimbal, a platéia acompanha com palmas. Ele pega o microfone e recomeça a cantar a música, as pessoas, malucas, gritam JACK mil vezes e, quando ele se aproxima da Meg, gritam MEG. Ela sorri e olha para baixo, como sempre.
Droga, é incrível como essa paixão é volátil.
O cara que postou isso no youtube disse para, caso alguém queira mais vídeos dos White Stripes, falar com ele. Cliquei no perfil dele e ele também é um White Stripe addicted, e ele é inglês <3. Mas não mandei nada, não quero ter uma recaída.
Foto da mão zoada da Meg no meu orkut. A isso eu não resisti, é verdade...
domingo, 18 de maio de 2008
Um fim de semana de muitas horas de sono por causa de muita cólica, será que eu tenho endometriose? Se eu tiver vai ser estranho, porque isso tem a ver com não ter filhos, e é engraçado pensar que, de acordo com o conceito de vida (nascer, reproduzir, morrer) eu já deveria ter alguns filhos, o que não se aplica nem um pouco à minha vida.
Isso tudo porque o Nelson fala de coisas horríveis na aula dele (doenças & desgraças), o que me deixa muito hipocondríaca, por mais que eu odeie médicos e hospitais e preferisse que eles todos ficassem embaixo da terra, bem longe de mim.
Fiquei transcrevendo e reescrevendo umas coisas agora, vou te dizer que isso dá o maior trabalho. E por causa da invalidez não estudei praticamente nada no fim de semana. Bom, agora são 21h20, vou ver se pelo menos termino a lição do Robby (adoro conseguir fazer coisas de matemática, me dá o maior orgulho perceber que eu sou capaz de entender essas coisas).
Isso tudo porque o Nelson fala de coisas horríveis na aula dele (doenças & desgraças), o que me deixa muito hipocondríaca, por mais que eu odeie médicos e hospitais e preferisse que eles todos ficassem embaixo da terra, bem longe de mim.
Fiquei transcrevendo e reescrevendo umas coisas agora, vou te dizer que isso dá o maior trabalho. E por causa da invalidez não estudei praticamente nada no fim de semana. Bom, agora são 21h20, vou ver se pelo menos termino a lição do Robby (adoro conseguir fazer coisas de matemática, me dá o maior orgulho perceber que eu sou capaz de entender essas coisas).
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Hoje o Jucenir (História do Brasil) jurou que, há uns anos, alguns alunos do Anglo fizeram um site "Jucenir para preseidente!". Fiquei morrendo de curiosidade, o que me fez ir atrás disso. Mas tudo o que eu encontrei foram notícias sobre um tal de Jucenir Stentzler, que é presidente de alguma organização da agropecuária latino-americana, e também milhares de pessoas citando o nosso querido professor em teses, artigos e até entrevistas. Cliquei em um blog que continha uma fala do Jucenir (meio mal transcrita, mas ok), e fiquei lá fuçando nos arquivos do garoto. Tudo meio periclitante, ele fez Anglo no ano passado, palavras confusas, frases desconexas. O primeiro post tinha o título Escrever, e dizia que ele estava fazendo psicologia mas que achava que a grande coisa na vida dele era escrever. Assim, que ele estava gostando da faculdade e tudo, mas que ele achava que um dia ia acabar só fazendo isso.
jkbdsjkbdkajsndkan v;ld;fjl;.alndkl
Sei lá. Achei fooda! E ele passou no vestibular HEHEHEHE escrevendo mal!!!!!!!!!! PICA DE PICA DE PICA DE PICA
Miiiinha vida, como tudo cansa. As pessoas, as apostilas, o despertador, o frio cansa pra caralho, a minha mãe e a falta da minha irmã, a fome e a gordura que nunca pára de existir, cansa tanto que dá até olheiras, e as olheiras, o fato de elas estarem sob os meus olhos, cansa muito muito muito, me cansam os quadradinhos não preenchidos, cansa um dia depois do outro um dia depois do outro um dia depois do ou, cansa ter medo, cansa clicar no link errado, tomar água, sentir a mão gangrenando, ter que fazer cara de legal, ter que rir e conversar e também cansa ficar sozinha sem ninguém, cansa não fazer nada e cansa fazer tudo ao mesmo tempo, cansa muito sair de casa pegar o ônibus e começar tudo outra vez (cansa segunda-feira mais que tudo), cansa amor, mesmo quando ele nem existe, cansa livro que quer ser lido, e jornal que te espera todos os dias, cansa leite frio mas leite quente dá sono, cansa compromisso por isso eu não quero mais tanto compromisso, cansa saber que eu terei cada dia mais compromisso, cansa desculpa, cansa problema, cansa saudade, cansa, cansa, cansa, cansa dinheiro e não ter roupas de frio, cansa, como cansa, palavra estranha, né?
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Sei lá. Achei fooda! E ele passou no vestibular HEHEHEHE escrevendo mal!!!!!!!!!! PICA DE PICA DE PICA DE PICA
Miiiinha vida, como tudo cansa. As pessoas, as apostilas, o despertador, o frio cansa pra caralho, a minha mãe e a falta da minha irmã, a fome e a gordura que nunca pára de existir, cansa tanto que dá até olheiras, e as olheiras, o fato de elas estarem sob os meus olhos, cansa muito muito muito, me cansam os quadradinhos não preenchidos, cansa um dia depois do outro um dia depois do outro um dia depois do ou, cansa ter medo, cansa clicar no link errado, tomar água, sentir a mão gangrenando, ter que fazer cara de legal, ter que rir e conversar e também cansa ficar sozinha sem ninguém, cansa não fazer nada e cansa fazer tudo ao mesmo tempo, cansa muito sair de casa pegar o ônibus e começar tudo outra vez (cansa segunda-feira mais que tudo), cansa amor, mesmo quando ele nem existe, cansa livro que quer ser lido, e jornal que te espera todos os dias, cansa leite frio mas leite quente dá sono, cansa compromisso por isso eu não quero mais tanto compromisso, cansa saber que eu terei cada dia mais compromisso, cansa desculpa, cansa problema, cansa saudade, cansa, cansa, cansa, cansa dinheiro e não ter roupas de frio, cansa, como cansa, palavra estranha, né?
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