Um dia, quando uma mulher tiver o diamante do seu pescoço elogiado pelo homem que chega ao seu encontro em um restaurante qualquer, ela responderá Obrigada. É a minha namorada.
Ele rirá, sem entender, e, ao puxar uma cadeira para se sentar, ela explicará, depois de um breve gole de vinho tinto: Átomos de carbono. Diamantes são feitos de átomos de carbono, assim como a minha namorada.
Ele então entenderá do que ela estava falando, e contará à minha ex-namorada viúva a respeito de um artista que exigiu ser transformado em grafites de lápis. O mesmo princípio do carbono do seu diamante.
Ela tocará a corrente de ouro, melancólica, e apertará o diamante com os dedos por alguns instantes.
O garçom servirá vinho a ele, e eles pedirão entradas.
Ela continuará pensando no meu corpo que pende do seu pescoço, ele pensará no corpo dela que descansa dentro do vestido verde escuro. Ele fingirá admirar o diamante enquanto seu olhar tentará entrar pelo decote dela.
Queria influenciar outras pessoas, ele continuará falando do artista-grafite. Mas entre eles o assunto sempre acabaria muito rápido.
Ela sorrirá. Parece mais interessante do que uma simples lembrança, ela dirá, apontando para o colar, embora soubesse que aquilo não só era uma coisa idiota de se falar, como também era algo em que ela não era capaz de acreditar nem por um segundo.
Não acho, ele responderá, inclinando uma das mãos na minha direção. Ela se esquivará. Não toque nela.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
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