quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Me me me me is all you think that I care aboutttt
I love you though you hurt me so. It's fine the way you want me on your own but in the end it's always me alone. I said please, please don't insist. I had to have to have this talk with you, my happiness depends on you, in whatever you decide to do. I think about you day and night (it's only right to think about the girl you love and hold her tight). In the easy heat, come away.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A

Do sol ainda fraco daquela manhã de inverno escura e do frio insistente do mês de março nova yorkino queixava-se Anna Farthing, que acordara muito cedo e sem muita disposição.

Por volta das sete horas, ela se levantou da cama com dificuldade e caminhou até a geladeira, providenciou algo – nada além de um copo de leite com chocolate – para comer, trocou o pijama confortável por uma legging, uma camiseta e um casaco e finalmente saiu de casa.

O ar que saía da sua boca transformava-se em uma névoa que lentamente dispersava-se à sua frente. A cada passo dado, Anna arrependia-se de ter deixado sua cama quente, sentia como se seus ossos estivessem penetrando cada vez mais para dentro de seu próprio corpo, uma dor análoga à da pequena sereia quando escolheu se tornar humana.

Feliz ou tragicamente, seu destino, o Central Park, não estava longe.

B

Foi em um dia de março. O ano era 2004, e Nova York já estava começando a se recuperar do inverno. Naquele dia a temperatura chegava a quase cinco graus, o que fez com que eu pudesse fazer algo que não fazia há algum tempo - por causa do frio - e que era uma das minhas atividades preferidas: correr no Central Park. Acordei cedo, comi alguma coisa e fui andando em direção ao parque.

Eu tinha dezenove anos e uma vida sem grandes agitações: havia me formado há quase um ano na escola, e desde lá não havia encontrado nada que me parecesse minimamente divertido. Tentei entrar em algumas faculdades mas não consegui, mesmo porque eu não era uma boa aluna e nem tinha muito interesse pelas matérias do colégio, o que me tornava uma pessoa conformada em ter uma vida medíocre para sempre.


Quem escolher entre A e B ganha um prêmio!
Pessoalmente, eu prefiro bem mais o A, mas o B fica muuito mais legal no contexto.
(só um teste pra ver se alguém aparece nesse fim de mundo)
Estou falando com a Hannah no gtalk, pela segunda vez no dia!!
Descobrimos que o fuso horário de Brighton é só de 2 horas a mais que aqui, e estamos trocando e-mails de grupo divertidos! (viva o gmail! Viva o Google!!).
Ela também fez um blog: http://ohgrandecoisa.blogspot.com ;)

14 inscritos em editoração. Por incrível que pareça, não estou tão triste. Estou tentando (e conseguindo) não pensar no futuro. Só tenho raiva desse maldito azar!

Sem muito o que falar. Prova de bolsa do Anglo amanhã. Aniversário da Mari hoje. Estou com a sensação de já ter dito tudo isso antes. Já disse?
Vou xavecar o Ernesto pra ver se ele me dá um descontinho experto mesmo que eu não vá muito bem na prova, porque, afinal, eu QUASE passei!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pulei e gritei tanto ontem a noite que a vizinha de baixo até interfonou para reclamar! Mas garanto que foi por uma boa causa: descobri que, ano passado, três pessoas foram convocadas na segunda e terceira chamadas de editoração e, no ano retrasado, outras duas; mas o melhor de tudo é que uma menina que passou já deu certeza que vai desistir do curso!!!!!!! Isso faz de mim a PRIMEIRA DA LISTA DE ESPERA, ou seja, só preciso agora que um único infeliz desista!

Estou muito nervosa, embora eu só tenha como saber se vai dar certo - não oficialmente - amanhã (vou lá na ECA perguntar quantos se matricularam) e a segunda chamada só saia no dia 22.

Sei lá, é uma chance, então vamos torceeeeeeeeeeeer! Imagina ficar livre da pica do cursinho?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Despedida final da Hannah ontem. Tive uma idéia legal de surpresa para ela.

Depois encontramos a Antonietta na praça com a Fiona, uma terrier escocês.

Depois churrasco do Kc, depois aniversário da Clau na Vila com todos os bares lotados e, por isso, volta para casa antecipada.

Hoje nada demais, só exposição da Tarsila do Amaral na Pinacoteca (eu e a Paula descobrimos que ela é a maior picareta) e milk shake na Cremeria.

Queria saber quando saem as notas da fuvest. A Paula disse pra eu falar no Anglo que eu mereço um puta desconto, por causa da minha classificação. Duvido que o Ernesto acate essa idéia. Mas, em todo o caso, ainda tem a prova de bolsa, que pode acabar sendo um consolo. Veremos.

Os futuros estudantes da USP vão amanhã no Santa depois do trote, estilo olha-eu-passei!, que é o que eu faria se tivesse passado. Acho que também vou dar uma passada lá, porque ainda não superei essa perda.

Talvez corrida amanhã, talvez só em março, não sei, ainda não decidi.

Fiz algumas tentativas de escrever um e-mail para a Hannah mas não deu certo. Mais tarde eu tento de novo.

Meio empacada na escrita, acho que vou recomeçar uma parte. A Paula perguntou alguma coisa sobre o Mario Kart DS e eu esqueci o que ia falar. Denise e Paula falando sobre o fim do horário de verão, Paula dizendo que ia ser uma economia de protetor solar.

Ah, lembrei! Eu ia dizer que acho que a gente vai ganhar um monitor novo, e aí eu ia poder escrever no meu computador, que deixaria de ser digno de repartição pública.

Paula diz: ai, eu sinto tanta falta de balada de videio game. Aham...

Ai, ai. Acho que vou ler. Ou escovar os dentes. Ou sei lá. Talvez fique na fila do video game. Ah, é.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Descobri que fiquei em décimo sétimo lugar na classificação da fuvest! Uma pica.

Hoje fui no Santa e foi triste. Ontem fui na Vila e foi engraçado.

A Hannah vai embora amanhã e isso é estranho, vai ter café da manhã em grupo na Letícia, possivelmente com a presença de pessoas interessantes.

Agora estou mais ainda com bode de cursinho, porque percebi que é possível passar no vestibular. Muitos professores da escola me disseram que cursinho não é tão insuportável assim. A Dedé disse para eu passar seis meses vendo filme e seis meses fazendo cursinho, o que não é uma má idéia mas dificilmente será aprovado pela Denise.

Fiquei feliz porque eu não fui mal mas fiquei noiada, aquele típico nervosismo de vestibulando, do tipo: se eu tivesse acertado mais um único item na segunda fase talvez eu tivesse passado, se eu tivesse acertado mais um teste talvez eu tivesse passado, se eu tivesse ido melhor no ENEM talvez eu tivesse passado!!

Entreguei um capítulo da minha história para o Alej ler, o único capítulo que já existe de verdade, mas não sei se está propriamente bom, nem tive tempo de arrumar os últimos detalhes, mas estava querendo que ele visse isso logo, queria uma opinião externa, de alguém experiente, praticamente profissional.

Ontem a Denise fez torta de pecan porque eu não passei no vestibular, comi um pedaço hoje e ela e a Paula comeram mil entre hoje e ontem. Ela ficou orgulhosa quando soube do décimo sétimo e tudo.

Agora vou descansar e jogar video game. Domingo é aniversário da Clau, terça da Mari, quarta tem prova de bolsa do Anglo. Just like life.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Agora que eu não passei na faculdade eu fico pensando se eu devo mesmo fazer uma faculdade. Eu não consigo pensar em nada que eu gostaria de ficar estudando por alguns anos, ou penso em muitas coisas e acho que a solução seria fazer umas dez faculdades ao mesmo tempo.

Não sei o que eu quero fazer da minha vida, acho difícil escolher entre tão poucas opções, queria passar um grande tempo enclausurada lendo, que é uma coisa que ia fazer bem pra mim e talvez até para o meu futuro.

Tenho vontade de chorar toda as vezes que lembro que eu sou uma fracassada - tenho 17 anos e já sou uma fracassada. Fico pensando nas pessoas que gostam de mim, se elas realmente existem ou não. Fico pensando nas pessoas das quais eu gosto, e acho que elas existem menos ainda (não que elas não estejam no mundo, é só que eu não sei se elas se importam comigo tanto quanto eu me importo com elas).

Fiquei jogando o DS da Paula por duas horas, para tentar não pensar em nada, mas quando eu finalmente parei os pensamentos começaram a me atormentar, a colidir com força uns com os outros dentro da minha cabeça.

Queria acreditar em alguma coisa, queria algum estímulo, eu não sei, fico pensando na minha vida em 2008 e me vejo naquela sala desconfortável do cursinho, resolvendo testes de vestibular. Existe alguma coisa pior do que testes de vestibular?
a) pesadelos
b) não ter ninguém
c) não saber se divertir
d) ter inveja
e) morrer

Vou passar um ano estudando para entrar em uma faculdade que eu não vou gostar, um ano aprendendo coisas que eu já aprendi, sem conhecer ninguém legal e sem fazer coisas legais, praticamente sem férias - não que eu goste tanto assim de férias -, um ano me preocupando toda a vez que eu for fazer coisas que não sejam estudar, enfim, um ano perdido.

Eu sei que já é ir longe demais, mas toda vez que eu começo a pensar nessas coisas, sobre futuro e tudo, eu penso na catástrofe que vai ser a minha vida, penso em mim daqui a dez ou quinze anos, sem emprego nem dinheiro, morando na casa da minha mãe.

No final do ano passado eu pensava em fazer os meus próprios planos quinquenais (teclado sem trema), mas desisti quando percebi que talvez não fosse necessário. Bom, acho que é hora de retomar a idéia: a minha vida tem cinco anos para dar minimamente certo. Não vou falar o que eu considero que seja dar minimamente certo, mas saberei o que isso significa daqui a cinco anos.

Quem quer que esteja lendo isso tem a minha palavra de que caso as coisas não melhorem eu vou viver só até os 22 anos.