Venha para mim de novo
Na noite fria fria.
(saudades da Meg, sono, saudades da Meg, vontade de não dormir)
Odeio computador, não leva a lugar nenhum, vai ser chato acordar amanhã no frio já que eu não tenho mais motivo para acordar cedo.
Férias
sisos
Argan, T. J. Clark, design no Brasil
amigas
baladas
esporte?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
O único consolo é que os meus momentos ruins se transformam em palavras (You take your ordinary life and make gossip of it; I take mine and turn it into literature).
Todas as coisas que eu quis fazer mas não consegui, tudo o que eu imaginei e por qualquer motivo não deu certo (porque nenhuma situação acontece exatamente da maneira como tinha sido imaginada).
Elas sopravam asteriscos para dentro da boca uma da outra. Eu derretia contra a parede oposta (os joelhos dobrados, as costas retas e os ombros caídos), ela olhava para mim a cada dois ou três suspiros, eu abria os olhos quando conseguia - por que ela continuava me olhando?
Ela não me queria, eu não podia mais continuar olhando, eu preferia que ela me odiasse. Eu me contorcia, na ponta dos pés, jogava o pescoço para trás. Seria melhor que ela dissesse Nem fodendo, que pedisse para eu ir embora antes que fosse tarde demais. Que ela gritasse comigo do que ter que agir como a pessoa mais chata do mundo, ela nem era a pessoa mais legal do mundo.
Todas as coisas que eu quis fazer mas não consegui, tudo o que eu imaginei e por qualquer motivo não deu certo (porque nenhuma situação acontece exatamente da maneira como tinha sido imaginada).
Elas sopravam asteriscos para dentro da boca uma da outra. Eu derretia contra a parede oposta (os joelhos dobrados, as costas retas e os ombros caídos), ela olhava para mim a cada dois ou três suspiros, eu abria os olhos quando conseguia - por que ela continuava me olhando?
Ela não me queria, eu não podia mais continuar olhando, eu preferia que ela me odiasse. Eu me contorcia, na ponta dos pés, jogava o pescoço para trás. Seria melhor que ela dissesse Nem fodendo, que pedisse para eu ir embora antes que fosse tarde demais. Que ela gritasse comigo do que ter que agir como a pessoa mais chata do mundo, ela nem era a pessoa mais legal do mundo.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A Denise me irrita por querer almoçar cedo demais; depois eu fico passando fome durante todo o resto do dia, o que é naturalmente um problema para ela, e não para mim. Primeiro porque eu amo ter fome depois de comer (ainda mais especial se for logo depois). Segundo porque, mesmo que no começo a fome possa me deixar com raiva, depois de algumas horas ela obviamente se torna a minha raison d'être.
Depois de muitas horas sem comer, a perspectiva de vir a comer outra vez na vida se torna repulsiva. Se eu posso sobreviver bem sem comida, então por quê? É claro que isso já foi mais forte, muito mais forte, eu colecionava horas sem colocar nem uma gota de água dentro da boca, quanto mais horas melhor, quanto menos peso, menos corpo, mais pele sobrando.
Quanto mais os meus ossos dóem, mais feliz eu me sinto. Eu sei que é errado, mas é assim que eu me sinto, e eu não mentiria sobre isso - não para mim mesma.
Odeio agir de má fé (do jeito Sartre), então não escondo as coisas de mim, nem quando isso for dolorido demais. Nunca.
Mas eu vim aqui para escrever coisas mundanas - cansei dos meus pensamentos blasé dos últimos tempos. Eu vim aqui reclamar da Denise e acabei vomitando um monte de palavras que poderiam, todas elas, estar dentro de um único par de parênteses.
Vim aqui para falar de mim, e não de mim no sentido 'o que eu sinto', nem 'o que eu penso', mas no sentido 'o que eu fiz'.
Ontem trabalho finalmente terminado. O papelão é ingrato, o lame é ingrato. E eu até hoje não sei o que significa 'lame'. Eu sei lá se é uma sigla, uma abreviação...
Daí eu fui no Fifties e pedi um sorvete cabuloso (que mania horrível de chamar tudo de 'cabuloso'), e isso é como uma ponta do ciclo que eu mencionei no começo do post. Apesar de tudo, eu tenho que me centrar, respirar fundo e dizer para mim mesma: Não vai acontecer de novo. Eu não vou deixar acontecer.
Outro dia, enquanto eu assistia a uma mesa redonda (Rico Lins no Tomie Othake), ela veio para mim outra vez. Eu tinha comido um hamburger naquela noite, e ela começou a falar comigo. Pude reconhecer a sua voz, que é muito parecida com a minha mas mantém sempre a mesma entonação, sempre se utilizando com enorme propriedade da função fática. Ela é incisiva e começa a falar quando bem entende. Não adianta tentar não escutar, ela fala as mesmas coisas até que você preste atenção.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas e, se eu estivesse sozinha, provavelmente teria apertado a minha cabeça com as duas mãos e gritado até que ela parasse, mesmo sabendo que ela não iria parar. Ela faz perguntas como 'O que você quer de mim?', 'Aonde você quer chegar?', perguntas que eu é que deveria fazer a ela. Eu já fui dela, eu sei, eu já fiz muito do que ela me mandou fazer, já deixei de gostar das pessoas que são importantes para mim por ela. Levei ela ao extremo de toda a minha razão: nada mais no mundo fazia sentido.
E então eu estou, de novo, falando do mesmo assunto. Eu poderia ser um gravador no modo repeat?
Amanhã acabam as aulas e eu não sei como vai ser. Tantas coisas para fazer, tanto tempo, e ao mesmo tempo nenhum tempo nem nada, nem nada para fazer, nem nada com o que me preocupar - e tudo com o que me preocupar.
Não sei mais o que eu quero (se é que eu algum dia já soube), mas essa inércia de ter trabalhos para entregar e textos para ler e conceitos para entender não me deixava parar para pensar. Agora eu vou ter tempo - A mente vazia é oficina do demônio (São Paulo?) -, e vou ficar muito mais em casa, e muito mais longe do convívio social.
A situação ideal para ela; sim, eu voltei ao mesmo assunto pela terceira vez.
Depois de muitas horas sem comer, a perspectiva de vir a comer outra vez na vida se torna repulsiva. Se eu posso sobreviver bem sem comida, então por quê? É claro que isso já foi mais forte, muito mais forte, eu colecionava horas sem colocar nem uma gota de água dentro da boca, quanto mais horas melhor, quanto menos peso, menos corpo, mais pele sobrando.
Quanto mais os meus ossos dóem, mais feliz eu me sinto. Eu sei que é errado, mas é assim que eu me sinto, e eu não mentiria sobre isso - não para mim mesma.
Odeio agir de má fé (do jeito Sartre), então não escondo as coisas de mim, nem quando isso for dolorido demais. Nunca.
Mas eu vim aqui para escrever coisas mundanas - cansei dos meus pensamentos blasé dos últimos tempos. Eu vim aqui reclamar da Denise e acabei vomitando um monte de palavras que poderiam, todas elas, estar dentro de um único par de parênteses.
Vim aqui para falar de mim, e não de mim no sentido 'o que eu sinto', nem 'o que eu penso', mas no sentido 'o que eu fiz'.
Ontem trabalho finalmente terminado. O papelão é ingrato, o lame é ingrato. E eu até hoje não sei o que significa 'lame'. Eu sei lá se é uma sigla, uma abreviação...
Daí eu fui no Fifties e pedi um sorvete cabuloso (que mania horrível de chamar tudo de 'cabuloso'), e isso é como uma ponta do ciclo que eu mencionei no começo do post. Apesar de tudo, eu tenho que me centrar, respirar fundo e dizer para mim mesma: Não vai acontecer de novo. Eu não vou deixar acontecer.
Outro dia, enquanto eu assistia a uma mesa redonda (Rico Lins no Tomie Othake), ela veio para mim outra vez. Eu tinha comido um hamburger naquela noite, e ela começou a falar comigo. Pude reconhecer a sua voz, que é muito parecida com a minha mas mantém sempre a mesma entonação, sempre se utilizando com enorme propriedade da função fática. Ela é incisiva e começa a falar quando bem entende. Não adianta tentar não escutar, ela fala as mesmas coisas até que você preste atenção.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas e, se eu estivesse sozinha, provavelmente teria apertado a minha cabeça com as duas mãos e gritado até que ela parasse, mesmo sabendo que ela não iria parar. Ela faz perguntas como 'O que você quer de mim?', 'Aonde você quer chegar?', perguntas que eu é que deveria fazer a ela. Eu já fui dela, eu sei, eu já fiz muito do que ela me mandou fazer, já deixei de gostar das pessoas que são importantes para mim por ela. Levei ela ao extremo de toda a minha razão: nada mais no mundo fazia sentido.
E então eu estou, de novo, falando do mesmo assunto. Eu poderia ser um gravador no modo repeat?
Amanhã acabam as aulas e eu não sei como vai ser. Tantas coisas para fazer, tanto tempo, e ao mesmo tempo nenhum tempo nem nada, nem nada para fazer, nem nada com o que me preocupar - e tudo com o que me preocupar.
Não sei mais o que eu quero (se é que eu algum dia já soube), mas essa inércia de ter trabalhos para entregar e textos para ler e conceitos para entender não me deixava parar para pensar. Agora eu vou ter tempo - A mente vazia é oficina do demônio (São Paulo?) -, e vou ficar muito mais em casa, e muito mais longe do convívio social.
A situação ideal para ela; sim, eu voltei ao mesmo assunto pela terceira vez.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Acho estranho como algumas músicas (ou alguns álbuns, ou até algumas bandas) acabam ficando associadas a períodos, sensações ou objetos extremamente marcados. Percebi a verdadeira relevância disso enquanto eu e a Paula ouvíamos Kinks no sábado.
Músicas como Drivin', Victoria ou Yes sir funcionam como retratos tristes de 2004 - para nós duas.
Em 2005, Get Behind Me Satan foi a trilha sonora da minha semana de provas. Ele tinha acabado de ser lançado, e eu o escutava pelo menos duas vezes por dia. Ajudou a me livrar de recuperações mesmo tendo estragado todas as minhas tentativas de estudo.
As férias de 2005 para 2006 foram invadidas pelos Strokes com seu First Impressions of Earth. Hoje não está mais na minha cabeça, mas foi importante no segundo ano, quando eu e a Hannah fazíamos analogias descomplicadas de Heart in a cage com o Romantismo que aprendíamos com a Antonietta: See, I'm stuck in a city but I belong to a field.
Em 2006, os Raconteurs lançaram o seu primeiro álbum. O vício durou alguns meses, sendo depois substituído por De Stijl, dos White Stripes, não sei bem por que. Antes disso, The best little secrets are kept, do Louis XIV, marcou o momento em que eu percebi que queria puxar meninas pelo cabelo e arrancar as suas roupas com os dentes.
Mais no começo de 2006, o Supergrass conseguiu roubar horas da minha vida; seus dois primeiros álbuns me lembram o carro da minha irmã - assim como o Transfiguration Of Vincent do M. Ward, que eu também associo a uma regata branca da Zara (que ainda existe mas está velha demais) e às minhas idas freqüentes e doloridas ao dentista, por causa do aparelho.
O começo de 2007 foram b sides do Franz Ferdinand: Better in Hoboken (versão meio acústica de Jacqueline), Don't start, Words so Leisured (Darts of pleasure calminha com o Alex Kapranos cantando drogadíssimo), Bang bang (All for you, all for you, all for you, Sophie...) e principalmente Love and destroy, esta última muito associada à fase degradante que eu estava vivendo. Icky thump, White Stripes, foi o álbum da minha melhora - física, e não psicológica.
Gallowbird's bark, dos Fiery Furnaces, é do período entre o fim da segunda fase da Unicamp e a divulgação do resultado da Fuvest. Tonight, do Franz Ferdinand, é o mesmo que não ter passado na Fuvest.
Detroit Cobras são amores frustrados de 2006 e 2007; Beatles (Help, Please please me, Revolver - cheguei a escrever um roteiro sobre Revolver) é a minha experiência negativa em 2005.
Consolers Of The Lonely, The Raconteurs, é voltar dos Estados Unidos e perceber que tudo ainda poderia dar certo; Widow City, The Fiery Furnaces, é perceber que nada poderia dar certo (e sair escrevendo SHE MEANS NOTHING TO ME NOW pela casa).
Supergrass, Louis XIV e Fiery Furnaces (com Bitter Tea) são o Peter, meu primeiro iPod. White denim é verão 2008/2009.
Road to Rouen, Supergrass, é o meu peso ideal: embora o mais estável de todos os meus pesos, foi a última gota de um copo que começou a transbordar e parecia que nunca poderia voltar a se esvaziar. Walk a mile, Holly Golightly, é o meu Converse Weapon amarelo e azul, que eu ganhei quando fiz 16 anos. Junto com o Louis XIV, a Holly (e a sua bonitinha She said) ajudou a construir a minha personalidade (And she meant: you're all I see. You complete me. Yes you complete me. It's you I'm for).
Músicas como Drivin', Victoria ou Yes sir funcionam como retratos tristes de 2004 - para nós duas.
Em 2005, Get Behind Me Satan foi a trilha sonora da minha semana de provas. Ele tinha acabado de ser lançado, e eu o escutava pelo menos duas vezes por dia. Ajudou a me livrar de recuperações mesmo tendo estragado todas as minhas tentativas de estudo.
As férias de 2005 para 2006 foram invadidas pelos Strokes com seu First Impressions of Earth. Hoje não está mais na minha cabeça, mas foi importante no segundo ano, quando eu e a Hannah fazíamos analogias descomplicadas de Heart in a cage com o Romantismo que aprendíamos com a Antonietta: See, I'm stuck in a city but I belong to a field.
Em 2006, os Raconteurs lançaram o seu primeiro álbum. O vício durou alguns meses, sendo depois substituído por De Stijl, dos White Stripes, não sei bem por que. Antes disso, The best little secrets are kept, do Louis XIV, marcou o momento em que eu percebi que queria puxar meninas pelo cabelo e arrancar as suas roupas com os dentes.
Mais no começo de 2006, o Supergrass conseguiu roubar horas da minha vida; seus dois primeiros álbuns me lembram o carro da minha irmã - assim como o Transfiguration Of Vincent do M. Ward, que eu também associo a uma regata branca da Zara (que ainda existe mas está velha demais) e às minhas idas freqüentes e doloridas ao dentista, por causa do aparelho.
O começo de 2007 foram b sides do Franz Ferdinand: Better in Hoboken (versão meio acústica de Jacqueline), Don't start, Words so Leisured (Darts of pleasure calminha com o Alex Kapranos cantando drogadíssimo), Bang bang (All for you, all for you, all for you, Sophie...) e principalmente Love and destroy, esta última muito associada à fase degradante que eu estava vivendo. Icky thump, White Stripes, foi o álbum da minha melhora - física, e não psicológica.
Gallowbird's bark, dos Fiery Furnaces, é do período entre o fim da segunda fase da Unicamp e a divulgação do resultado da Fuvest. Tonight, do Franz Ferdinand, é o mesmo que não ter passado na Fuvest.
Detroit Cobras são amores frustrados de 2006 e 2007; Beatles (Help, Please please me, Revolver - cheguei a escrever um roteiro sobre Revolver) é a minha experiência negativa em 2005.
Consolers Of The Lonely, The Raconteurs, é voltar dos Estados Unidos e perceber que tudo ainda poderia dar certo; Widow City, The Fiery Furnaces, é perceber que nada poderia dar certo (e sair escrevendo SHE MEANS NOTHING TO ME NOW pela casa).
Supergrass, Louis XIV e Fiery Furnaces (com Bitter Tea) são o Peter, meu primeiro iPod. White denim é verão 2008/2009.
Road to Rouen, Supergrass, é o meu peso ideal: embora o mais estável de todos os meus pesos, foi a última gota de um copo que começou a transbordar e parecia que nunca poderia voltar a se esvaziar. Walk a mile, Holly Golightly, é o meu Converse Weapon amarelo e azul, que eu ganhei quando fiz 16 anos. Junto com o Louis XIV, a Holly (e a sua bonitinha She said) ajudou a construir a minha personalidade (And she meant: you're all I see. You complete me. Yes you complete me. It's you I'm for).
domingo, 7 de junho de 2009
Descobri que eu não tenho com quem conversar. Parte disso é culpa de não ter amigas por perto todos os dias (o que não acontecia na escola ou no cursinho). Então, quando eu finalmente encontro alguma delas - em geral em finais de semana - as assuntos acumulados já são tantos que acabam virando nenhum. Conversamos sobre qualquer coisa que diga respeito a nada (o tempo, a rotina, problemas pequenos e passageiros ou que nem existem); nunca consigo deixar que as minhas angústias se tornem palavras, nem que elas saiam do meu corpo de qualquer outra maneira.
Ao invés disso, elas se fincam cada vez mais para dentro da minha consciência. Não as deixar sair é o mesmo que me acostumar com elas, elas me habitam e, no fundo, fazem parte de mim. São a minha personalidade, embora eu tente ao máximo não parecer uma pessoa angustiada.
Acho que um ponto crucial seria ter alguém para quem dar satisfação. Não necessariamente alguém que se preocupasse comigo, mas também não alguém que não me conhecesse bem o suficiente. Alguém que minimamente se importasse, e estivesse sempre disposto a ouvir e discutir qualquer coisa. Não uma pessoa que me cobrasse, nem que achasse estranho se eu ligasse para ela e não falasse nada ou se ficássemos nos encarando por horas sem dizer nada.
Eu poderia falar ou poderia não falar. Seria uma opção. Poderia não querer falar por semanas, e de repente, quando eu precisasse, ela apareceria para mim de novo. A nossa relação não seria mútua: eu claramente me aproveitaria dela. Mas ela não trataria isso como um problema.
No fim, as pessoas se aproveitam umas das outras, e as pessoas sensatas não tratam isso como um problema. É mais comum do que eu imaginava.
Ao invés disso, elas se fincam cada vez mais para dentro da minha consciência. Não as deixar sair é o mesmo que me acostumar com elas, elas me habitam e, no fundo, fazem parte de mim. São a minha personalidade, embora eu tente ao máximo não parecer uma pessoa angustiada.
Acho que um ponto crucial seria ter alguém para quem dar satisfação. Não necessariamente alguém que se preocupasse comigo, mas também não alguém que não me conhecesse bem o suficiente. Alguém que minimamente se importasse, e estivesse sempre disposto a ouvir e discutir qualquer coisa. Não uma pessoa que me cobrasse, nem que achasse estranho se eu ligasse para ela e não falasse nada ou se ficássemos nos encarando por horas sem dizer nada.
Eu poderia falar ou poderia não falar. Seria uma opção. Poderia não querer falar por semanas, e de repente, quando eu precisasse, ela apareceria para mim de novo. A nossa relação não seria mútua: eu claramente me aproveitaria dela. Mas ela não trataria isso como um problema.
No fim, as pessoas se aproveitam umas das outras, e as pessoas sensatas não tratam isso como um problema. É mais comum do que eu imaginava.
Assinar:
Comentários (Atom)
