quinta-feira, 27 de novembro de 2008

momento Oskar

E se sempre que você andasse na rua os carros tentassem te atropelar, e você tivesse que ficar fugindo que nem um babaca, em uma luta constante pela sua própria vida? O objetivo deles seria certamente te matar, e o seu seria acumular pontos e chegar ao destino desejado. As calçadas seriam áreas de neutralidade por onde os carros não conseguiriam passar. Uma rua poderia estar deserta, mas bastaria por o pé no chão para milhares de carros surgirem do nada.

Quanto maior o veículo que te atropelasse, mais pontos você perderia. Se eles estivessem furando sinais ou na contra-mão, você ganharia bônus, mas, se você é que estivesse cometendo ilegalidades quando fosse atropelado, perderia mais vida.

Cada rua atravessada que te deixasse mais perto do seu ponto final faria um brilho azul piscar - ocupando todo o seu campo de visão por alguns segundos - e, quando você andasse em uma direção que não fosse a correta, um homenzinho poderia aparecer na sua frente dizendo WRONG WAY (igual no Mario Kart).

Cruzar avenidas é mais perigoso, portanto, daria mais pontos. Você também deveria estar atento a pessoas suspeitas que andam sozinhas, com as mãos nos bolsos e a cabeça abaixada: elas poderiam querer te jogar no meio da rua só para você ser atropelado.

E cuidado para não se machucar demais. Um jeito bom de recuperar a sua forma física seria passar por hospitais, onde poderia haver pessoas distribuindo ataduras, consertando os seus ossos quebrados só com um toque e assoprando suas feridas até sarar, quase como em um pit stop de fórmula 1. Também seria importante estar com os níveis de sede e fome sempre no "OK", o que poderia ser resolvido ao se passar por uma barraquinha de um dos nossos patrocinadores cadastrados (como nas corridas de longa distância), sem precisar parar de andar.

Além disso, você teria um tempo para terminar cada jornada. Se, quando você finalmente chegasse, a aula já tivesse começado, os seus amigos já tivessem ido embora de tanto esperar, o restaurante já estivesse fechado ou o seu namorado tivesse pisado nas flores e comido todos os bombons - ou outro problema qualquer -, GAME OVER.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Como a minha mãe, vocês podem não acreditar, mas a verdade é que a minha tir(e)óide dói.

Sim, é claro que tiróides dóem. (Eu também não sabia, mas procurei ontem na internet e confirmei com o Gustavo de química hoje, quando as dores pioraram.)

É uma dor na região da garganta mas parece que não exatamente dentro da garganta (na faringe, laringe, esses lugares que caracterizam a chamada 'dor de garganta'), é uma dor no pescoço em algum lugar entre a traquéia e os músculos e a pele.

É estranho, eu penso nessa dor e tento descrevê-la e então o meu pescoço parece muito maior do que realmente é (do tamanho de uma sonda espacial, acho). Visualizo a tiróide encolhidinha perto de alguns ossos brancos, acho que perto da coluna vertebral (mesmo a dor sendo na frente do pescoço), e eu imagino ela pulsando, tristinha, toda marrom e pedindo ajuda, com um monte de pus em volta.

Como eu faço para ajudar a minha tiróide? Ainda não posso começar a tomar hormônios, porque não fiz o exame de sangue que precisava. A médica disse que temos que manter a minha tiróide parada, ou seja, sem funcionar, e por isso os hormônios. Mas agora eu sei que ela também precisa ser desinflamada (descobri no ultra-som), só gostaria de saber como.

Estou com muita pena dela. Sempre que eu faço movimentos bruscos com a cabeça, ela fica confusa (me lembra um pouco a Nina quando é acordada de repente).

E se eu desse um nome para ela? Posso sentir os seus olhinhos fechados, ela está agonizando. Definitivamente precisa de cuidados especiais.

Fico pensando em como seria a sua morte, se tivessem que tirá-la de mim. Eu ficaria magra por causa da cirurgia, com os olhos fundos e olheiras bem verdes. Colocariam um curativo branco em volta do meu pescoço que teria de ser trocado de vez em quando, sujo do meu vermelho sangue. Eu colocaria lenços por cima dele, primeiro para esconder ele mesmo, depois para esconder o corte e depois para esconder a cicatriz. Talvez tivesse que usar lenços pelo resto da vida. No calor, na praia, dormindo.

Eles me dariam a tiróide em um frasco de vidro, imersa em éter ou coisa parecida. Embora eu goste dela, sei que eu teria nojo, então a deixaria durante o dia tomando sol na minha escrivaninha mas a guardaria em um armário com chave à noite.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

08/04/2008

História geral


Igreja
faz c/ que "sexualidade" vire um tabu. Na Grécia, Roma..., era um assunto normal no dia-a-dia. Era como "Estou com dor de estômago".

ORADOR: viajava pelos feudos contando histórias = estímulo da imaginação = sobrevivência.
ex: p/ inibir sexuali//: em lugar distante, moravam gigantes de 4m. Tinham mulheres de 0,5m.
Hoje: Tio Patinhas. Ninguém tem pais (Huguinho, Zezinho & Luizinho?).
Recente// foi incluída na história a mamãe metralha = só os bandidos fazem sexo.

domingo, 23 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Acho que quem cospe no chão deveria ser punido por agressão ao convívio em sociedade.

Sábado
9h acordar
até as 10h tomar café
11h??
13/14h almoço
17h sorvete de strawberry cheesecake
19/20h quem quer jantar comigo?
22/23h dormir

Renan: "Se tem uma coisa que eu odeio é esse bar aqui do lado. Primeiro porque tem aquela coisa de turma... Eu odeio turma. Todo o mundo junto [cara de nojo], daqui a pouco tem copo de cerveja no muro do curso... "

consumismo utópico II
1 jeep branco

Girls will be boys & boys will be girls. A Paula está aqui do meu lado tirando fotos conceituais pelo quarto. E o pior é que algumas ficaram boas.

Vou desfrutar da meia hora que ainda me resta. Amanhã acordar 20 minutos mais tarde graças à deusa nipônica!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tenho me sentido uma pessoa cansada por definição.

Repita em voz alta, quando não agüentar mais:

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...

Além de sono, sinto frio, e eu sei que uma coisa tem tudo a ver com a outra.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fórmulas em post its espalhados pela casa.

Xícaras de café em forma de Guggenheim, quadradinhos de chocolate contados antes de começar a estudar cada matéria.

Frutas bem doces, canetas coloridas para esquemas em folhas sulfite.

Saladas que ocupam mais da metade da área do prato, contas que o meu cérebro se vê obrigado a fazer só para provar que consegue.

Palavras cruzadas em momentos de pausa, leitura de manchetes e correção do jornal com caneta verde, dor de garganta misturada com alergia de nariz que começa a me preocupar.

Ouvir música antes de dormir, acordar mais bem disposta, conseguir acordar na hora certa.

Por enquanto, tentar não arranjar conflitos inter ou intrapessoais, mas continuar vivendo.

O amor da Nina, da Denise, as piadas ruins da Paula, compartilhar sofrimentos ou felicidades com amigos em situação parecida e pedir apoio aos que não têm nada a ver com isso, a chuva que eu não poderia ter tomado e que me fez bem, eu apontava o guarda-chuva contra o vento e corria.

Secar o cabelo é importante, pensar, andar, o que eu posso prometer para mim mesma?

Uma boa esferográfica, minha lapiseira me ama, se eu fosse você não criaria complicações agora.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ontem só não destruí a minha mão direita na porta do anfiteatro do Santa porque tem vestibular em menos de uma semana. Raiva, raiva, raiva.

Daí sonhei que um cara assaltante apontava uma arma pro meu nariz e ficava me insultando, ele perguntava se eu gostava de arte e eu entregava a redação do simulado pra ele, na qual eu tinha tirado 6,4 de 6,5. Ele achava foda mas mesmo assim não me liberava. Ele tinha uma faca e um comparsa, era uma bad ter que correr dos tiros deles, eu sempre tenho que correr de tiros em sonhos.

Revisão maluca, eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar eu vou conseguir estudar. Agora ou nunca.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

(do meu Moleskine, segunda-feira)


Tenho a impressão de que, quando eu morrer, poderei assistir em vídeo a todas as imagens da minha vida.

Por isso tento manter o cabelo sempre em ordem, as roupas concordando e as olheiras imperceptíveis.

Ensaio diálogos imaginários comigo mesma, invento cenas enquanto estou esperando ou quando estou mergulhada demais dentro do meu eu interior.

Hoje, andando por uma ilha de avenida, simulei um gesto à la Trip Fontaine - jogar o casaco por cima do ombro - enquanto tocava uma música do Badfinger na minha cabeça (No matter what you do, I will always be around...)

Embora o momento fosse propício (uma rajada de felicidade subiu de repente pelas minha costas), tentei não sorrir, que é o que um personagem de verdade faria. A câmera deveria andar junto comigo, na mesma velocidade mas partindo de uma certa distância à minha frente, e depois começaria a subir, até captar uma planta baixa da Consolação e, então, de toda a Zona Oeste da cidade de São Paulo.

A luz era a do amanhecer, mas poderia ser a do crepúsculo sem grandes problemas - o que mudaria seria só o meu gesto de tirar o casaco, já que o frio estaria chegando, não indo embora.

O distanciamento da cidade poderia culminar no anoitecer (mesmo que estivéssemos de manhã), que serviria de base para a próxima ação.

Se isso fosse mesmo um filme, o anoitecer teria continuidade e o espectador (eu mesma, morta) poderia entender o motivo do meu êxtase anterior, em uma tomada escura com tons de azul que lembrassem as listras do meu casaco jogado no ombro horas antes. Se eu fumasse, seria bonito que estivesse fumando, mas, tentando ser mais verossímil, eu poderia estar simplesmente jantando e me preparando para a terça-feira, ou tomando um banho de touca.




PS horóscopo mensal diz You're more than up to the challenge, FYI.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

consumismo
ray-ban de grau
biquini osklen
all star metalingüístico

consumismo utópico
macbook
ano que vem em SP, se tudo der certo
design
alemão
boxe
o romance
um trabalho
Lista de natal
1 pingüim imperador
1 baioneta

domingo, 2 de novembro de 2008

Não quero falar sobre vestibular, não quero nem pensar no que isso tudo vai dar.

É triste pensar em não conseguir entrar na FAU, mas eu fico feliz em me imaginar na Unicamp, estudando literatura e me livrando de uma vez por todas do convívio social (não que eu fosse agüentar por muito tempo, acho).

Escrevi o trema aí em cima e fiquei com raiva da norma ortográfica, será que já no ano que vem vamos ser obrigados a escrever tudo errado?

Meus pés estão congelados e a Paula não quer fechar a janela. "Estou arejando o meu quarto" - porque ela está na função da arrumação e da limpeza.

Estou mastigando um chiclete Juicy Fruit que já está duro, ele foi trazido do free shop de sei lá de onde. Meu corpo está coçando da alergia, mas por enquanto ainda está tudo sob controle.

É boa a sensação de tomar banho de manhã mas eu nunca faria isso todos os dias, a gente vai se sujando muito ao longo do dia. Ficar em casa não suja tanto, então tomar banho de manhã no domingo até que tudo bem.

Eu deveria estudar hoje mas preciso resolver a minha vida antes de mais nada, o que fazer, com quem sair, sair ou não?, a que horas, para onde. O Juicy Fruit está péssimo.