sábado, 20 de setembro de 2008

Hoje fez tanto tempo ruim que eu não consegui nem usar o meu Ray Ban novo.

Estou viciada em Block Out II, que é um jogo de tetris 3D. Muito legal, ajuda a ativar a consciência espacial (tipo isso).

Eu não queria sair de casa, porque eu tenho me arrependido de 100% das últimas vezes em que eu saí, e é um saco ter que despender um monte de moeda corrente quando você nem está nem aí pra nada. A não ser que essa seja a sua estratégia de felicidade. No caso de hoje, não é.

Festa dos ex-portes deprimível, por causa das pessoas muito adultas, da chuva e da droga do ambiente que ainda parece que é nosso, acho que por isso eu tenho uma ponta de convicção de que um dia vou trabalhar lá. Mesmo que indiretamente (digo, sem ser professora).

Nossa, joguei tanto aquela porcaria que estou achando extremamente estranho que esse texto não tenha três dimensões, ou seja, a opção de colocar as palavras atrás.

Ganhamos o primeiro jogo de vôlei e perdemos o segundo, mas o time era de uns caras grandes (de idade) e fodas, e tivemos que esperar mais de uma hora e meia pra ele acontecer, e estava chovendo e era um campo de futebol society. Ok, justificativas à parte, e se tem uma coisa que eu odeio é quem fica puto porque perdeu uma merda de um jogo que não significa nada (e eventualmente resolve descontar a raiva nos outros jogadores).

Estranho pra caralho ver os adultos ex-alunos com suas famílias e filhos, ouvi uma conversa de um cara sobre a fuvest da turma dele, em que "todo mundo foi muito mal, só 5 passaram na Pinheiros, 7 na Poli e, bom, na São Francisco até que entraram mais". A Giulia Tadini também ouviu a conversa, concluímos que naquela época (há uns... 30 anos?) não só tinham muito menos opções de curso (como o Paiva disse uma vez, no Santa Cruz as pessoas iam ou para direito, ou para medicina, ou para engenharia, administração/economia ou, no máximo, arquitetura), como também o vestibular era uma coisa bem diferente - acho que os cursinhos ainda não eram tão fortes, então quem vinha de uma escola boa tinha bem mais chance de passar.

Mas esse não é um assunto legal. Eu tinha um melhor, mas esqueci.

Denise está gritando o meu nome enquanto assiste a Jack Brown. Ela quer que eu saia. Por que ela me considera uma pessoa tão infeliz?

Enquanto esperava para ir embora, em frente ao Santa, fiquei olhando os maridos que passavam carregando as bolsas e os casacos das mulheres, colocando os carrinhos de bebê no porta-malas daqueles carros tão novos que reluzem. Por que felicidade está sempre associada a dinheiro? Pensei em mim e na minha vida medíocre, e em como eu nunca vou atingir essa felicidade de propaganda de margarina. Não que isso seja propriamente bom, mas me daria esperança, vontade de continuar, se eu soubesse que poderia acontecer comigo.

Aaaaah, acho que vou voltar ao Block Out.

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