domingo, 28 de setembro de 2008

"Deixa eu entender isso direito", disse um aluno. "Você está me dizendo que, se eu disser uma coisa em voz alta, sou eu dizendo, mas se eu escrever exatamente a mesma coisa no papel, é de outra pessoa, certo?"

"Sim", eu respondi. "E nós estamos chamando isso de ficção."

O aluno sacou seu caderno, escreveu algo e me passou uma folha de papel que dizia: "Isso é a porra mais idiota que já ouvi na vida."
David Sedaris


Às vezes queria entender por que o tempo passa e a gente continua se preocupando com as mesmas coisas idiotas. Na verdade, acho que o problema não é nem esse - é a gente se sentir pior por achar que está pior do que as pessoas que, no passado, fizeram com que a gente se sentisse mal.

Não acho que eu esteja melhor, nem que eu tenha progredido alguma vez na vida. E me incomoda profundamente não conseguir visualizar o meu futuro (e conseguir visualizar o de todo o resto do mundo - em geral, um bom futuro).

Seja feliz se você me conhece - eu com certeza imagino perfeitamente a maravilha que será a sua vida dentro de uns 10, 15 ou 20 anos. Não que a minha opinião ou, ainda, a minha imaginação, signifique alguma coisa.

O troço aí em cima é do livro Eu falar bonito um dia, que me faz rir que nem uma idiota em situações públicas constrangedoras, do tipo ônibus lotado.

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