domingo, 24 de abril de 2011

Tenho me sentido triste com a maneira com a qual eu não me sinto mais tão triste quando penso no meu futuro, sei que isso é imbecil, porque ter perspectivas sobre o meu futuro sempre foi o que eu mais quis na vida, mas sempre pensei que eu poderia me sentir feliz toda vez que eu me lembrasse que iria morrer cedo, então, é como se eu estivesse perdendo um pedaço de mim, se sentir triste e querer morrer sempre foram coisas que fizeram parte de mim, desde que eu comecei a pensar sobre a vida & sobre mim, mais ainda desde que eu comecei a pensar sobre o mundo, sobre os problemas do mundo e sobre as soluções péssimas que a gente encontra por aí, talvez seja isso, as soluções péssimas que a gente encontra por aí, existem problemas, é claro, mas existem, na maioria das vezes, jeitos bons, saudáveis, amistosos, justos de resolver os problemas, que é o que quase nunca é feito, as pessoas querem se acomodar e acho que isso é o que mais me incomoda, por isso acho triste ficar aqui nesse mundo horrível quando tudo o que eu podia era só ser uma coitada, alguém que não resistiu aos infortúnios da vida e foi embora enquanto ainda era tempo, sei que sou nova demais e não vou ser lembrada por nada do que eu fiz, porque eu fiz nada ou quase nada na minha vida, imagino as pessoas que eu conheço daqui a vinte anos lembrando de mim e do que eu fui e talvez elas nem tenham muita referência, não é como se alguém de pelo menos uns quarenta anos morresse, com certeza teria gente para lembrar de coisas que essa pessoa fez, talvez não só coisas boas mas com certeza coisas significativas, eu queria ser lembrada e isso é tão triste, o ponto é que eu ainda preciso viver mais alguns anos se eu quiser ser lembrada, senão eu vou ser só o espectro de algumas situações vazias de significado, sim, significado, acho que é o que as pessoas deviam procurar, mas quase ninguém procura, as pessoas se contentam com pouco e com estática e com tudo que é dado, eu busco significado e sou oprimida pela verdade, comprimida contra as paredes de ruas mal-iluminadas e me mandam calar a boca e me mandam embora, eu queria ser especial e conseguir responder a todos esses insultos, eu queria encontrar uma forma de responder ao mundo, a minha interpretação sobre o mundo lançada por mim, que seria rejeitada pela maioria mas encontraria alguns adeptos, pessoas que pensassem como eu e que se aproximassem de mim, elas chegariam bem perto para tentar discutir, me segurariam pela gola do paletó e ficaríamos felizes ao descobrir que pensamos da mesma maneira, é péssimo saber que não existe alguém no mundo com as mesmas opiniões, tudo é um mar de desconexão e idéias jogadas, existem poucos lutando pelas mesmas causas e no fim tudo parece tão simples, têm coisas que eu sei que são boas e que seriam boas para todas as pessoas,

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hoje eu percebi que fiquei desconcentrada enquanto precisava me concentrar; é engraçado como essa é a primeira vez em que, embora os sintomas sejam quase os mesmos, não está doendo.

Está só sendo divertido e desconcentrador, me faz bem ficar pensando & lembrando, pela primeira vez.

É engraçado porque eu não sei se isso é uma defesa que a minha cabeça criou para mim, para não me deixar sofrer, ou se o sentimento não foi tão forte assim, como tinha sido das outras vezes.

Acho legal a idéia da minha cabeça ter aprendido com os meus erros, ela soube racionalizar a situação, pela primeira vez, e me instruiu a não me abalar. Ela mastigou tudo o que eu vivi, depois cuspiu em forma de uma resolução: Não precisa se sentir mal.

No fim, não precisa mesmo. E nunca precisou, mas, das outras vezes - em especial da última -, foram necessários muitos murros no estômago, chutes na cabeça e cotoveladas no olho para me fazer entender que eu não deveria me sentir mal.

Isso pode ser um sinal de que eu estou conseguindo crescer, ou de que eu estou me tornando uma pessoa inerte. Porque o meu envolvimento, por mais que me fizesse mal, acabava sendo uma qualidade, fazia parte de mim. Me fazia pensar e me tornava mais criativa e inspirada. (Precisa doer para fazer sentido.)

Ao mesmo tempo, faz com que as coisas tenham menos importância e, por isso, me torna mais apta a conseguir lidar com elas.
Se eu não estou triste ou abalada demais, sinto que tenho mais controle sobre o que eu estou vivendo. E mais consciência dos meus atos, o que é racional, maduro e adulto, mas pode não ser divertido e produtivo.