sábado, 10 de janeiro de 2009

Dois momentos muito diferentes ontem e hoje.

Ontem a epifania FAU, pessoas simpáticas, legais e bonitas, um espaço agradável, interesses confluentes (de skates e câmeras fotográficas, arte nas paredes e humor inteligente).

Hoje a realidade trágica de A bela Junie, realidade estranha, na verdade, mas extremamente real.

Uma prova de que, quando se é linda, a vida só é difícil se você quer que ela seja. O Werther de casaco quase mostarda, ele se chamava Otto, e acho que o casal Otto et Junie é o que eu chamaria de relacionamento ideal. Um manda, o outro obedece. Mas os dois sofrem, e não sabem como lidar com essa situação. Falam pouco, falta compreensão mútua. Estética impecável.

No fim, quando o Werther morre fica mesmo óbvio que ele é o único que vai amar a Charlotte para sempre. Boa, Junie. "Por que ela não se apaixonou por mim no momento em que me viu?" - como diria a sua amiga ao telefone, você e o seu romantismo, Otto.

O herói romântico, a heroína romântica. A pele branca e os olhos azuis; o dentinho separado para dar o tom. O grotesco e o sublime. Se o cabelo dele não é loiro, pode ser pintado de loiro.

Quanto pior a situação das personagens, mais deprimente a natureza parece. Por isso o inverno francês, a chuva caindo bem na hora da música reflexiva. Todos páram para ouvi-la, e logo depois aquele que consumiu tempo de reflexão aparece em cena, refletindo sobre o mesmo assunto.

Um momento da vida burguesa, com seus costumes e singularidades revelados. A vida na escola, polígonos amorosos, intrigas ou polêmica, homossexualidade, relacionamentos problemáticos, literatura e fotografia, dor, mal-entendido.

Um comentário:

Unknown disse...

eu fui com maior expecativa ver a bela junie....eu gostei mas achei que faltou um tiquinho de sensibilidade, nao sei explicar... mas ele é muito gato! eu amo ver ele! só que na verdade nunca vi nenhum filme do garrel que eu amei... mas eu nao vi todos,e ntao tenho esperanças...