quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

No momento, estou com uma Comuna de Paris no meu scrapbook. Não se trata de um conceito profundo - é só o final do número de scraps que eu tenho (71) que é o mesmo do ano em que ela aconteceu.

Gosto de ficar brincando com os números que eu vejo por aí.
- Que horas são?
- Queda do Império Turco Otomano.
Ou:
- Primavera dos Povos.

Ok, eu não falo isso quando me perguntam as horas. Eu só penso. Mas seria legal se eu pudesse conversar assim com as pessoas.
- O que, já são Congresso de Viena? Preciso ir, senão não chego lá antes do assassinato de Francisco Ferdinando!

Também é divertido pensar o que acontece, simultaneamente, na História do Brasil.
- Acho que a gente caiu no mesmo grupo! Espera, qual é o seu número de chamada?
- Convênio de Taubaté, e o seu?
- Ihh, posse do FDR.
- Droga.

Ou pensar em datas de aniversário, progressões, cálculos simples que podem valer a piada.
- Uau, a minha matrícula é uma série de Fibonacci!
E até:
- Como está o frango?
- Ainda não está bom...
- Coloca mais uns 'pi' minutos, então.

Li uma vez em um livro legal (O gene da matemática, de Keith Devlin) que ficar treinando fazer contas é bom para o cérebro - você começa a pensar mais rápido, alguma coisa assim. O doutor do Nintendo DS da Paula reiterou essa informação, então comecei a tentar realizar operações algébricas com os algarismos que eu via até que eles se transformassem em 1 (como recomendou o Professor Devlin).

A brincadeira é divertida e, realmente, deixa a mente mais dinâmica. Depois disso, até me viciei em Sudoku por um tempo. Mas alguma hora tudo isso perdeu a graça: acho que o meu negócio definitivamente não são os números. Devo me contentar com as datas históricas.

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