quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Em pouco menos de 7 horas, estará tudo terminado.

Quando o fiscal disser "Fechem os cadernos", poderei me levantar da cadeira e, mesmo com as costas arruinadas, sairei correndo em direção à porta, onde duas garotas de top e mini-saia estarão segurando uma fita vermelha e comprida, uma em cada ponta, como nas linhas de chegada de corridas de longa distância.

Cruzarei a faixa eufórica, e elas a reerguerão para que o próximo a sair da prova também dê o seu grito de independência.

E assim sucessivamente, invadiremos a cidade um a um, no calor brasileiro horrível, os olhos brilhando de emoção, a estafa nos levando a bradar FÉRIAS! e destruir tudo o que aparecer pela frente. Carros, vitrines, pessoas - toda a felicidade alheia se transformando na minha felicidade.

Vagarei pelo meio das ruas em um protesto por nada, apenas pela emoção de ter eu mesma para mim outra vez, um ano e será a primeira vez que serei minha, o que eu quiser fazer, a qualquer hora, tempo sem desculpa, até o dia 04 de fevereiro.

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