quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Inspiração indo embora para tudo. Quero responder a todas as perguntas retóricas, quero padronizar e esquematizar todas as frases que eu ouço.

Meu cérebro está pragmatizando todas as manifestações de contato que eu recebo. Ele tem trabalhado com ritmo e percepção dignos de um engenheiro, otimizando o tempo sempre pensando na relação custo-benefício.

Me lembrou a época em que eu estava estudando para o teste do Santa, eu lia qualquer texto e não conseguia deixar de classificar as orações sintaticamente.

Agora é diferente, estou meio viciada no jeito como as provas de história perguntam as coisas. Quero entender o porquê da informação mais idiota, sinto vontade de grifar as falas das pessoas, releio qualquer porcaria de propaganda até ter certeza de que aquilo estava mesmo certo.

Adquiri um jeito arrogante de avaliar a capacidade de comunicação dos redatores do jornal, na maioria das vezes eles não sairiam do 6,5 (a não ser as notícias e artigos importados, esses sim têm uma qualidade indiscutível).

É estranho ter aula amanhã, me sinto uma trabalhadora, que nunca tem férias e está sempre com tudo atrasado, reclama da vida, culpa a crise econômica e no fim não consegue dar conta nem da própria saúde.

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