Eu tinha alguma coisa para falar que não tinha nada a ver com a minha melancolia dos últimos dias, nem com a sensação horrível de protetor solar depois de ter tomado sol que tem estado constantemente impregnada no meu corpo.
Eu não queria falar que eu não agüentava mais fazer aula de autoescola e que finalmente elas terminaram hoje, também não queria dizer que a minha prova prática cai justo no dia 13.
Não teria a menor utilidade dizer que eu pretendo ler A era dos extremos durante a semana santa, nem que eu sonhei que eu tinha terminado de ler Ana Karênina, nem que eu preciso passar no xerox hoje antes da aula, nem que a usp me deu um cano e eu preciso ligar pra eles e mandar alguém arrumar o meu bilhete único (que ainda nem existe).
Eu não queria falar sobre a minha dor de cabeça, porque ninguém mais deve agüentar me ouvir falando disso, e eu também não agüento mais a dor de cabeça, então, quanto menos eu falar dela, mais longe de mim ela vai ficar.
Não queria falar nenhuma dessas coisas, e não tenho melhores para falar (a não ser aquela que eu não lembro qual é).
O que vocês estão planejando para a Páscoa? Eu queria chocolates artesanais ou chiques, amanhã vou providenciar isso com a Denise. Não queria gastar todo o dinheiro do mundo e ao mesmo tempo não queria comer chocolate com gosto de parafina - fiquei meio maníaca depois que li ontem no caderno Paladar sobre a maior degustadora de chocolate of all times (Chloe Doutre-Roussel). Chocolate é a minha comida preferida e, de acordo com a matéria, eu nunca comi um chcolate de primeira qualidade. Então entrei google atrás das melhores marcas, indicadas por ela. Alguns não são caros, acreditem, tem uma loja lindinha americana com barras de tamanho razoável por 8 dólares. Mas, em compensação, vi uma francesa que vendia 250g de chocolate por 24 euros.
Resolvi que, se é para sustentar um vício, que seja com elegância. Quando eu ganhar meu próprio dinheiro, também vou querer ser uma verdadeira apreciadora (não uma especialista, é claro, porque isso definitivamente não é o que eu quero da minha vida, e provavelmente um trabalho assim desbalancearia toda a minha alimentação). Isso exige muito dinheiro, é claro, porque aqui no Brasil a gente não encontra nada muito melhor do que Lindt (o marco zero na escala da moça).
Guardei o pedaço de jornal e fiquei sonhando com uma Páscoa de primeira qualidade. Depois lembrei dos chocolates maravilhosos que a Nina e a Maia trouxeram de Paris. Eram realmente deliciosos, preciso perguntar qual era o nome da marca, vai ver eu já comi um chocolate de excelência e nem estava sabendo.
Tudo isso acabou de me lembrar que outro dia me deu a maior vontade de fazer um bate-volta em algum país da América Latina só para passar pelo free-shop. Chocolates, seria mais um bom motivo. Fora a maquiagem e os óculos que já estavam nos meus planos. E a viagem em si também seria uma boa idéia. Uns quatro dias longe daqui seriam suficientes.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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