sexta-feira, 17 de abril de 2009

Outro dia, no final da tarde, andando até o ponto de ônibus, reparei que todos os motoristas dos carros que vinham da Sumaré, quando faziam a curva para entrar na Henrique Schaumann, abaixavam a aba de proteção solar em direção ao pára-brisas. Fiquei achando isso engraçado enquanto esperava para atravessar a rua - por que todos eles faziam o mesmo gesto exatamente no mesmo ponto do percurso? Até que eu reparei que, bem ali, vinha um sol laranja do lado oposto (se tudo faz sentido, de noroeste), ofuscando os olhos de cada um deles: primeiro eles franziam a testa e fechavam os olhos, depois abaixavam a aba.

Achei chato quando eu descobri o motivo; seria muito mais legal que, sem nenhuma explicação, as pessoas decidissem abaixar a aba de proteção solar no mesmo lugar.

Imaginei um filme daquela situação, carro por carro, aba por aba, o sol laranja batendo nos pára-brisas, ficaria bonito. Ainda mais porque aquela parte da rua é uma subida em curva aberta, o que dá um movimento suave para os carros, que têm de vir com uma velocidade menor do que a com que andavam na Sumaré mas mais rápido do que eles precisam para percorrer o final da Henrique Schaumann - em uma palavra, desacelerando.

Podiam ser só slides da cena, ou um filme bem antigo (embora colorido) daqueles em que os movimentos saem entrecortados.

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