domingo, 9 de agosto de 2009

como seria a minha vida matrimonial, se ela existisse

opção 1 middle-aged bem-sucedido
Eu teria vinte e poucos anos; ele, trinta ou quarenta. Ele teria estudado algo como engenharia ou administração (faculades de empregos que dão dinheiro) e seria brilhante. Ele tentaria falar sobre matemática mas então se lembraria que eu não entenderia nada e riria e em seguida pararia - eu acharia isso encantador. Ele não falaria muito comigo, e por isso eu o amaria. Teríamos filhos e ele não estaria nem aí para a minha vida pessoal, porque, enquanto estivesse acordado, estaria trabalhando.

opção 2 garotão lindo herdeiro
Um quase drogadicto que tocaria guitarra e entenderia tudo sobre qualquer assunto adolescente demais para ser interessante. Falaria muito, chegando a ser irritante, mas isso não importaria, afinal, ele seria lindo e cheio de dinheiro (dos pais, é claro). O típico caso do filho único de uma família tradicional que quer ir contra tudo e contra todos só porque não tem nada de melhor para fazer na vida. É aí, aliás, que eu entraria: como promessa de estabilidade, a possibilidade de construção de uma vida digna e encatadoramente normal, em uma mansão de subúrbio lotada de empregados. Tudo mentira. Fingiríamos o nosso casamento barbie para os pais dele enquanto correríamos atrás de garotas por todos os lugares do mundo, acompanhando turnês de bandas decadentes com olheiras até o queixo.

opção 3 girl pride! my oh my
Cinco garotas maravilhosas morando juntas em um apartamento. Sim, amor-livre. Sem ciúmes nem visitas masculinas depois da meia-noite, guarda-roupa comum, dormir cada dia em uma cama diferente, nunca se preocupar em trancar a porta. Andar por aí só de meias, uma jacuzzi gigante, se a gente contasse ninguém acreditaria. Um casal formado por cinco pessoas, simplesmente. E felicidade saindo pelas janelas o tempo todo.

2 comentários:

Unknown disse...

Bom, você já sabe qual é a minha opção favorita. Só faltam três, querida.

Hannah Maruci Aflalo disse...

hahahaha ai clau ...
gostei da opcao 2, ainda mais se o cara fosse gay.