Quanto mais tempo eu tenho, menos tenho vontade de fazer as coisas. Agora que eu posso ler livros, ouvir música... Não consigo ficar sem obrigações. Se elas não forem milhares, dá pra fazer o tempo render bem mais, organizando e dividindo as horas em intervalos regulares de aproveitamento quase integral.
Ao invés de aumentar a minha cultura (não estou assistindo aos filmes que planejei, as idas ao cinema nem tem sido tão constantes assim, nem abri os dois livros sobre design/arquitetura que a minha mãe me mandou ler, a Ana Karênina tem ido devagar quase parando), praticar um esporte, escrever, designar, conversar com as pessoas, o que eu mais tenho feito é descansar e jogar tetris. Infeliz assim.
Bom, até consigo fazer uma ou outra coisa de vez em quando, mas sinto falta de ter horários determinados, de chegar ao final de um dia e me sentir cansada, de achar que eu realmente mereço comer ou dormir. É bom não ter planos nem hora para voltar para casa, é claro, só que não por muito tempo. Na primeira semana de férias - depois de um ano ininterrupto de cursinho - isso foi mais emocionante do que nunca; agora, deixa as minhas pernas flácidas.
Se não fosse tão tarde, eu arrumava um emprego de verão, me matriculava em um curso intensivo de línguas, me inscrevia como monitora de colônia de férias, qualquer coisa. Ai, que tédio.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
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