Alguém que não esperasse respostas, ou que me convidasse, ou que gostasse da luz do dia, ou simplesmente uma pessoa bem disposta.
Queria alguém que me fizesse acreditar que eu ainda sou alguém - e não só um pedaço de pessoa com convicções obsessivamente ruins. Alguém que dissesse boa noite. Mas que não se importasse com horários.
Alguém com menos métodos do que eu, claro. E que entendesse o que eu quero dizer mas não digo, por preguiça ou medo ou preguiça e medo.
Alguém que respeitasse silêncio e que gritasse comigo. Uma pessoa bem intencionada. De bons hábitos mas não careta, que não cobrasse sorrisos e compreendesse momentos ruins.
Que aceitasse a verdade quando ela quer aparecer, uma pessoa que não perguntasse mas estivesse interessada (e fizesse o possível para descobrir).
Alguém que retocasse o meu batom por mim enquanto eu estivesse de olhos fechados, que apertasse as minhas bochechas entre as duas mãos e agradecesse, alguém que dormisse com a cabeça na minha barriga, que tirasse fotos no escuro e não reclamasse da minha mania de estar sempre com as mãos fechadas - mas tentasse fazê-las abrir de algum jeito que não envolvesse encostar em mim.
Alguém que usasse querida ao invés de amor (porque amor tende a ser mentira).
Uma pessoa para quem eu pudesse ler em voz alta, dar presentes, alguém que me deixasse preocupada se ficasse doente ou se sentindo mal por qualquer outro motivo.
Alguém que respeitasse silêncio e que gritasse comigo. Uma pessoa bem intencionada. De bons hábitos mas não careta, que não cobrasse sorrisos e compreendesse momentos ruins.
Que aceitasse a verdade quando ela quer aparecer, uma pessoa que não perguntasse mas estivesse interessada (e fizesse o possível para descobrir).
Alguém que retocasse o meu batom por mim enquanto eu estivesse de olhos fechados, que apertasse as minhas bochechas entre as duas mãos e agradecesse, alguém que dormisse com a cabeça na minha barriga, que tirasse fotos no escuro e não reclamasse da minha mania de estar sempre com as mãos fechadas - mas tentasse fazê-las abrir de algum jeito que não envolvesse encostar em mim.
Alguém que usasse querida ao invés de amor (porque amor tende a ser mentira).
Uma pessoa para quem eu pudesse ler em voz alta, dar presentes, alguém que me deixasse preocupada se ficasse doente ou se sentindo mal por qualquer outro motivo.

3 comentários:
eu fico brava que parece que quando a gente resolve (e aceita) querer essas coisas, elas não acontecem.
(é que você falou pr'eu comentar às vezes pra você saber que eu leio. há!)
eu leio, e gosto!
beijo,
nani
que legal saber que você ainda entra aqui! achava que ninguém mais entrava... preciso voltar a postar com mais freqüência. e obrigada! beijo!
uuuuuuuuuu
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