Transbordando são sorrisos largos e besteira na cabeça, sinestesias românticas (como gostos macios e perfumes quentes) roubando o lugar de todos os outros pensamentos no cérebro.
Hoje não me sinto transbordando; me sinto com raiva, e queria os meus problemas resolvidos o mais rápido possível. Queria poder encarar e perguntar O quê?, conseguir ter a coragem de dar tapas na cara, nem que tivesse que estapear a minha própria cara.
Sei que a vida não teria a menor graça se as pessoas não soubessem fingir - ainda que elas nem sempre finjam voluntariamente -, mas queria que, às vezes, tudo pudesse ser mais transparente. Que os diálogos funcionassem como peças de um quebra-cabeças (infinito, obviamente) e, sim, eu não teria mais tantos problemas.

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