domingo, 28 de junho de 2009

O único consolo é que os meus momentos ruins se transformam em palavras (You take your ordinary life and make gossip of it; I take mine and turn it into literature).

Todas as coisas que eu quis fazer mas não consegui, tudo o que eu imaginei e por qualquer motivo não deu certo (porque nenhuma situação acontece exatamente da maneira como tinha sido imaginada).

Elas sopravam asteriscos para dentro da boca uma da outra. Eu derretia contra a parede oposta (os joelhos dobrados, as costas retas e os ombros caídos), ela olhava para mim a cada dois ou três suspiros, eu abria os olhos quando conseguia - por que ela continuava me olhando?

Ela não me queria, eu não podia mais continuar olhando, eu preferia que ela me odiasse. Eu me contorcia, na ponta dos pés, jogava o pescoço para trás. Seria melhor que ela dissesse Nem fodendo, que pedisse para eu ir embora antes que fosse tarde demais. Que ela gritasse comigo do que ter que agir como a pessoa mais chata do mundo, ela nem era a pessoa mais legal do mundo.

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