sábado, 30 de agosto de 2008

Os acentos pifaram ontem enquanto eu escrevia aqui, então resolvi desistir (mesmo tendo descoberto 5 segundos depois que era só clicar em um botãozinho escrito EN e fazer ele virar PT - inglês para português, obviamente, por que será que de repente o computador resolve que eu estou escrevendo em inglês?).

Estou deitada na cama da Paula super desajeitada, meu pescoço vai quebrar daqui a pouquinho, mas não tem muito jeito, já que eu estou com preguiça de levantar e colocar o computador em um lugar mais prático e já que eu não consigo enxergar nada sem lentes.

A Paula está cozinhando porque eu a obriguei, ela acordou ao meio-dia e ficou enrolando...

Fiquei olhando no google maps onde eu vou fazer o enem mas isso não me ajudou muito, o lugar não é perto nem longe. Queria fazer alguma coisa legal hoje mas nem sei, nem sei o que eu quero fazer nem sei com quem nem sei mais o que é legal de se fazer nessa cidade.

Li um pouco de jornal hoje de manhã porque as notícias eram idiotas e porque ainda não tinha ninguém acordado. Uma falava sobre o anúncio da vice do McCain, a governadora do Alaska de 44 anos e mãe de cinco filhos. Um estrategista democrata disse que ela ambiciona um cargo de Pimeiro Estado mas governa um estado com mais renas do que pessoas, achei ótimo. Ela é contra o aborto e o casamento gay. Oh Lord.

A outra era sobre uma lei que estão querendo aprovar para impedir pessoas que tomam remédio de dirigir. O problema é que não valeria só pra remédios junkies como anti-depressivos tarja preta, mas para qualquer porcaria de analgésico ou antiinflamatório. Na verdade, que eu saiba, todo remédio traz na bula uma especificação sobre a operação de máquinas após a ingestão, então acho que a lei deveria ir mais por esse caminho, afinal, eles esquecem que pouquíssimos remédios estão realmente vinculados a isso. Sei disso porque eu adoro ler bulas, me fingir de entendida em química e essa viadagem toda. Outro problema - este levantado pelos próprios defensores da criação da lei - seria a fiscalização. Mas, para quem acha totalmente razoável obrigar uma pessoa a fazer um teste de bafômetro, não entendo qual seria o problema da obrigação de um exame de sangue. Daqui a pouco vamos ter que apresentar atestado de sono para poder dirigir.

Por falar nisso, preciso fazer auto-escola. Eu e o meu tempo infinito. No fim, acho que a idéia do Robby é reamente boa (começar a acordar duas horas mais cedo para estudar 26 horas por dia).

Aliás, pensar em como o vestibular está chegando é uma coisa que desagrada ao meu estômago, mas, se acabar dando tudo certo em relação aos estudos, ou seja, se eu chegar à primeira fase achando que eu sei boa parte do que preciso, pode ser só um alívio enorme.

2008 vai acabar logo, e isso é triste e feliz ao mesmo tempo, como sempre. 2007 foi o pior ano do mundo, se eu tiver um ano assim outra vez acho que não vou ter força o bastante para suportar.

Paula me chama. Sei que ela quer ajuda na cozinha. Vou ver o que posso fazer e, com sorte, voltar à minha leitura de Persépolis (por enquanto lindo, lindo, me contendo a cada página para não soltar o nó da garganta).

Um comentário:

P. disse...

ai, que saudade da comida de sábado :/