A porra do site da Casa do Artista simplesmente não mostra nenhum caderno!! Resolvi que eu preciso de um caderno, porque passo vergonha com o meu caderno de quinta, e, como a Denise me perguntou se eu já tenho um diário de viagem, resolvi me aproveitar. Então vou fazer com que ela me leve amanhã para comprar um novo, bem lindo. Pensei em um caderno branco de capa dura, tamanho A5, de 200 folhas e provavelmente sem pauta. Acho meio estranho escrever sem linhas, mesmo porque eu sou torta, mas isso tem seu lado positivo. Ainda mais agora eu eu estou querendo começar a desenhar. Se bem que os desenhos ficam legais por cima das linhas. Ok, raciocínio fragmentado, mas, como me disse o Maurício na sexta passada, isso não é importa, porque a vida é feita de coisas fragmentadas - ou coisa que o valha.
Na verdade acho que tudo foi uma confluência de idéias, porque, apesar da Denise ter falado esse negócio do diário de bordo só hoje, ontem eu já tinha ficado encantada com o livro de visitas do Tomie Othake (que era A3 e tinha umas 400 folhas, mas era exatamente do jeito que eu acabei de descrever). Olhei para ele e gritei Eu quero um caderno desses! Me dá? A Paula riu e sugeriu que eu escrevesse isso embaixo das assinaturas das pessoas. Eu escrevi. E fiquei achando isso tudo legal, porque geralmente esses livros têm espaço delimitado para escrever, tipo uma tabela em que você coloca NOME CIDADE/ESTADO E-MAIL e vai embora. Esse, além de não ter a tabela, não tinha liiinhas! Ok, as pessoas nem sempre respeitam as linhas (escrevem poemas trash ou comentários ridículos), mas é mais legal a idéia de ser tudo branco.
Por falar nisso, eu tenho gostado muito das coisas em branco, tenho tido vontade de só olhar para coisas brancas, uma sala branca com mesa branca, quadros pintados em branco, tudo branco. Meio apple, talvez. Roupas brancas, meias, camisas, calças e camisetas, sapatos brancos sem um único arranhão. Tudo lindo, não como nos hospitais, de tecido poliéster, mas como nos filmes bonitos de lençóis de linho, tenho a maior vontade de lençóis de linho branco bem geladinhos, com uma pessoa muito branca ao meu lado, braços tinindo de brancos, os lábios quase sem cor como os de um doente, os cabelos contrastando, não importa se forem castanhos, pretos ou até ruivos - os loiros não contrastariam tanto quanto o necessário.
Acho que tem a ver com limpeza, o que é uma merda. É preciso ser muito limpo para se usar branco. A Paula me deixou com essa nóia imbecil de limpeza.
Fico pensando no cursinho, na apostila aberta em cima da mesa. Uma coisa. De novo eu digo que eu poderia estar fazendo algo de útil, mas, não, eu estou gastando o meu tempo com preocupações. Pelo menos eu estou ouvindo música enquanto me preocupo. E escrevendo aqui, se é que alguém merece a metalinguagem. Conversar com o leitor é metalinguagem? Porra, queria conseguir me desligar do vestibular por pelo menos um segundo de 2008.
Vestibular inútil, aliás. Nem sei o que eu quero. Se eu quero.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
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2 comentários:
eu amo o caderno do tomie ohtake também.
ele é tão branco e sem linha.
comprei um caderno sem linha no começo do ano. eu até aprendi a escrever reto e tudo o mais, mas comecei a achar estranho e pra esse semestre comprei um com linhas quase invisíveis. o que é legal também, porque se você olha de longe e apertando os olhos você não enxerga as linhas, mas na hora de escrever você não precisa ficar pensando em escrever reto (e eu, particularmente, tenho que ficar achando linhas retas na mesa pra seguir e deixar tudo bonitinho).
nossa, acho que nunca tinha escrito sobre isso. é inútil.
mas é legal escrever sobre coisas que você nunca escreveu, porque se tivesse uma lista com todas as coisas do mundo - inclusive 'escrever sobre cadernos com linha ou sem linha' - eu poderia riscar essa.
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