Duas meias-calça por baixo da calça.
Andei pensando e descobri que, se eu ainda estudasse no Santa, eu já estaria de férias, mesmo tendo pegado recuperação.
Maior maldade fazer o pessoal acordar tão cedo em pleno final de junho. E andar no frio, pegar ônibus lotado, sentar em sala auditório e ouvir, anotar, engordar, ver o cabelo estragar (além de frio é úmido), ter que colocar um casaco em cima do outro até inflar ('cause you can't afford a blazer, girl you're always wearing clogs) e esse negócio todo.
Tive que tirar umas fotos pra Paula agora há pouco, ela me obrigou a vestir um troço de tule creme sem nada por baixo ("Você não liga de pagar peitinho, né?" "Mas está muito frio pra pagar peitinho!").
Simulado sábado, mais uma manhã fria fora da cama, me pergunto por que eu estou fazendo isso, afinal, eu nem tenho idéia de onde eu quero chegar.
A Denise diz sempre "não inventa", mas acho que ela nunca teve dúvidas sobre onde ela queria chegar, e também se acostumou rápido a se contentar com pouco.
Sou uma pessoa exigente, acho, e soa pretencioso alguém que não tem nada falar uma coisa dessas, assim como soa pretencioso acreditar que para os nossos pais tudo sempre foi mais fácil. Melhor mesmo seria se eles deixassem as coisas transparecerem. E provassem que são pessoas.
Enfim, chega, sem mais crises imbecis de adolescente imbecil (que é o que eu sou mas nem por isso preciso ficar provando).
quinta-feira, 26 de junho de 2008
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Um comentário:
o problema de deixar as coisas transparecerem é que a gente acaba pagando peitinho.
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