terça-feira, 22 de maio de 2012

diário de viagem

O último contato delas foi um aperto de mão. (Contato físico - que é o que, no fundo, conta.) E então tinham sido xícaras de chá, shots de vodka, suco de maçã e batata. Conversas sinceras sobre pessoas próximas, verdades sendo ditas sem que consequências fossem temidas, já que, de fato, não haveria consequências. Estados de espírito revelados um a um, ou todos de uma vez, já que o estado de espírito é sempre um só a cada momento. Afinal, lembranças.

O primeiro contato delas foi um aperto de mão. Cada uma dizendo seu próprio nome em voz alta, sorrisos sendo trocados. Conversaram sobre banalidades (da onde, por que aqui, por que agora, quando e em que lugar) por não muito tempo. Sentadas com alguma distância entre si, elas jamais imaginariam que, dentro de alguns dias, estariam tão próximas uma da outra.

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