Hoje eu percebi que fiquei desconcentrada enquanto precisava me concentrar; é engraçado como essa é a primeira vez em que, embora os sintomas sejam quase os mesmos, não está doendo.
Está só sendo divertido e desconcentrador, me faz bem ficar pensando & lembrando, pela primeira vez.
É engraçado porque eu não sei se isso é uma defesa que a minha cabeça criou para mim, para não me deixar sofrer, ou se o sentimento não foi tão forte assim, como tinha sido das outras vezes.
Acho legal a idéia da minha cabeça ter aprendido com os meus erros, ela soube racionalizar a situação, pela primeira vez, e me instruiu a não me abalar. Ela mastigou tudo o que eu vivi, depois cuspiu em forma de uma resolução: Não precisa se sentir mal.
No fim, não precisa mesmo. E nunca precisou, mas, das outras vezes - em especial da última -, foram necessários muitos murros no estômago, chutes na cabeça e cotoveladas no olho para me fazer entender que eu não deveria me sentir mal.
Isso pode ser um sinal de que eu estou conseguindo crescer, ou de que eu estou me tornando uma pessoa inerte. Porque o meu envolvimento, por mais que me fizesse mal, acabava sendo uma qualidade, fazia parte de mim. Me fazia pensar e me tornava mais criativa e inspirada. (Precisa doer para fazer sentido.)
Ao mesmo tempo, faz com que as coisas tenham menos importância e, por isso, me torna mais apta a conseguir lidar com elas.
Se eu não estou triste ou abalada demais, sinto que tenho mais controle sobre o que eu estou vivendo. E mais consciência dos meus atos, o que é racional, maduro e adulto, mas pode não ser divertido e produtivo.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
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